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A construtora reportou um lucro líquido de R$ 175,3 milhões, alta de 41,3% na comparação com o segundo trimestre do ano passado
Ronaldo Cury, diretor de Relações com os Investidores da construtora homônima, já havia afirmado, em entrevista ao Seu Dinheiro, que o segundo trimestre da Cury (CURY3) seria "excelente". E os números publicados ontem confirmam as palavras do executivo.
A construtora reportou um lucro líquido de R$ 175,3 milhões, alta de 41,3% na comparação com o segundo trimestre do ano passado. Considerando os seis primeiros meses do ano, o indicador beirou os R$ 330 milhões, avançando 51% ante o mesmo período de 2023.
Outro destaque foi o crescimento de 37,2% da receita líquida, que se aproximou da casa do bilhão com R$ 998,1 milhões registrados entre maio e junho. No semestre a cifra alcançou R$ 1,8 bilhão, número 38,8% superior ao 1S23.
Inspiradas pela performance, as ações da Cury também operam em alta nesta quarta-feira (7). Por volta das 13h10, os papéis CURY3 avançavam 4,5%, a R$ 22,54.
Além de impulsionar os negócios no mercado acionário, o balanço da construtora também arrancou elogios dos analistas.
A XP, por exemplo, diz ver "com bons olhos" o crescimento da margem REF. O indicador de resultado a apropriar com obras ainda em andamento subiu 40% e chegou aos R$ 2 bilhões.
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Para a corretora, isso deve permitir que a Cury mantenha a margem bruta estável mesmo em um cenário de potencial escassez de mão de obra nas praças onde a companhia atua, São Paulo e e Rio de Janeiro.
De acordo com declarações do presidente da construtora, Fabio Cury, durante a teleconferência de resultados realizada hoje, esse é o principal desafio da operação atualmente.
Mas a XP acredita que a empresa deve superar o problema e manteve as ações CURY3 como as favoritas para o setor. A recomendação é de compra com preço-alvo de R$ 30.
Além da corretora, o Itaú BBA também avaliou positivamente os números da construtora e manteve a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 25.
Os analistas do banco de investimentos acreditam que a combinação da performance sólida com o otimismo crescenta da companhia no pipeline de lançamentos sugerem um risco de alta de 5% a 10% nas estimativas para 2024 e 2025.
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