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Aos líderes do G-20, o presidente russo diz que nunca se recusou a participar das conversas de paz com o governo ucraniano
Parece que toda a destruição na Ucrânia não é o pior da guerra com a Rússia — pelo menos não para o presidente russo, Vladimir Putin.
O chefe do Kremlin prometeu “infligir o inferno” às unidades ucranianas, enquanto o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, descreveu como “colossais” as perdas entre os fuzileiros navais ucranianos e o pessoal de operações especiais enquanto tentavam ganhar terreno.
O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, afirmou que a Ucrânia está a sofrer “perdas colossais” na margem leste do rio Dnipro, que é ocupada pelas forças russas na região sul de Kherson.
As declarações acontecem em um momento no qual as forças ucranianas e russas continuam a conduzir operações ofensivas no leste e no sul do país, apesar da deterioração das condições meteorológicas por conta da neve que toma conta da Ucrânia.
O mesmo Putin que disse que iria impor um inferno à Ucrânia falou nesta quarta-feira (22) às nações do G-20 sobre a paz.
Discursando na cúpula virtual do grupo que reúne os países avançados e os principais países em desenvolvimento,o presidente da Rússia descreveu a guerra como uma tragédia e disse que o G-20 precisa pensar em formas de parar o conflito.
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Putin afirmou ainda que a Rússia nunca se recusou a participar das conversações de paz com a Ucrânia.
O chefe do Kremlin, mais uma vez, culpou a Ucrânia pelo fracasso das negociações de paz anteriores e afirmou que existe uma lei ucraniana que proíbe as discussões.
“É claro que devemos pensar em como impedir esta tragédia. A propósito, a Rússia nunca recusou negociações de paz com a Ucrânia; não foi a Rússia, mas a Ucrânia que anunciou publicamente que se iria retirar do processo de negociação. E, além disso, foi assinado um decreto, um decreto do chefe de Estado, proibindo tais negociações com a Rússia”, disse Putin.
O presidente russo já mencionou no passado quais seriam as suas condições para a guerra na Ucrânia acabar e, entre outros itens, envolveria a rendição imediata da Ucrânia e o domínio da Rússia sobre Kiev.
*Com informações da CNBC
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