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FANTASMA DA GUERRA

Perigo nuclear: o novo risco na maior usina da Europa coloca o mundo em alerta — de novo

A região da usina Zaporizhzhia, na Ucrânia, controlada pelos russos, começou a ser evacuada depois que os bombardeios se intensificaram nos últimos dias

Torres de resfriamento da usina nuclear de Zaporozhia, na Ucrânia
Torres de resfriamento da usina nuclear de Zaporozhia, na Ucrânia - Imagem: Getty Images/Istockphoto

O conflito na Ucrânia ressuscitou um velho fantasma: o da guerra nuclear. De um lado, a Rússia de Vladimir Putin coloca as armas atômicas sobre a mesa, do outro, os EUA admitem pela primeira vez na história a chance dessa escalada nos campos de batalha. Mas, ao que tudo indica, o perigo nuclear virá de um outro lugar. 

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A usina de Zaporizhzhia, a maior planta nuclear da Europa, voltou ao centro das atenções depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou neste final de semana que a situação na região é “potencialmente perigosa”.

"A situação geral na área perto da usina nuclear de Zaporizhzhia está se tornando cada vez mais imprevisível e potencialmente perigosa", disse Rafael Grossi, diretor-geral da AIEA. 

"Estou extremamente preocupado com a segurança nuclear muito real e os riscos de proteção enfrentados pela usina. Devemos agir agora para evitar a ameaça de um grave acidente nuclear e suas consequências associadas para a população e o meio ambiente", acrescentou. 

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A ordem é evacuar

As forças russas tomaram a fábrica de Zaporizhzhia dias depois que Putin ordenou a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022. 

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Desde então, trocas de tiros ocorrem com frequência perto da usina, com cada lado culpando o outro pelos problemas estruturais na instalação. 

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Na sexta-feira (5), as autoridades instaladas por Moscou na região começaram a evacuar pessoas de áreas próximas.

O diretor da AIEA disse que enquanto o pessoal operacional da usina permanece no local, as condições para o pessoal e suas famílias são "cada vez mais tensas".

O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia disse neste domingo (7) que os moradores estão sendo evacuados na direção de Berdiansk e Prymorsk, na costa do Mar de Azov.

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Caos à vista

O prefeito exilado de Melitopol, Ivan Fedorov, afirmou que o comércio nas áreas evacuadas ficaram sem mercadorias e as farmácias, sem remédios.

Fedorov também disse que os hospitais estavam dispensando pacientes em meio a temores de que o fornecimento de eletricidade e água pudesse ser suspenso se a Ucrânia atacasse a região.

E ele afirmou que dois terços dos comboios de evacuação — supostamente compostos por civis — consistiam na retirada das tropas russas. 

"A evacuação parcial que eles anunciaram está indo muito rápido, e existe a possibilidade de que eles estejam se preparando para provocações e [por essa razão] focando nos civis", acrescentou Fedorov.

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O perigo nuclear

Há algumas semanas, a AIEA havia alertado que a situação na fábrica de Zaporizhzhia estava "se tornando cada vez mais imprevisível e potencialmente perigosa".

Agora, Grossi diz que, embora os reatores da usina não estejam produzindo eletricidade, eles ainda estavam carregados com material nuclear.

Em março, a AIEA indicou que a usina estava funcionando com geradores a diesel para manter os sistemas vitais de resfriamento funcionando, após danos às linhas de energia.

*Com informações da Reuters e da BBC

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