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Os analistas ainda gostam da tese do banco digital, mas preferiram realizar lucro e buscar uma opção mais defensiva para o cenário atual
Apesar do Nubank (ROXO34) ter rendido mais que o Ibovespa desde que entrou na carteira Top 5 do Itaú BBA — acumulando ganhos de 26% desde outubro do ano passado, contra 15% do índice —, os analistas decidiram retirar o banco digital da carteira.
Segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (21), os os BDRs ROXO34 darão lugar às ações de outra instituição financeira a partir de agora: o BTG Pactual (BPAC11).
O Itaú BBA explica que a troca não é motivada por preocupações com a solidez do Nubank. Muito pelo contrário, o banco de investimentos destaca que a fintech tem apresentado resultados muito fortes nos últimos trimestres e a expectativa para o balanço do 4T23, que será divulgado nesta semana, esta alta.
Os analistas optaram, porém, por realizar lucros agora e voltar para a tese do banco digital "em um momento mais atrativo".
Nesse contexto, buscaram um nome mais defensivo dentro do segmento bancário para ocupar o lugar do Nubank. "BTG é um nome que gostamos muito e segue sendo uma de nossas top picks do setor", escrevem os analistas.
O Itaú BBA relembra que o banco de investimentos fundado em 1983 reportou recentemente mais um trimestre "sólido". O BTG registrou um lucro líquido recorde de R$ 2,847 bilhões no quarto trimestre de 2023, alta de 61% na comparação com os últimos três meses de 2022.
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A rentabilidade (ROE, na sigla em inglês) também saltou para 23,4% no quarto trimestre de 2023, acima do consenso de mercado e das expectativas já generosas do BBA.
"O BTG também forneceu projeções para a expansão contínua do ROE e alavancagem operacional em 2024 e reforçou nossa visão otimista sobre o nome, um dos poucos do setor financeiro que desafia a atividade de mercado volátil e apresenta um crescimento saudável", argumentam os analistas.
Além do substituto do Nubank, representantes de outros quatro setores da B3 integram a carteira Top 5. Vale relembrar que o portfólio reúne as cinco principais indicações do Itaú BBA e busca capturar ganhos no médio prazo.
O objetivo é garantir retorno absoluto com os papéis, mas é indicada apenas a investidores com apetite para risco "acima da média" e que tenham conforto com alta volatilidade.
Confira abaixo a composição da carteira:
| Empresa | Preço Justo | Upside | Dividend yield* 2024 |
| PRIO (PRIO3) | R$ 58 | +25,5% | 0,0% |
| SLC Agrícola (SLCE3) | R$ 23 | +15,2% | 5,5% |
| BTG Pactual (BPAC11) | R$ 43 | +15,4% | 2,6% |
| Sabesp (SBSP3) | R$ 83,60 | +2,8% | 2,0% |
| Cyrela (CYRE3) | R$ 33 | +47,% | 6,8% |
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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