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Os papéis YDUQ3 repercutem os rumores de uma potencial fusão com outra empresa do setor de educação
Em uma semana na qual o Ibovespa acumulou queda, o grande destaque negativo do principal índice acionário brasileiro foram as ações do Assaí (ASAI3).
O 'atacarejo' recuou 14% na bolsa no período após a notícia que a Receita Federal está monitorando mais de um bilhão em bens da companhia.
Já a ponta positiva do Ibovespa foi dominada pela Yduqs (YDUQ3). Os papéis seguiram repercutindo positivamente os rumores de uma potencial fusão com outra empresa do setor de educação, a Cogna (COGN3).
Confira abaixo as maiores altas do índice na semana:
| Ações | Variação |
| Yduqs (YDUQ3) | + 9,71% |
| Grupo Natura (NTCO3) | + 6,00% |
| São Martinho (SMTO3) | + 5,06% |
| Petrobras (PETR4) | + 4,79% |
| Petrobras (PETR3) | + 4,66% |
Veja também as maiores quedas do Ibovespa:
| Ações | Variação |
| Assaí (ASAI3) | - 14,16% |
| Vamos (VAMO3) | - 13,23% |
| Carrefour Brasil (CRFB3) | - 10,02% |
| CSN Mineração (CMIN3) | - 8,25% |
| Cogna (COGN3) | - 5,23% |
As ações do Assaí tombaram após a companhia entrar na mira da Receita por causa do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3).
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O arrolamento abrange R$ 12,913 bilhões em contingências tributárias do GPA. Desse montante, a Receita Federal considera que R$ 1,265 bilhão sejam de responsabilidade do Assaí.
A medida não representa um bloqueio. Mas, a partir de agora, o Assaí está obrigado a notificar a Receita sobre eventuais vendas de ativos.
Vale destacar decisão do Fisco vem à tona quase quatro anos depois da cisão das operações do GPA e do Assaí. E ocorre pois o acordo entre as empresas não contempla solidariedade entre o Assaí e o Pão de Açúcar por passivos gerados antes da operação, formalizada em 31 de dezembro de 2020.
No entanto, a legislação desvincula contingências e débitos tributários desse tipo de acordo. Portanto, a rede de atacarejo informou que vai recorrer do arrolamento de seus bens e tomará as medidas necessárias para se defender.
Já as ações da Yduqs repercutiram uma notícia divulgada pelo Valor Econônico na semana passada sobre a volta das conversas com a Cogna sobre uma potencial fusão.
Há sete anos, quando Cogna e Yduqs ainda se chamavam Kroton e Estácio, respectivamente, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) havia reprovado a união entre as companhias de educação. Na época, o Cade alegou excesso de poder de mercado decorrente da potencial combinação de negócios.
Agora, as empresas estariam novamente em conversas, diante da mudança no panorama de mercado nos últimos anos e a participação de ambas diminuiu.
A Cogna se pronunciou oficialmente sobre a notícia por meio de comunicado enviado à CVM. O grupo disse que "não há informações a serem divulgadas ao mercado" sobre qualquer transação envolvendo a companhia ou a rival. Mesmo assim, os investidores parecem reagir positivamente à potencial fusão.
Além disso, a Yduqs afirmou, também em comunicado, que não há, nesta data, qualquer compromisso assumido ou negociação vinculante envolvendo potencial operação societária entre as partes.”
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