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Em contas preliminares do BTG Pactual, os planos de saúde individuais devem passar por um aumento de cerca de 5,6% nos preços para o ciclo 2025-26
Em uma sessão positiva para a bolsa brasileira, as ações da Hapvida (HAPV3) despontaram na B3 nesta quarta-feira (11) e chegaram a liderar a ponta positiva do Ibovespa pela tarde.
Os papéis encerraram a sessão cotados a R$ 2,67, uma valorização de 5,95%. Nas máximas do dia, as ações chegaram a disparar 10,32% antes de entrarem em leilão, mas a escalada logo perdeu tração.
Apesar da alta de hoje, a operadora de saúde ainda acumula perdas da ordem de 40% na B3 desde janeiro — avaliada em pouco mais de R$ 20 bilhões atualmente.
O desempenho positivo da empresa vem na esteira de um novo relatório do BTG Pactual baseado em dados financeiros do segmento de planos de saúde do terceiro trimestre de 2024, divulgados pela Agência Nacional de Saúde (ANS) nesta manhã.
Em contas preliminares dos analistas do BTG, os planos de saúde individuais devem passar por um aumento de cerca de 5,6% nos preços para o ciclo 2025-26, abaixo dos 6,9% registrados no último ciclo.
Vale lembrar que, enquanto os contratos coletivos estão sujeitos a negociações entre as seguradoras e as empresas, os planos de saúde individuais são regulados, com a ANS limitando reajustes anuais e proibindo rescisões unilaterais de contratos por operadoras de saúde.
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A decisão da reguladora sobre o aumento de preços costuma ser anunciada no meio do ano, com valores vigentes de maio a abril do ano seguinte.
“Embora esteja de acordo com nossas expectativas (aumentos de preços desacelerando em 1 a 2 pontos percentuais ano a ano em outros segmentos da indústria de planos de saúde), os dados sugerem que os reajustes provavelmente ficarão atrás do cenário-base da equipe macroeconômica do BTG para a inflação do IPCA em 2025 (5,7%), o que naturalmente não é uma boa notícia”, escreveu o banco, no relatório.
A Hapvida é hoje a operadora listada na B3 com a maior exposição aos planos de saúde individuais, que atualmente representam 18% da base de membros.
Já as operadoras sem ações negociadas na bolsa brasileira têm exposições ainda maiores a planos individuais. Confira:
Na visão do BTG, diante do cenário complexo para as ações no Brasil, é hora de o investidor “evitar riscos desnecessários”.
O banco sugere foco reforçado em empresas que sejam dolarizadas de longo prazo, defensivas que oferecem altos rendimentos de dividendos e fluxo de caixa livre; companhias de alta qualidade ou players com catalisadores, como potenciais alvos de fusões e aquisições.
Para os analistas, o Fleury é uma opção defensiva interessante e que oferece hoje um bom retorno, dado o forte rendimento de fluxo de caixa livre e retorno com dividendos.
“A Rede D'Or é nossa melhor ideia de buy & hold [compre e mantenha na carteira, em tradução livre], apesar de ser negativamente afetada por taxas de juros mais altas, pois negocia a um valuation não tão caro, de 13,5 vezes o lucro por ação ajustado de 2025, em comparação com outros players brasileiros de alta qualidade”, disse o banco.
Banco é o único brasileiro na operação, que pode movimentar até US$ 10 bilhões e marca nova tentativa de Bill Ackman de abrir capital; estrutura combina fundo fechado e holding da gestora, em modelo inspirado na estratégia de longo prazo de Warren Buffett.
Carteira recomendada do banco conta com 17 fundos e exposição aos principais setores da economia: infraestrutura, imobiliário e agronegócio
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