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Mais cedo, o ministro da Fazenda disse ter recebido o sinal verde de Lula para avançar em estudos de corte no Orçamento, mas falas da ministra do Planejamento impulsionaram a moeda
Depois de duas semanas permanecendo no patamar dos R$ 5,40, o dólar voltou a subir forte nesta quinta-feira (18). A moeda norte-americana avançou 1,9% hoje e encerrou o dia cotada em R$ 5,5881, o maior valor em mais de duas semanas.
A deterioração do real ocorreu em meio à volta de um velho conhecido fantasma do mercado brasileiro: o dos ruídos fiscais.
Vale relembrar que, mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse ter recebido um importante sinal verde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Lula teria autorizada a equipe e avançar em estudos sobre medidas legais que podem ser tomadas para aprimorar os processos que irão culminar no corte de R$ 25,9 bilhões no Orçamento de 2025.
Segundo Haddad, ainda não há uma decisão sobre se essas alterações serão feitas via projeto de lei ou Medida Provisória, mas a ideia é que o assunto seja encaminhado até o envio da peça orçamentária do próximo ano.
Por outro lado, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou mais cedo que a revisão não irá comprometer os programas sociais.
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De acordo com Tebet, os filtros aplicados no Bolsa Família, por exemplo, já resultaram em uma economia de R$ 12 bilhões para o programa.
A ministra explicou que, da pandemia para cá, o Brasil cresceu, só no ano passado, quase 3%, e que o país se encontra atualmente com índices recordes de empregos e carteiras de trabalho assinadas.
“Isso significa que muita gente que precisava do Bolsa Família não precisa mais”, disse ela mais cedo.
Tebet reiterou que o governo manterá todo o cuidado com a questão fiscal. “O Brasil não pode gastar mais do que arrecada”, afirmou. Mas fez um adendo: “ao mesmo tempo, não pode gastar menos do que o necessário”, acrescentou.
Com informações do Estadão Conteúdo e da Agência Brasil
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