🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ana Paula Ragazzi

REPORTAGEM ESPECIAL

O fracasso das empresas “sem dono” na B3. Por que o modelo das corporations vai mal na bolsa brasileira

São vários exemplos e de inúmeros setores de companhias sem uma estrutura de controle que passaram por graves problemas ou simplesmente fracassaram

Ana Paula Ragazzi
16 de abril de 2024
15:54 - atualizado às 15:55
Montagem com logos de empresas sem controlador (corporations) que foram mal na bolsa
Montagem com logos de empresas sem controlador (corporations) que foram mal na bolsa - Imagem: Montagem: Seu Dinheiro / Reprodução Twitter

O olho do dono engorda o gado? Se aplicarmos o ditado popular nas empresas listadas na B3, a resposta é sim. Afinal, o mercado brasileiro vem colecionando uma série de fracassos de empresas que se organizaram como corporations — ou seja, sem um acionista ou grupo controlador definido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

São vários exemplos e de inúmeros setores de companhias sem uma estrutura de controle que passaram por graves problemas ou simplesmente fracassaram. Entre elas, as incorporadoras Gafisa e PDG, a empresa de resseguros IRB, a varejista Casas Bahia, a operadora Oi e a gigante de alimentos BRF

No modelo societário das corporations, os acionistas minoritários são transformados em “donos” e têm o poder de ditar e de alterar os rumos da companhia.

Para tanto, formalmente, precisam chegar a um consenso para eleger um conselho de administração que dará diretrizes aos principais executivos da companhia e também irá avaliar se o trabalho deles está de acordo com o combinado.

Mas é um sistema que exige participação e atenção redobradas dos acionistas, para que a empresa não fique à deriva. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre os vários possíveis riscos desse modelo estão o de que um grupo de acionistas acabe exercendo sozinho o controle e o de que a companhia acabe sequestrada por interesses de curto prazo de executivos.

Leia Também

Numa carta aos cotistas, a gestora de recursos AlphaKey reflete sobre o assunto e se pergunta por que a performance das corporations no Brasil ainda parece distante do desejável.

Corporations vão pior que até que as estatais na bolsa

Para começar, se alguém tem alguma dúvida de que as corporations não vêm dando muito certo por aqui, a AlphaKey trouxe números para comprovar. 

A gestora fez um levantamento das maiores contribuições – positivas e negativas – para o IBX 100 de 2014 até aqui. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesses dez anos, entre as 20 empresas que mais contribuíram positivamente com o índice, apenas 5 (ou 25%) são corporations. Sendo que uma delas, a Eletrobras, virou corporation apenas dois anos atrás com a privatização.

No entanto, quando se olha para as 20 companhias que mais pesaram negativamente no IBX 100, 15 delas (75%) não têm controlador definido.

E, mais, teria sido melhor ter a União ou governos de sócio do que uma figura difusa. As estatais Petrobras, Copel, Sabesp e Banco do Brasil estão entre as 20 maiores contribuições positivas ao índice.

Questão cultural

A Alphakey tenta, mas não responde exatamente porque as corporations dão mais errado do que certo no Brasil. Uma suspeita da gestora é que nós importamos o conceito de corporation de maneira irrestrita, com poucas adaptações culturais e idiossincráticas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O modelo foi feito por e para norte-americanos. Nele, “o confronto, a impessoalidade, o ‘ritualismo’, o feedback negativo, o rigor do prazo, a comunicação sem rodeios são traços rotineiros” são cruciais para a constituição de um ambiente em que múltiplas partes cheguem num consenso de maneira rápida e eficiente, diz a carta. 

O caso da Netflix

Só que isso tudo parece contrastar com o jeito brasileiro de ser. A gestora cita o livro A Regra é não ter regras (“No Rules Rules”).

Escrita pelo cofundador da Netflix, Reed Hastings, e Erin Meyer, professora da Insead, uma das mais conceituadas escolas de negócios do mundo, a publicação trata dos aspectos culturais presentes no dia a dia da empresa de streaming, que também é uma corporation.

O livro traz perfis comportamentais de funcionários da Netflix em diferentes países e mostra como os executivos tiveram de lidar com diferenças culturais acentuadas e fazer adaptações particulares em cada região. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os dados não têm caráter científico, mas quando se compara o funcionário no Brasil à média da Netflix global, o brasileiro mostra ter uma agenda mais flexível, confiança baseada em relacionamentos e certa tendência a evitar conflitos. Está longe do perfil mais combativo que funciona das corporations americanas. 

A AlphaKey cita, então, outro livro, O Homem Cordial, escrito em 1936 pelo historiador e sociólogo Sergio Buarque de Holanda. A obra clássica traz aspectos semelhantes das características do brasileiro — o cordial é no sentido de coração/emoção e não no sentido de polidez.

Sentindo na pele

A readaptação, dá a entender a carta da AlphaKey, passa menos pela adoção de um jeitinho brasileiro para corporations e mais por aprender que nessas situações é preciso ter perfis combativos para que o negócio dê certo.

A gestora relata que já sentiu isso na pele. Em 2021, na polêmica disputa entre Stone e Totvs pelo controle da Linx, a AlphaKey conseguiu juntar cerca de 20% da base acionária da Linx para questionar as práticas do conselho da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lembrando o caso, os executivos aceitaram que os fundadores da Linx recebessem um pacote de não competição extremamente vantajoso. Além disso, eles concordaram com uma trava que impossibilitava qualquer proposta concorrente.

No entanto, a iniciativa dos acionistas não foi adiante, diz a gestora. “No último dia, o homem cordial falou mais alto e com receios de possíveis retaliações dos fundadores e investidores da Stone, praticamente todo o grupo dos 20% desistiu de assinar publicamente e a carta foi enviada com uma adesão inferior a 5%”.

  • Existe renda fixa “imune” à queda da Selic? Analista recomenda títulos que podem render bem mais do que o IPCA e do que CDI. Baixe o relatório gratuito aqui.

Xerife sem dentes

Para Geraldo Affonso Ferreira, conselheiro independente e especialista em governança corporativa, o modelo de corporations exige perfis de investidores e conselheiros ativos e combativos. 

“Aqui não temos esse perfil de atuação porque, diferentemente do que acontece nos Estados Unidos, a CVM não é um xerife com dentes,” disse Ferreira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Brasil, ele complementa, o regulador não tem orçamento, não tem gente, e tem uma diretoria com indicação política, na maioria advogados que usam a autarquia como um trampolim para carreiras.

“Até mesmo por isso, a maioria deles prefere não se indispor com o mercado”, disse.

Para ele, o modelo americano, apesar de também ter seus problemas, funciona melhor. Isso porque, além da SEC, o país possui tribunais capacitados e conhecedores do mercado de capitais, diferentemente do que acontece no Brasil.

“Você até vê pessoas tentando ser ativistas no Brasil, mas elas perdem a coragem e entusiasmo porque não veem um regulador, um enforcement forte,” disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, Ferreira acredita que falta cultura de governança corporativa e de stewardship (dever fiduciário de investidores que administram dinheiro de terceiros). E isso tudo influi na indicação de conselheiros.

“A maioria das indicações de conselheiros não são feitas pensando no que é melhor para a empresa, mas sim na lealdade que a pessoa terá a quem a indicou”, disse. 

Para outro especialista em governança, Renato Chaves, muitas corporations brasileiras se desviaram da essência do modelo difuso.

“O cachimbo deixa a boca torta... Acionistas de referência normalmente querem assumir papéis de controladores, vide o exemplo de fundos e/ou fundadores que reduziram a participação, mas continuam mandando e desmandando no negócio,” disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cadê os minoritários?

Não bastasse isso, também os executivos, sem o devido combate de acionistas e do conselho, acabaram dominando outras empresas. 

Para ele, investidores não gostam de brigar, nem de participar do dia a dia. “Se tem corporation, temos de ter assembleias cheias,” disse.

Também não é o que se vê no Brasil. Um estudo da consultoria Morrow Sodali mostrou que na temporada de assembleia de 2023, nas corporations – definidas pela consultoria como aquelas com mais de 70% das ações em circulação no mercado –, o quórum médio foi de 42,2%, em queda de 1,1 p.p. e o menor percentual desde 2019 (57,2%). 

Sem acionistas participando, discutindo, questionando, o cenário fica propício para que um grupo assuma uma posição de controle; ou para que os próprios executivos saiam do controle, pensando em obter vantagens enquanto estão no comando. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bom pra todos

A AlphaKey traz mais uma citação: Brad Jacobs, empreendedor em série e autor do livro “How To Make a Few Billion Dollars”, afirma que em suas empresas os executivos só podem ganhar ao mesmo tempo em que geram valor para os acionistas.

Ele instituiu uma política em que as opções de ações dos diretores serão vested (terão validade) caso a performance seja acima dos índices de referência ou de uma cesta de empresas comparáveis – “ideia totalmente aplicável à nossa realidade”, diz a carta. 

Mas a gestora traz exemplos de empresas brasileiras em que houve uma desconexão entre remuneração e retorno. Em Casas Bahia, Qualicorp, Cogna e CVC, enquanto as ações derreteram mais de 90%, os executivos embolsaram milhões em salários, bônus e remuneração variável. 

E a Alphakey pergunta: “Que tipo de alinhamento é esse onde diretores são remunerados de maneira inversamente proporcional ao acionista? Quais mecanismos os minoritários precisam instituir para mudar o curso de maneira mais rápida e eficiente? Por vezes executivos e conselheiros parecem tratar companhias de controle difuso como empresas sem dono algum.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar de não ter uma receita, a gestora acredita que o país precisa de mais corporations de sucesso e isso se tornará realidade quando minoritários assumirem as rédeas do próprio destino.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INOVAÇÕES

Novos lançamentos, mercado internacional: o que esperar do mercado de ETFs para este ano

16 de fevereiro de 2026 - 11:15

Ainda que 850 mil investidores seja um marco para a indústria de ETFs, ainda é um número pequeno na comparação com o número de 100 milhões de investidores na renda fixa e de 5,4 milhões na renda variável

CLIMA DE FOLIA?

Vai ter pregão na bolsa hoje? Veja o que funciona — e o que não — na B3 nesta semana de Carnaval

16 de fevereiro de 2026 - 9:52

Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações

FORA DO ÓBVIO

Energia nuclear, games, bilionários: conheça os ETFs mais curiosos da bolsa brasileira e veja como investir nessas tendências

16 de fevereiro de 2026 - 6:06

Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

FIIs disparam no início de 2026 e retornos chegam a 13% — fundos de papel se destacam entre os campeões

15 de fevereiro de 2026 - 13:05

Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO

Dona da Vivo, Telefônica Brasil (VIVT3) pagará R$ 325 milhões em proventos aos acionistas; veja quem recebe

13 de fevereiro de 2026 - 13:11

Ainda dá tempo de embolsar os ganhos. Veja até quando investir na ação para ter direito ao pagamento de juros sobre o capital próprio

IMPULSO INTERNO E EXTERNO

Usiminas (USIM5) reverte prejuízo no 4T25, mas ação está entre as maiores altas do Ibovespa também por outro motivo

13 de fevereiro de 2026 - 12:41

Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Dólar cai a R$ 5,18 e volta a fechar no menor nível em quase 2 anos; na bolsa, o dia foi de recordes

11 de fevereiro de 2026 - 18:50

A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.

CEO CONFERENCE 2026

“Upsides pornográficos”: derrota de Lula nas eleições pode fazer a bolsa deslanchar, diz André Lion, da Ibiuna

11 de fevereiro de 2026 - 13:32

Em painel na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o CIO da Ibiuna afirmou que uma eventual alternância de poder pode destravar uma reprecificação relevante dos ativos e pressionar os juros reais para baixo

2026 OU...1996?

Dólar perde terreno: ouro supera Treasurys como reserva internacional pela primeira vez em 30 anos; veja o que levou a isso

11 de fevereiro de 2026 - 11:27

Na última vez que o ouro representou uma fatia maior das reservas globais, a tendência dos mercados ainda era de acumulação do metal precioso

DESTAQUES DO IBOVESPA

O balde de água fria na Eneva (ENEV3): por que as ações despencaram 19% após decisão do governo sobre o leilão de energia

10 de fevereiro de 2026 - 12:59

Preços máximos estabelecidos para o leilão ficaram muito abaixo do esperado e participação da empresa se torna incerta

ENTENDA

B3 (B3SA3) deve se esbaldar com dinheiro gringo e corte da Selic neste ano: UBS BB acredita que é hora de comprar

6 de fevereiro de 2026 - 17:05

Entrada forte de capital estrangeiro e expectativa de queda de juros levam banco a recomendar compra das ações da operadora da bolsa

AÇÕES EM QUEDA FORTE

Amazon (AMZO34) aposta pesado em IA. Por que investimentos de R$ 1 trilhão assusta mercado e até o BTC pagou o pato?

6 de fevereiro de 2026 - 11:58

Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas

FII DO MÊS

FII de papel ou tijolo? Em fevereiro, os dois são queridinhos dos analistas; confira os fundos imobiliários no pódio

5 de fevereiro de 2026 - 6:14

Descubra quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas para o mês, e saiba como montar sua carteira de FIIs agora

HORA DE COMPRAR?

A Prio (PRIO3) já deu o que tinha que dar? Depois de subirem 20% no ano, papéis ainda podem disparar; Itaú BBA aponta gatilhos

4 de fevereiro de 2026 - 18:42

A empresa vive seu melhor momento operacional, mas o Itaú BBA avalia que boa parte das principais entregas já está no preço; entenda quais gatilhos podem provocar novas altas

VAI PERDER O BONDE?

“Investidor pessoa física só gosta de bolsa quando já está cara”, diz Azevedo, da Ibiuna

4 de fevereiro de 2026 - 17:31

Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa

TOUROS E URSOS #258

Ibovespa nos 200 mil pontos? Gringos compram tudo — mas cadê os investidores brasileiros

4 de fevereiro de 2026 - 14:00

Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano

BRASIL NO CENTRO DO MUNDO

Bolsa com força total: gringos despejam R$ 26,3 bilhões em janeiro na B3 e superam todo o fluxo de 2025

3 de fevereiro de 2026 - 20:00

Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes

MAIS ENERGIA PARA A CARTEIRA

Tchau, Vale (VALE3): BTG escolhe nova “vaca leiteira” para sua carteira de dividendos — saiba qual é a ação escolhida para renda passiva

3 de fevereiro de 2026 - 18:35

A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos

DA CIDADE PARA O CAMPO

BTAL11 migra para fiagro e terá primeiro programa de recompra de cotas; entenda os impactos para os cotistas

3 de fevereiro de 2026 - 14:02

A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão

MERCADOS HOJE

Ibovespa salta para históricos 187 mil pontos e dólar cai. Corte da Selic é um dos gatilhos do recorde, mas não é o único

3 de fevereiro de 2026 - 12:31

Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar