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MERCADOS HOJE

Ibovespa renova recorde ao superar inéditos 136 mil pontos no fechamento; dólar acompanha e sobe a R$ 5,4831

A aposta de queda nos juros nos EUA e aumento da Selic por aqui continuaram ditando o ritmo dos negócios na bolsa brasileira, mas nesta terça-feira (20), o mercado passou por ajustes no câmbio; entenda o motivo

Imagem de um gráfico com seta verde apontando para a alta da bolsa e um touro dourado em primeiro plano
Imagem: ChatGPT

O Ibovespa fechou em recorde histórico pelo segundo dia seguido — e, nesta terça-feira (20), o principal índice da bolsa brasileira foi ainda mais arrojado: terminou a sessão acima da marca inédita de 136 mil pontos. O dólar acompanhou o movimento e também subiu.  

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Para alcançar esse novo feito, o Ibovespa precisou driblar a queda das ações da Petrobras (PETR4) e pegar carona na recuperação dos bancos

Mas foi o ambiente interno e externo que ajudou o principal índice da bolsa brasileira a voar ainda mais alto hoje. 

A perspectiva de uma Selic mais elevada voltou a favorecer as ações por aqui. Lá fora, a expectativa de um pouso suave da economia norte-americana e a proximidade do início do corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) forneceram o combo para os novos recordes do Ibovespa. 

Com isso, o Ibovespa fechou na marca inédita dos 136.087,41 pontos, uma alta de 0,23%. Na máxima intradiária, o índice chegou aos 136.329,79 pontos. No mercado de câmbio, o dólar à vista subiu a R$ 5,4831 (+1,31%). 

Ibovespa x juros aqui e lá fora

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A perspectiva de corte de juros em setembro dos EUA tem sido o combustível dos mercados de ações nas últimas sessões. Hoje, no entanto, Wall Street terminou o dia no vermelho depois de uma sequência de ganhos que não era vista desde o final de 2023. 

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Ainda assim, as bolsas de Nova York reduziram as perdas ao final do dia e os yields (rendimentos) dos Treasurys recuaram — com o papel de 2 anos abaixo de 4% na mínima intradiária — após o discurso da diretora do Fed, Michelle Bowman. 

Ela citou a desinflação nos EUA, adicionando alguma cautela antes do simpósio de Jackson Hole — o principal evento da política monetária global, que contará com um discurso do presidente do BC norte-americano, Jerome Powell, na sexta-feira (23). 

Por aqui, o nível dos juros também ditou o ritmo das negociações com a aposta de alta da Selic.  

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Essa dinâmica, no entanto, foi ajustada em alguma medida, com uma calibragem no discurso de autoridades do banco central brasileiro. 

Embora tenham renovado o compromisso com a meta de inflação, as autoridades locais evitaram mostrar compromisso com a elevação da Selic. 

SELIC AOS 12%? POR QUE OS JUROS DEVEM VOLTAR A SUBIR AINDA ESTE ANO, SEGUNDO EX-BC

Por que o dólar subiu?

O dólar à vista acelerou a alta na tarde de hoje e chegou perto de R$ 5,50 na máxima do dia, acompanhando a valorização da moeda norte-americana em relação a divisas pares do real, como o peso mexicano e rand. 

Também pesou sobre o real o tom mais ameno do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em relação aos próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom). 

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Vale lembrar que boa parte da apreciação do real nos últimos dias havia sido atribuída a falas mais duras do diretor de Política Monetária do BC, Gabriel Galípolo, interpretadas pelo mercado com sinalização de elevação iminente da Selic.

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