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Além das duas empresas, Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) também registrava valorização após anunciar a venda de ativos
O Ibovespa começou o dia em alta nesta quinta-feira (27), com Suzano (SUZB3) e Equatorial (EQTL3) na ponta positiva dos negócios.
A alta da Suzano se deve, na verdade, à ausência de um acordo de aquisição. Por volta das 11h30, os papeis SUZB3 avançavam 13,95%, cotados a R$ 57,83.
Recapitulando, a gigante brasileira de papel e celulose havia feito uma proposta de compra da International Paper. Porém, a Suzano afirmou que “alcançou o que entende ser o preço máximo para que a transação gerasse valor para ela, sem que houvesse engajamento da outra parte”.
Os investidores enxergaram a falta de acordo como positiva. Afinal, a aquisição exigiria um investimento considerável da Suzano, além de pesar sobre o endividamento, que vem em queda. Além disso, o eventual negócio também reduziria a perspectiva de pagamento de dividendos aos acionistas.
Veja como andam o Ibovespa e o dólar hoje:
Além da Suzano, também está na ponta positiva dos negócios hoje a Equatorial (EQTL3). No mesmo horário, as ações EQTL3 avançavam 4,98%, negociadas a R$ 30,56.
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Notícias de ontem do jornal O Globo e do Valor Econômico apontam que a empresa de energia foi a única a oferecer proposta para se tornar acionista de referência da Sabesp.
Nem Aegea e nem o empresário Nelson Tanure, cotados como nomes para se tornarem acionistas de referência no processo de desestatização, não apresentaram propostas contrárias.
Um dos entraves seria a cláusula de poison pill, mecanismo que visa proteger os minoritários de ofertas hostis de investidores maiores, desagradou parte dos interessados.
Essa "pílula de veneno" diz que um acionista é obrigado a realizar uma Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA) a todos os demais sócios ao atingir uma determinada participação em uma empresa.
No caso da Sabesp, o acionista que alcançar 30% de participação na companhia precisa realizar uma oferta de aquisição pelas demais ações por um valor 200% maior.
Do lado contrário, as ações SBSP3 recuavam levemente, com os investidores de olho nos desdobramentos do processo de desestatização. Vale lembrar que a Justiça já barrou o avanço da privatização da empresa de águas em Guarulhos, o que pode se estender a outros municípios.
Por fim, entre os destaques positivos do Ibovespa, o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) saltava 4,58%, cotado a R$ 2,74.
Isso porque a rede de supermercados está determinada a ficar mais leve e se livrar de tudo que é considerado “não essencial” no portfólio — e isso inclui se desfazer da maior parte da operação de postos de combustíveis.
O GPA anunciou na noite da última quarta-feira (26) que encontrou comprador para 49 postos localizados no Estado de São Paulo: o Grupo Ultra. Com a transação, a empresa vai levantar R$ 200 milhões. Desse total, cerca de R$ 138 milhões devem ser pagos até o final de 2024.
Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)
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