O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Mesmo com o cenário catastrófico da empresa de aviação, a dependência da fornecedora de aeronaves permanece quase inabalada
A Azul (AZUL4) chacoalhou os mercados na semana passada após uma notícia dando sinais de que a companhia aérea daria entrada em um pedido de recuperação judicial. Isso poderia colocar fim nas negociações de fusão com a Gol (GOLL4), que requisitou o chapter 11 — termo técnico da lei para reestruturação empresarial nos Estados Unidos — em janeiro deste ano.
Porém, nos dias que se seguiram, a própria Azul informou ao mercado que a notícia foi mal interpretada e que, na verdade, estaria desenvolvendo um plano estratégico para melhorar sua própria estrutura de capital e liquidez.
Seja como for, a aérea afirma não tratar o pedido de recuperação judicial como prioridade, como foi dito pelo alto escalão da companhia. Mas o mercado não tira a possibilidade do radar. Nesta segunda-feira (2), os papéis AZUL4 caíram 18,18%.
Uma das empresas que poderia ser afetada por um eventual pedido de chapter 11 da Azul é sua principal fornecedora de aeronaves, a Embraer (EMBR3). O próprio CFO da fabricante de aviões, Antonio Garcia, afirmou que a situação nas aéreas não está interferindo — até o momento — no volume de compras de novos aviões.
E para os analistas do BTG Pactual, a Azul depende mais da Embraer do que o contrário. Em outras palavras, mesmo com a crise na empresa de aviação, a dependência da fornecedora permanece quase inabalada.
Os analistas do banco destacam que a entrega da nova aeronave E195-E2 é crucial para o crescimento da Azul, e perder os slots de produção representa um custo alto de oportunidade para a empresa, ainda mais em um cenário de oferta restrita como hoje.
Leia Também
Além disso, ainda que o pedido de recuperação judicial acontecesse — o que não é o cenário-base do BTG Pactual —, o impacto no caixa da Embraer seria limitado.
Em primeiro lugar porque as companhias aéreas geralmente pagam um depósito ao fazer os pedidos de aeronaves. Assim, no caso de um cancelamento, parte do prejuízo seria amortecido por esse montante.
Do mesmo modo, ao entrar no processo de reestruturação, as empresas buscam retomar a lucratividade e as operações normais, o que implica a necessidade de aeronaves mais eficientes em termos de custo.
“Acreditamos que as chances de um cancelamento completo são baixas, especialmente considerando as atuais restrições de oferta na indústria aeroespacial e a forte demanda por novas aeronaves das companhias aéreas”, explicam os analistas Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Marcelo Arazi, do BTG.
Além disso, o principal cliente em número de unidades da Embraer ainda é a American Airlines, embora ela só compre o modelo E175 E1.
Na ponta do lápis, o relatório de entrega e backlog — isto é, logística integrada aos serviços prestados juntamente com a venda de aeronaves — mostra que a Azul tem pedidos de 51 aeronaves, tornando a companhia o maior cliente do modelo E195-E2.
Esse número representa 13% do total de 382 aeronaves no backlog comercial da Embraer.
Além disso, o balanço do segundo trimestre mostra um total de R$ 1,2 bilhão líquido na linha “contas a receber”, já excluindo potenciais perdas. Desse montante, são R$ 112 milhões relacionados a clientes domésticos e, desse valor, apenas uma pequena parcela é referente à Azul.
Em resumo, no caso de uma reestruturação empresarial, os negócios da Azul não devem interferir no capital de giro da Embraer, ainda que isso pudesse gerar uma turbulência nos pedidos e no backlog no curto prazo.
Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro
Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar
Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito
Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação
Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas
Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil
A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido
Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais
Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas
A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?
Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora
Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano
Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos
O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045
Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça
O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda
Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio
Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu
Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques
Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras