Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ana Paula Ragazzi

REPORTAGEM ESPECIAL

O fracasso das empresas “sem dono” na B3. Por que o modelo das corporations vai mal na bolsa brasileira

São vários exemplos e de inúmeros setores de companhias sem uma estrutura de controle que passaram por graves problemas ou simplesmente fracassaram

Ana Paula Ragazzi
16 de abril de 2024
15:54 - atualizado às 15:55
Montagem com logos de empresas sem controlador (corporations) que foram mal na bolsa
Montagem com logos de empresas sem controlador (corporations) que foram mal na bolsa - Imagem: Montagem: Seu Dinheiro / Reprodução Twitter

O olho do dono engorda o gado? Se aplicarmos o ditado popular nas empresas listadas na B3, a resposta é sim. Afinal, o mercado brasileiro vem colecionando uma série de fracassos de empresas que se organizaram como corporations — ou seja, sem um acionista ou grupo controlador definido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

São vários exemplos e de inúmeros setores de companhias sem uma estrutura de controle que passaram por graves problemas ou simplesmente fracassaram. Entre elas, as incorporadoras Gafisa e PDG, a empresa de resseguros IRB, a varejista Casas Bahia, a operadora Oi e a gigante de alimentos BRF

No modelo societário das corporations, os acionistas minoritários são transformados em “donos” e têm o poder de ditar e de alterar os rumos da companhia.

Para tanto, formalmente, precisam chegar a um consenso para eleger um conselho de administração que dará diretrizes aos principais executivos da companhia e também irá avaliar se o trabalho deles está de acordo com o combinado.

Mas é um sistema que exige participação e atenção redobradas dos acionistas, para que a empresa não fique à deriva. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre os vários possíveis riscos desse modelo estão o de que um grupo de acionistas acabe exercendo sozinho o controle e o de que a companhia acabe sequestrada por interesses de curto prazo de executivos.

Leia Também

Numa carta aos cotistas, a gestora de recursos AlphaKey reflete sobre o assunto e se pergunta por que a performance das corporations no Brasil ainda parece distante do desejável.

Corporations vão pior que até que as estatais na bolsa

Para começar, se alguém tem alguma dúvida de que as corporations não vêm dando muito certo por aqui, a AlphaKey trouxe números para comprovar. 

A gestora fez um levantamento das maiores contribuições – positivas e negativas – para o IBX 100 de 2014 até aqui. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesses dez anos, entre as 20 empresas que mais contribuíram positivamente com o índice, apenas 5 (ou 25%) são corporations. Sendo que uma delas, a Eletrobras, virou corporation apenas dois anos atrás com a privatização.

No entanto, quando se olha para as 20 companhias que mais pesaram negativamente no IBX 100, 15 delas (75%) não têm controlador definido.

E, mais, teria sido melhor ter a União ou governos de sócio do que uma figura difusa. As estatais Petrobras, Copel, Sabesp e Banco do Brasil estão entre as 20 maiores contribuições positivas ao índice.

Questão cultural

A Alphakey tenta, mas não responde exatamente porque as corporations dão mais errado do que certo no Brasil. Uma suspeita da gestora é que nós importamos o conceito de corporation de maneira irrestrita, com poucas adaptações culturais e idiossincráticas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O modelo foi feito por e para norte-americanos. Nele, “o confronto, a impessoalidade, o ‘ritualismo’, o feedback negativo, o rigor do prazo, a comunicação sem rodeios são traços rotineiros” são cruciais para a constituição de um ambiente em que múltiplas partes cheguem num consenso de maneira rápida e eficiente, diz a carta. 

O caso da Netflix

Só que isso tudo parece contrastar com o jeito brasileiro de ser. A gestora cita o livro A Regra é não ter regras (“No Rules Rules”).

Escrita pelo cofundador da Netflix, Reed Hastings, e Erin Meyer, professora da Insead, uma das mais conceituadas escolas de negócios do mundo, a publicação trata dos aspectos culturais presentes no dia a dia da empresa de streaming, que também é uma corporation.

O livro traz perfis comportamentais de funcionários da Netflix em diferentes países e mostra como os executivos tiveram de lidar com diferenças culturais acentuadas e fazer adaptações particulares em cada região. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os dados não têm caráter científico, mas quando se compara o funcionário no Brasil à média da Netflix global, o brasileiro mostra ter uma agenda mais flexível, confiança baseada em relacionamentos e certa tendência a evitar conflitos. Está longe do perfil mais combativo que funciona das corporations americanas. 

A AlphaKey cita, então, outro livro, O Homem Cordial, escrito em 1936 pelo historiador e sociólogo Sergio Buarque de Holanda. A obra clássica traz aspectos semelhantes das características do brasileiro — o cordial é no sentido de coração/emoção e não no sentido de polidez.

Sentindo na pele

A readaptação, dá a entender a carta da AlphaKey, passa menos pela adoção de um jeitinho brasileiro para corporations e mais por aprender que nessas situações é preciso ter perfis combativos para que o negócio dê certo.

A gestora relata que já sentiu isso na pele. Em 2021, na polêmica disputa entre Stone e Totvs pelo controle da Linx, a AlphaKey conseguiu juntar cerca de 20% da base acionária da Linx para questionar as práticas do conselho da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lembrando o caso, os executivos aceitaram que os fundadores da Linx recebessem um pacote de não competição extremamente vantajoso. Além disso, eles concordaram com uma trava que impossibilitava qualquer proposta concorrente.

No entanto, a iniciativa dos acionistas não foi adiante, diz a gestora. “No último dia, o homem cordial falou mais alto e com receios de possíveis retaliações dos fundadores e investidores da Stone, praticamente todo o grupo dos 20% desistiu de assinar publicamente e a carta foi enviada com uma adesão inferior a 5%”.

  • Existe renda fixa “imune” à queda da Selic? Analista recomenda títulos que podem render bem mais do que o IPCA e do que CDI. Baixe o relatório gratuito aqui.

Xerife sem dentes

Para Geraldo Affonso Ferreira, conselheiro independente e especialista em governança corporativa, o modelo de corporations exige perfis de investidores e conselheiros ativos e combativos. 

“Aqui não temos esse perfil de atuação porque, diferentemente do que acontece nos Estados Unidos, a CVM não é um xerife com dentes,” disse Ferreira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Brasil, ele complementa, o regulador não tem orçamento, não tem gente, e tem uma diretoria com indicação política, na maioria advogados que usam a autarquia como um trampolim para carreiras.

“Até mesmo por isso, a maioria deles prefere não se indispor com o mercado”, disse.

Para ele, o modelo americano, apesar de também ter seus problemas, funciona melhor. Isso porque, além da SEC, o país possui tribunais capacitados e conhecedores do mercado de capitais, diferentemente do que acontece no Brasil.

“Você até vê pessoas tentando ser ativistas no Brasil, mas elas perdem a coragem e entusiasmo porque não veem um regulador, um enforcement forte,” disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, Ferreira acredita que falta cultura de governança corporativa e de stewardship (dever fiduciário de investidores que administram dinheiro de terceiros). E isso tudo influi na indicação de conselheiros.

“A maioria das indicações de conselheiros não são feitas pensando no que é melhor para a empresa, mas sim na lealdade que a pessoa terá a quem a indicou”, disse. 

Para outro especialista em governança, Renato Chaves, muitas corporations brasileiras se desviaram da essência do modelo difuso.

“O cachimbo deixa a boca torta... Acionistas de referência normalmente querem assumir papéis de controladores, vide o exemplo de fundos e/ou fundadores que reduziram a participação, mas continuam mandando e desmandando no negócio,” disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cadê os minoritários?

Não bastasse isso, também os executivos, sem o devido combate de acionistas e do conselho, acabaram dominando outras empresas. 

Para ele, investidores não gostam de brigar, nem de participar do dia a dia. “Se tem corporation, temos de ter assembleias cheias,” disse.

Também não é o que se vê no Brasil. Um estudo da consultoria Morrow Sodali mostrou que na temporada de assembleia de 2023, nas corporations – definidas pela consultoria como aquelas com mais de 70% das ações em circulação no mercado –, o quórum médio foi de 42,2%, em queda de 1,1 p.p. e o menor percentual desde 2019 (57,2%). 

Sem acionistas participando, discutindo, questionando, o cenário fica propício para que um grupo assuma uma posição de controle; ou para que os próprios executivos saiam do controle, pensando em obter vantagens enquanto estão no comando. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bom pra todos

A AlphaKey traz mais uma citação: Brad Jacobs, empreendedor em série e autor do livro “How To Make a Few Billion Dollars”, afirma que em suas empresas os executivos só podem ganhar ao mesmo tempo em que geram valor para os acionistas.

Ele instituiu uma política em que as opções de ações dos diretores serão vested (terão validade) caso a performance seja acima dos índices de referência ou de uma cesta de empresas comparáveis – “ideia totalmente aplicável à nossa realidade”, diz a carta. 

Mas a gestora traz exemplos de empresas brasileiras em que houve uma desconexão entre remuneração e retorno. Em Casas Bahia, Qualicorp, Cogna e CVC, enquanto as ações derreteram mais de 90%, os executivos embolsaram milhões em salários, bônus e remuneração variável. 

E a Alphakey pergunta: “Que tipo de alinhamento é esse onde diretores são remunerados de maneira inversamente proporcional ao acionista? Quais mecanismos os minoritários precisam instituir para mudar o curso de maneira mais rápida e eficiente? Por vezes executivos e conselheiros parecem tratar companhias de controle difuso como empresas sem dono algum.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar de não ter uma receita, a gestora acredita que o país precisa de mais corporations de sucesso e isso se tornará realidade quando minoritários assumirem as rédeas do próprio destino.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TOP PICKS DE ENERGIA

Nem Cemig (CMIG4) nem Axia Energia (AXIA3): Safra dá veredito de compra para uma ação elétrica e diz quais são as favoritas do setor

4 de maio de 2026 - 16:55

O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras

SEM AQUISIÇÃO POR COTAS

Quer lucrar com a corrida do e-commerce? BTLG11 lança emissão aberta ao investidor — e você deveria entrar, segundo a Empiricus

4 de maio de 2026 - 15:05

Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo

SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

SOBE E DESCE

Duas siderúrgicas e um estranho no ninho: o que levou Usiminas (USIM5), Hapvida (HAPV3) e Gerdau (GGBR4) às maiores altas do Ibovespa em abril?

1 de maio de 2026 - 15:32

Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês

MAÇÃ DE OURO

Ação da Apple (AAPL) sobe depois de alta de quase 20% no lucro com sucesso do iPhone 17; saiba qual é o risco no horizonte

1 de maio de 2026 - 11:48

A falta de chips não é o único obstáculo da inteligência artificial para as empresas de tecnologia, que mostram que a corrida pela IA vai custar caro

SD ENTREVISTA

Bolsa brasileira não está barata, mas vale a pena pagar mais caro por boas empresas, afirma gestor da Itaú Asset

30 de abril de 2026 - 16:05

Ao Seu Dinheiro, Rodrigo Koch, responsável pelas estratégias de ações da família Optimus, explica por que trocou a busca por “barganhas” pela segurança da liquidez

INADIMPLÊNCIA NO ARRANHA-CÉU

FII BMLC11 leva calote e move ação de despejo contra locatária do prédio mais alto do RJ; entenda os impactos nos dividendos

30 de abril de 2026 - 11:40

O espaço ocupado pela empresa representa cerca de 2% da área bruta locável (ABL) do BMLC11, o que limita o impacto operacional

RENDA EXTRA PARA COMPRAS

Iguatemi (IGTI11) prevê investimentos e dividendos milionários para 2026; confira o anúncio da operadora de shopping centers

30 de abril de 2026 - 11:01

A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida

PRESSÃO TOTAL

O dia em que o otimismo evaporou da bolsa, fez o Ibovespa fechar no pior nível em um mês e Nova York sucumbir

29 de abril de 2026 - 17:53

No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)

JOIA RARA

Bradsaúde (ODPV3) faz olhos do Itaú BBA brilharem, que eleva a recomendação para compra; mas entenda qual é o risco

29 de abril de 2026 - 15:45

O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos

TOUROS E URSOS #268

O dólar está ‘no limite’? Por que este gestor especialista em câmbio não vê muito mais espaço para queda

29 de abril de 2026 - 14:30

Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais

AUMENTOU A VACÂNCIA

Fundo imobiliário perde inquilina que responde por 16% da receita; confira os impactos no bolso dos cotistas

29 de abril de 2026 - 10:46

Os espaços que serão devolvidos pela inquilina representam, aproximadamente, 11,7% da área bruta locável (ABL) do portfólio do HOFC11

LOGÍSTICA DAY

Nova casa do Mercado Livre: FII do BTG Pactual entrega maior galpão built-to-suit da América Latina; confira os detalhes do novo espaço

28 de abril de 2026 - 18:02

O imóvel é o primeiro ativo de desenvolvimento (greenfield) realizado pela plataforma logística do BTG Pactual

O DÓLAR VAI DERRETER?

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro: o vencedor nas pesquisas eleitorais é o real — e Citi monta estratégia para lucrar com o câmbio

28 de abril de 2026 - 17:08

Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil

VEJA DETALHES

IPO de até R$ 5 bilhões: Compass confirma oferta de ações que ‘sairão do bolso’ dos acionistas, incluindo a Cosan (CSAN3)

28 de abril de 2026 - 9:02

Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda

A GEOPOLÍTICA DO DINHEIRO

O dólar mais baixo veio para ficar? Inter corta projeção para 2026 e recalibra cenário de juros e inflação

27 de abril de 2026 - 20:09

Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco

CONTRATO DE EVENTO

B3 estreia 6 novos contratos de eventos: saiba como funcionam os “derivativos simplificados” de Ibovespa, dólar e bitcoin

27 de abril de 2026 - 19:15

O Seu Dinheiro explica de forma simples como funciona essa forma de operar derivativos com risco limitado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia