O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Desde o começo do ano, a valorização da moeda norte-americana é da ordem de quase 15%, segundo o Tradingview
O dólar vem escalando contra o real nas últimas semanas e chegou a tocar o nível de R$ 5,70 no pior momento. Desde o começo do ano, a valorização da moeda norte-americana é da ordem de quase 15%, segundo o Tradingview — sendo que, em um único dia, houve um salto de mais de 1%.
Alguns analistas atribuem essa valorização às falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, na visão do mercado, vem dando sucessivas caneladas em relação à sua comunicação institucional.
"É um absurdo. Veja, obviamente, me preocupa essa subida do dólar. É uma especulação. Há um jogo de interesse especulativo contra o real neste País", declarou o presidente. As declarações ocorreram em entrevista à Rádio Sociedade, em Salvador (BA), na última terça-feira (2).
Esses ruídos vão desde críticas à condução da política monetária — com apontamentos diretos à atuação de Roberto Campos Neto, que sairá da autarquia no fim deste ano — até problemas envolvendo a comunicação da meta fiscal e o novo arcabouço.
Dessa forma, os momentos de incerteza geram uma valorização dos preços do dólar, que é utilizado como proteção e refúgio pelos investidores.
De um lado, economistas defendem que a escalada do dólar se deve principalmente às falas de Lula. Porém, há quem acredite que se trata de um ataque especulativo contra o real, como o próprio presidente chegou a comentar em entrevista.
Leia Também
Em linhas gerais, um ataque especulativo ocorre quando investidores ganham dinheiro apostando na desvalorização da moeda, por meio de contratos futuros.
No longo prazo, uma moeda desvalorizada favorece a exportação do país e, em alguns casos, tende a atrair investidores por meio de aquisições. Em outras palavras, a região estaria “barata” contra o dólar, o que explicaria o movimento.
Contudo, a alta do dólar também influencia no poder de compra da população e afeta a inflação. Isso foi exemplificado na mais recente edição do Boletim Focus, que mostrou uma alta nas projeções para a moeda norte-americana e no IPCA até o fim de 2024.
Paulo Gala, doutor em Economia pela FGV e professor na mesma instituição, e André Perfeito, ex-economista-chefe da Necton, são do time que acreditam que se trata de um ataque especulativo.
Ambos destacam que números relevantes para a economia seguem positivos, o que dificultaria uma escalada tão pujante do dólar. Por exemplo:
Em resumo, não haveria, dentro do aspecto objetivo das contas públicas do panorama econômico, um motivo específico para a subida tão vertiginosa do dólar.
“A situação hoje é de ataque especulativo por uma questão simplória: o mercado se posicionou contra o real depois de tantas mensagens truncadas”, explica Perfeito.
“Isso cria uma situação em que os agentes, mesmos os que não achem que seja o fim do mundo, virem a mão para ganhar com a queda do real, afinal não há porque se posicionar de maneira diferente.”
“Existe uma crise de confiança, um ataque especulativo, no sentido de que há uma expectativa muito negativa, resultando em estratégias de defesa dos portfólios”, comenta Gala. “O governo deveria apresentar um plano crível de como o arcabouço fiscal será sustentável e, eventualmente, o Banco Central poderia intervir [no câmbio]. Apenas a intervenção, sem um anúncio de medidas fiscais mais críveis, poderia ser um gasto desnecessário de reservas.”
Mas há quem acredite que a alta tem outros motivos para acontecer. É o caso de William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, e de Ricardo Maluf, chefe da mesa de operações institucionais de equities da Warren.
“A moeda é um termômetro de risco em relação à economia e a percepção que se tem de risco em relação à economia”, explica o executivo da Avenue. “Também não faz sentido atacar um país com reservas internacionais elevadas e que pode se proteger deles”, afirma.
Castro fala, por exemplo, da trajetória dos gastos públicos, que estão em níveis próximos daqueles realizados durante a pandemia de covid-19. “Se você já está gastando assim em um cenário sem nenhuma grande crise, como vai ser quando você tiver que dar suporte através de incentivos fiscais?”, diz.
O economista ainda explica que o caminho adotado pelo governo para atingir o déficit zero — de aumento da arrecadação — tem se mostrado mais difícil do que o esperado.
Já para Maluf, da Warren, a depreciação do real aconteceu na esteira das eleições no México, quando houve a vitória de Claudia Sheinbaum, de linha centro-esquerda. “Desde então, houve uma desvalorização de 6,7% do peso mexicano, 5,8% do real e 2,7% do peso chileno”, explica, citando as principais moedas dos países latino americanos.
Neste caso, quando há a percepção de risco maior de um país emergente, os demais também sofrem em bloco.
Isso porque, em sua rodada mais recente de entrevistas, Lula sinalizou que pode interferir no Banco Central ao defender que a autonomia da autarquia serve “ao mercado”. Assim, foi entendido que o órgão poderia baixar os juros à força, e não de maneira técnica e ponderada.
“Quem quer o Banco Central autônomo é o mercado", disse Lula em entrevista à Rádio Princesa, em Feira de Santana, também na Bahia.
E essas investidas passaram a ser vistas por analistas como um indício de que o presidente vai interferir nas decisões do BC assim que seu indicado assumir o comando do órgão após o fim do mandato de Campos Neto.
O presidente também disse não precisar "prestar contas a nenhum ricaço" e a "nenhum banqueiro" no Brasil, um ataque claro ao mercado financeiro.
Por fim, os analistas entendem que o cenário internacional está favorável para o dólar fortalecido.
Como já foi dito, a moeda norte-americana é utilizada como proteção contra choques externos e o cenário internacional fugiu para esse tipo de ativo após dados recentes da economia dos EUA.
Mais do que isso, a percepção de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) pode manter os juros nos atuais patamares de 5,25% e 5,50% ao ano também influencia na valorização da moeda.
Os analistas concordam que uma comunicação mais clara do governo em relação à meta fiscal e uma menor ingerência no Banco Central poderiam fazer o dólar voltar a patamares mais normalizados de preço.
Nesta quarta-feira, por exemplo, após a reunião de Lula com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a moeda norte-americana passou a cair 2,26%, cotada a R$ 5,5682.
Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante
A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora
Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado
Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro
Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados
Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis
Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação
Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente
Ganhos não recorrentes do fundo sustentem proventos na casa de R$ 0,12 por cota até o fim do primeiro semestre de 2026 (1S26), DY de quase 16%
O ouro, por sua vez, voltou para o nível dos US$ 5 mil a onça-troy, enquanto a prata encerrou a semana com ganho de 5,6%
Para o banco, a hora de comprar o FII é agora, e o motivo não são só os dividendos turbinados
O Bradesco BBI rebaixou recomendação da Porto Seguro para neutra, com a avaliação de que boa parte dos avanços já está no preço atual
Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”
Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas
O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%
Movimento faz parte da reta final da recuperação judicial nos EUA e impacta investidores com forte diluição
As empresas substituíram os papéis da Cyrela (CYRE3) e Rede D’Or (RDOR3)
A companhia promoveu um grupamento na proporção 2 por 1, sem alteração do capital social, mas outra aprovação também chamou atenção do mercado
Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados
ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas