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Jack Ma deixou os holofotes logo depois de críticas aos reguladores chineses e da suspensão do IPO (oferta pública de ações) do negócio financeiro Ant Group em Nova York
Até 2020, Jack Ma era presença constante no noticiário de tecnologia e negócios. Fundador da gigante do comércio eletrônico Alibaba, o bilionário era uma espécie de símbolo do avanço da economia da China nas últimas décadas.
Mas o empresário acabou saindo subitamente dos holofotes logo depois que o seu plano mais ambicioso foi por água abaixo: o IPO (oferta pública de ações) do negócio financeiro Ant Group em Nova York.
A operação de US$ 35 bilhões acabou suspensa em meio a investigações dos reguladores chineses. Aliás, o cerco do governo ocorreu pouco depois que o então homem mais rico da China fez críticas ao sistema financeiro do país.
O sumiço de Jack Ma logo após o IPO fracassado despertou uma série de especulações. De lá para cá, as aparições do bilionário são raras, quase sempre breves e sem relação com os negócios.
Os problemas com as autoridades chinesas derrubaram as ações do Alibaba, que acumulam queda de 70% desde o pico em 2020. Isso custou quase a metade da fortuna do empresário, estimada em US$ 23,6 bilhões (R$ 118 bilhões), de acordo com a Forbes.
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Depois de quase três anos praticamente sem notícias, surgiu agora a notícia de que Jack Ma reapareceu no papel de professor. E no Japão. Na nova função, o empresário deve conduzir pesquisas sobre agricultura sustentável e produção de alimentos, de acordo com o Tokyo College, onde ele vai lecionar.
O trabalho de Jack Ma como professor visitante começa em 1º de maio. Aliás, trata-se de uma espécie de "volta às origens", já que bilionário de 58 anos foi professor de inglês por vários anos antes de criar o Alibaba.
Aos poucos, o bilionário vem reconectando o seu nome ao da educação. Antes mesmo da saia justa com as autoridades chinesas, ele já havia revelado que tinha a intenção de voltar a dar aulas quando se aposentasse.
Em março, Jack Ma voltou à escola que fundou em sua cidade natal, Hangzhou, no leste da China. Em abril, foi nomeado professor honorário da Universidade de Hong Kong.
*Com informações do Business Insider
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