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O desempenho das companhias foi impulsionado por uma parceria estratégica de negócio e a elevação na recomendação de um dos ativos
Enquanto a ponta negativa do Ibovespa foi definida pela temporada de balanços, a lista de maiores altas do principal índice de ações da B3 foi influenciada pelo noticiário de parcerias de negócio. A Hapvida (HAPV3) dominou o ranking após a companhia anunciar um acordo para expandir sua rede de hospitais.
A companhia assinou um memorando de entendimentos (MOU) — uma espécie de acordo de compromisso — com a Riza Gestora de Recursos para o financiamento de duas novas unidades, uma no Rio de Janeiro e outra em São Paulo.
Já a segunda colocação ficou com a JBS (JBSS3), cujas ações foram impulsionadas por uma mudança na avaliação do JP Morgan. O banco norte-americano elevou a recomendação de “neutro” para “overweight” — equivalente a compra — para os papéis.
Confira as maiores altas do Ibovespa no semana:
| Empresa | Variação |
| Hapvida (HAPV3) | +7,46% |
| JBS (JBSS3) | +5,77% |
| PRIO (PRIO3) | +4,88% |
| RaiaDrogasil (RADL3) | +4,77% |
| Hypera (HYPE3) | +4,38% |
O negócio entre a Hapvida e a Riza prevê um investimento total de até R$ 600 milhões. Cerca de R$ 300 milhões serão usados para a aquisição dos terrenos, enquanto a outra metade do dinheiro bancará as obras.
Os imóveis já estão em fase final de negociação e serão construídos na modalidade “build to suit”, um contrato de locação a longo prazo em que a propriedade é construída sob medida para atender os interesses de um locatário já pré-determinado.
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Para o Goldman Sachs, o anúncio é um “ligeiro ponto positivo estratégico” para a Hapvida, já que a estrutura do acordo traz um aumento de R$ 600 milhões em relação às expectativas do banco sobre a geração de fluxo de caixa de curto prazo.
O banco de investimentos manteve a recomendação de compra para as ações HAPV3, com preço-alvo de R$ 5,70 para os próximos 12 meses, implicando em um potencial de valorização de 45% em relação ao último fechamento.
Já na avaliação do Itaú BBA, a ação da Hapvida não deve ter uma grande reação à notícia. Entretanto, os analistas avaliam como positivo o “sinal de um foco maior na verticalização das operações no Sudeste sem impactar o processo de desalavancagem no curto prazo”.
O banco também possui recomendação “outperform” — equivalente a compra — para as ações da Hapvida, com preço-alvo de R$ 6,50 para o fim de 2024, o que corresponde a uma alta potencial de 65% frente ao último fechamento.
Nas contas do BTG Pactual, ao optar por uma estratégia “asset light”, a Hapvida deve preservar mais capex para implantar em outros projetos de verticalização, o que permitirá um rendimento de 5% do fluxo de caixa livre (FCFY) em 2024.
Com recomendação de compra, os analistas fixaram um preço-alvo de R$ 7,00 para os próximos 12 meses, equivalente a um ganho potencial de 78% em comparação com as cotações do último pregão.
Por falar em recomendações de compra, foi justamente uma mudança na avaliação do JP Morgan que impulsionou as ações da JBS nesta semana.
O banco norte-americano elevou a recomendação de “neutro” para “overweight” e estabeleceu um preço-alvo de R$ 37 para dezembro de 2025, implicando em um potencial de alta de 19,5% em relação ao fechamento anterior à atualização dos papéis.
Para o JP Morgan, a recente queda das ações da JBS (JBSS3) foi injusta, mas agora o valuation oferece um bom ponto de entrada, enquanto o momento dos lucros permanece forte para quase todas as linhas de negócios.
Na visão dos analistas, as ações JBSS3 estão baratas, atualmente negociadas a um múltiplo de 4,8 vezes a relação valor de firma sobre Ebitda (EV/Ebitda) e um rendimento de 13% de fluxo de caixa livre (FCFY).
“Vemos sua diversificação de regiões e proteínas como algo positivo para reduzir a volatilidade dos negócios. Além disso, achamos que a empresa está bem posicionada para continuar consolidando o setor de proteínas globalmente”, disse o banco norte-americano, em relatório.
“Não é tarde demais para obter exposição às ações, mesmo após o bom desempenho da Pilgrim’s Pride Corporation (PPC) no primeiro semestre”, afirmou.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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