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Um dos combustíveis para a disparada é o lucro líquido da companhia, que saltou 239% e ficou em R$ 132,6 milhões no terceiro trimestre
A EZTec (EZTC3) já foi penalizada por balanços abaixo das expectativas antes, mas esse cenário parece ter ficado no passado. Ao menos é o que indica a performance das ações, que vivem um dia de glória nesta sexta-feira (1) após a publicação dos resultados do terceiro trimestre.
Os papéis chegaram a entrar em leilão por oscilação máxima permitida mais cedo e, por volta das 11h20, saltavam 9,16%, cotados em R$ 15,25. Trata-se da maior alta do Ibovespa no pregão até agora.
Um dos combustíveis para a disparada é o lucro líquido da companhia, que saltou mais de três vezes na comparação com o 3T23 e ficou em R$ 132,6 milhões no terceiro trimestre. O número superou as expectativas dos analistas e representa uma alta de 49,5% ante os três meses imediatamente anteriores.
Além disso, a receita líquida cresceu 90,2% na base anual e 15,1% na trimestral, alcançando os R$ 478,8 milhões, enquanto a margem líquida avançou 12,2 pontos percentuais ante o 3T23, para 27,7%.
"A empresa tem conseguido aumentar os preços das unidades prontas sem prejudicar o ritmo de vendas, apesar dos lançamentos expressivos no trimestre. Isso, aliado à menor venda de unidades retomadas, apoiou a melhoria de margem dos empreendimentos lançados antes de 2022", afirma o Itaú BBA em relatório publicado mais cedo.
Além dos resultados acima das expectativas, a EZTec também anunciou que irá distribuir dividendos no mês que vem.
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O conselho de administração da companhia aprovou R$ 31,5 milhões em proventos intercalares sobre o lucro registrado nesse trimestre. Além disso, o CA também deu o sinal verde para a declaração de R$ 150 milhões em proventos intermediários com base na reserva de lucros.
Com isso, a distribuição da empresa totalizará R$ 0,83204080228 por ação. Terá direito ao pagamento, previsto para ocorrer até 14 de novembro, quem estiver na base acionária da EZTec na próxima terça-feira (5).
O BTG Pactual já esperava que o balanço e os dividendos seriam bem-recebidos pelo mercado, mas acredita que a dinâmica de lucros da companhia deve permanecer fraca por um tempo, com o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) ainda de um dígito em 2025.
Apesar disso, o banco de investimentos manteve a recomendação de compra para os papéis com base no valuation descontado dos papéis. O preço-alvo é de R$ 28, o que implica em um potencial de alta de 83% ante à cotação atual.
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