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O Ministério das Relações Exteriores russo apelou a ambos os lados para que chegassem a um cessar-fogo, mas Putin já está agindo para tirar proveito do conflito para si

Rússia e Ucrânia dominavam as atenções globais até o final de semana, quando o Hamas lançou um ataque sem precedentes contra Israel. De autoridades ao redor mundo a investidores menores e maiores, todos olharam para o Oriente Médio — será que o conflito no leste da Europa será esquecido?
É isso que pretende o presidente russo, Vladimir Putin. Analistas do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês) dizem que a Rússia tentará usar o conflito entre Israel e Hamas para desviar a atenção de suas operações na Ucrânia.
Segundo os especialistas, o Kremlin utilizará o ataque do Hamas a Israel para promover narrativas sobre a redução do apoio e atenção dos EUA e do Ocidente à Ucrânia.
O Kremlin já começou a intensificar várias operações de informação após os ataques do Hamas a Israel, acusando o Ocidente de negligenciar os conflitos no Médio Oriente em favor do apoio à Ucrânia.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também acusou o Ocidente de bloquear os esforços da Rússia e alimentar a hostilidade, o que levou à escalada da violência em várias regiões do mundo, inclusive no Oriente Médio.
Segundo os especialistas, essas narrativas do Kremlin visam o público ocidental na tentativa de criar uma barreira no apoio militar à Ucrânia.
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Além disso, tentam enfraquecer o apoio estrangeiro e tranquilizar a população russa de que a comunidade internacional irá ignorar o esforço de guerra na Ucrânia.
O Kremlin disse nesta segunda-feira (9) que estava “extremamente preocupado” com a situação entre Israel e o Hamas — embora Putin ainda não tenha planos de contactar autoridades israelenses ou palestinas para discutir a crise de segurança.
Tradicionalmente, a Rússia trilha uma linha diplomática tênue entre Israel e os países árabes. No sábado (7), dia do ataque do Hamas, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia apelou a ambos os lados para que chegassem a um cessar-fogo.
Enquanto isso, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, disse que Kiev apoiaria Israel na luta contra o Hamas.
*Com informações da CNBC e da Reuters
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