O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A dona da Seara fechou o trimestre com ganhos expressivos após ter reportado prejuízo no mesmo período do ano passado
Passados os temores da suspensão de exportações após casos da doença Newcastle no Rio Grande do Sul, os investidores da JBS (JBSS3) respiraram aliviados com os resultados do segundo trimestre — prova disso é que as ações da companhia estão no pódio do Ibovespa como a segunda maior alta desta terça-feira (14), subindo 5%.
A dona da Seara fechou o trimestre com ganhos expressivos após ter reportado prejuízo no mesmo período do ano passado, com recorde na receita e Ebitda em dobro.
Os resultados financeiros vieram acompanhados de um anúncio bilionário de dividendos, com a distribuição de R$ 4,436 bilhões em proventos e pagamento previsto para outubro.
Por volta das 13h50, as ações JBSS3 subiam 4,96%, negociadas a R$ 36,62. No mês, os papéis ganham 8,60% e, no ano, acumulam valorização de 47%. No fechamento de hoje, a alta foi de 6,36%, a R$ 37,12.
Essa alta também vem na esteira das recomendações divulgadas pelas instituições financeiras nesta quarta após a divulgação do balanço. Os analistas da XP Investimentos, BB-BI, Goldman Sachs e JP Morgan mantiveram a recomendação de “compra” para JBSS3.
A JBS encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 1,7 bilhão, revertendo o prejuízo de R$ 263,6 milhões registrado um ano antes.
Leia Também
Já a receita líquida consolidada foi de R$ 100,6 bilhões, montante 12,6% maior do que o do segundo trimestre de 2023. O Ebitda foi de R$ 9,88 bilhões, mais que o dobro do que a companhia registrou no mesmo trimestre do ano passado (R$ 4,47 bilhões).
Segundo a JBS, os resultados positivos foram impulsionados pela queda dos preços dos insumos que compõem a ração animal — como milho e farelo de soja —, fator que reduz os custos e melhora as margens da indústria.
Além disso, o balanço entre a demanda e oferta das carnes mais importantes para os negócios da JBS, como bovina, suína e frango, ficou mais equilibrado.
Apesar do desempenho fraco da unidade de bovinos na América do Norte, todas as outras unidades de negócio do grupo compensaram os resultados negativos, segundo o balanço.
Para os analistas da XP, a JBS registrou um trimestre memorável. Em relatório, a corretora destacou as operações de aves e suínos, que foram impulsionadas por custos de ração rentáveis e forte mercado interno, tanto no mercado doméstico quanto no de exportação.
Os analistas chamaram a atenção para o fluxo de caixa “impressionante” e um Ebitda forte e acreditam que o momentum dos resultados deve permanecer mais forte por mais tempo.
De acordo com o BB-BI, as ações da JBS vêm sendo negociadas próximo da máxima dos últimos 12 meses. Esse impulso veio do forte desempenho operacional que a companhia tem reportado há alguns trimestres.
“Apesar do preço corrente já ter ultrapassado nosso preço-alvo para o final de 2024 [R$ 32], manteremos nossa recomendação de compra até incorporarmos os resultados dos últimos trimestres em nosso valuation, bem como atualização das premissas para as quais vislumbrarmos boas perspectivas para os próximos trimestres diante do cenário atual.”
Em relação ao balanço, o BB-BI considerou os resultados como positivos, ressaltando que “a diversificação geográfica e de proteínas tem se mostrado bastante eficiente”.
O resultado gerado pela Seara, JBS USA Pork e Pilgrim’s Pride também foram bem vistos.
Tanto os analistas dos BB-BI quanto do JP Morgan ressaltaram o desempenho fraco da JBS US Beef, unidade norte-americana dona de marcas como Swift e Primo.
A unidade vem sendo pressionada pelo ciclo pecuário desfavorável e pela inflação elevada nos Estados Unidos.
De modo geral, os números da JBS superaram as estimativas do banco norte-americano com resultados fortes. “Acreditamos que as ações devem reagir positivamente à superação, especialmente porque mostra a Seara de volta aos trilhos após resultados fracos de 2023.”
Os analistas mantiveram a recomendação “overweight” — equivalente a compra — para JBSS3. A expectativa do banco é que o total de dividendos distribuídos em 2024 pela companhia chegue a R$ 7 bilhões.
Os resultados da JBS também superaram as expectativas do Goldman Sachs, especialmente a receita bruta e margem do Ebitda em todas as unidades de negócio.
“Esperamos um desempenho de preço positivo para os resultados e acreditamos que o debate de mercado agora se concentrará na sustentabilidade de um forte ciclo do frango nos próximos 6 meses”, afirmou o banco norte-americano, em relatório.
O Goldman também tem uma leitura positiva para a BRF, já que a Seara registrou a maior lucratividade desde 2025.
O banco manteve a recomendação de “compra” para JBSS3, com um preço-alvo de R$ 38,7, o equivalente a uma alta de 11% em relação ao preço do fechamento anterior.
Segundo o Goldman, alguns riscos podem levar à queda da ação, incluindo uma desaceleração mais longa nos Estados Unidos, uma deterioração macro e demanda global por proteína mais fraca do que o esperado, concorrência e volatilidade cambial.
Embora um entendimento geral tenha sido alcançado nesta terça-feira (17), o Oriente Médio segue em alerta com trocas ameaças de ataque de Trump e o fechamento do Estreito de Ormuz
Mudança na margem para ouro, prata e platina aceleraram a queda de preços dos metais; entenda o que mudou e como isso mexeu com as cotações
Com baixa vacância, contratos longos e espaço para reciclagem de ativos, Patria Renda Urbana segue entre os preferidos da corretora
Um único relatório impulsionou o valor da empresa na bolsa em 30%, mas teve um efeito muito maior para outras companhias de logística
Ainda que 850 mil investidores seja um marco para a indústria de ETFs, ainda é um número pequeno na comparação com o número de 100 milhões de investidores na renda fixa e de 5,4 milhões na renda variável
Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações
Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo
Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX
Ainda dá tempo de embolsar os ganhos. Veja até quando investir na ação para ter direito ao pagamento de juros sobre o capital próprio
Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes
A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.
Em painel na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o CIO da Ibiuna afirmou que uma eventual alternância de poder pode destravar uma reprecificação relevante dos ativos e pressionar os juros reais para baixo
Na última vez que o ouro representou uma fatia maior das reservas globais, a tendência dos mercados ainda era de acumulação do metal precioso
Preços máximos estabelecidos para o leilão ficaram muito abaixo do esperado e participação da empresa se torna incerta
Entrada forte de capital estrangeiro e expectativa de queda de juros levam banco a recomendar compra das ações da operadora da bolsa
Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas
Descubra quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas para o mês, e saiba como montar sua carteira de FIIs agora
A empresa vive seu melhor momento operacional, mas o Itaú BBA avalia que boa parte das principais entregas já está no preço; entenda quais gatilhos podem provocar novas altas
Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa
Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano