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O dinheiro entrará no caixa do FII em um bom momento: vale relembrar que o fundo imobiliário gastou R$ 60 milhões no mês passado para adiantar dívidas
Depois de encerrar o ano passado desembolsando dinheiro para quitar dívidas, o fundo imobiliário BTG Pactual Logística (BTLG11) inicia 2024 fazendo exatamente o oposto: com uma oportunidade de fortalecer o caixa ao fechar um acordo milionário para a venda de galpões.
De acordo com um comunicado enviado ao mercado na última quinta-feira (4), o FII celebrou um memorando de entendimentos para desfazer-se de sua participação em dois ativos do portfólio.
A potencial venda dos imóveis, localizados nos estados da Bahia e de São Paulo, deve render R$ 133 milhões. O total será dividido em uma parcela de R$ 71 milhões a ser paga no fechamento do negócio, que ainda está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, e outros depósitos a partir do sexto mês pós-conclusão.
Segundo a gestão, o nome do comprador e demais detalhes do negócio não foram divulgados "dado as questões de confidencialidade acordada entre as partes", mas virão a público após o fechamento das tratativas.
O dinheiro entrará no caixa do BTLG11 em um bom momento: vale relembrar que o fundo imobiliário gastou R$ 60 milhões no mês passado com o pré-pagamento do último Certificado de Recebível Imobiliário (CRI) indexado ao CDI da carteira.
O título em questão venceria em julho de 2027, a uma taxa contratada de CDI+2,95%. De acordo com a administradora, o pagamento reduziu a alavancagem do BTLG11 em 26,4%. Já a razão da dívida sobre o total de ativos do portfólio caiu de 7,2% para 5,3%.
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Vale destacar que a operação foi realizada sem multa. Além disso, o fundo deixará de pagar a despesa financeira referente ao título, que correspondia a R$ 0,02/cota.
Com o pré-pagamento, restaram três CRIs na carteira do BTG Pactual Logística. O volume dos ativos somam R$ 152 milhões, com taxas que variam entre IPCA+5,90% e IPCA+5,82% e vencimentos em dezembro de 2028 e julho de 2031.
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