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Ações do Bradesco (BBDC4) acumulam queda de 18% desde a divulgação dos resultados do quarto trimestre, com números muito abaixo da expectativa do mercado
Em janeiro deste ano, os analistas do Goldman Sachs rebaixaram a recomendação das ações do Bradesco (BBDC4) para venda. As razões para a decisão ficaram claras depois que o banco apresentou os resultados do quarto trimestre de 2023, com números muito abaixo da expectativa do mercado.
Desde então, os papéis acumulam queda de 18% na B3, contra uma baixa de apenas 1% do Ibovespa.
Agora, os analistas do banco norte-americano entendem que as cotações atuais já refletem os desafios que o banco tem pela frente. Por isso decidiram mudar novamente a recomendação, de venda para neutra.
O preço-alvo segue em R$ 14, ou seja, praticamente sem potencial de valorização em relação aos R$ 13,65 do fechamento de ontem na bolsa. No pregão desta terça-feira, as ações do Bradesco (BBDC4) subiam 1,03% por volta das 10h30, a R$ 13,81.
De modo geral, a divulgação das projeções da administração (guidance) e o anúncio do novo plano estratégico aumentaram a visibilidade para os próximos resultados do Bradesco, de acordo com o Goldman Sachs.
"As mudanças culturais e na estrutura de gestão são histórias em desenvolvimento que poderão melhorar a competitividade", escreveram os analistas, em relatório.
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Por outro lado, eles alertam que o sucesso na execução do plano ainda é uma incógnita. Isso porque o Bradesco terá de fazer esse trabalho em meio a uma competição mais dura tanto com os concorrentes tradicionais como com as fintechs.
"Equilibrar eficiência e ganhos de participação de mercado pode ser difícil no curto prazo."
A expectativa do Goldman Sachs é que o Bradesco apresente um lucro líquido de R$ 18,9 bilhões em 2024. O resultado representa um crescimento de 16% e uma rentabilidade (ROE, na sigla em inglês) de 11,3%.
Desse modo, deve permanecer bem distante de concorrentes como Itaú Unibanco e Banco do Brasil, cujo ROE está rodando acima do nível de 20%.
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