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O 13º DIA

Israel avisa o Hamas e o mundo de que guerra será longa: “estamos lutando contra o eixo do mal”

Para os líderes do Egito e da Jordânia, se o confronto não acabar, a região será lançada a uma catástrofe

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel. - Imagem: Alexandros Michailidis/Shutterstock

Se alguém pensou que a guerra entre Israel e o Hamas não duraria muito, enganou-se — pelo menos no que depender do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Nesta quinta-feira (19), o premiê alertou que o conflito com o grupo militante palestino não será de curto prazo.

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Quando os confrontos entram no 13º dia, Netanyahu disse: “Esta é uma guerra longa e precisaremos de apoio contínuo”.

Ele acrescentou que seu país está lutando contra um “eixo do mal” liderado pelo Irã.

Para os líderes do Egito e da Jordânia, se o confronto não acabar, a região será lançada a uma catástrofe. 

Escalada na violência

As declarações acontecem em um momento no qual a violência entre os palestinos que vivem na Cisjordânia ocupada e as forças e colonos israelenses aumenta. 

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Hoje, três palestinos na Cisjordânia, incluindo dois adolescentes, foram mortos pelas forças israelenses depois que invadiram a vila de Budrus. 

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Do outro lado, pelo menos 61 palestinos na Cisjordânia foram mortos e 1.250 ficaram feridos desde o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro, segundo o Ministério da Saúde palestino. Mais de 1.400 pessoas foram mortas em Israel no mesmo período, segundo as autoridades israelenses.

As tensões também têm aumentado ao longo da fronteira de Israel com o Líbano. A Embaixada dos EUA no Líbano emitiu um alerta de segurança para que os cidadãos norte-americanos no país “façam planos para partir o mais rápido possível enquanto as opções comerciais ainda estão disponíveis”.

PODCAST TOUROS E URSOS - Israel em chamas: o impacto do conflito com Hamas nos investimentos

Apoio a Israel

O 13º dia começou com a volta do presidente dos EUA, Joe Biden, para casa depois da visita de alto risco a Israel, que ameaçou ser prejudicada pela fúria e confusão em torno de uma grande explosão no Hospital Baptista Al-Ahli na véspera da sua chegada, que desencadeou protestos em todo o mundo árabe.

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Nesta quinta-feira, quem está em Israel é o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, para encontros com Netanyahu e o presidente israelense, Isaac Herzog.

O Reino Unido apoiou o “direito de Israel de se defender de acordo com o direito internacional”, disse Sunak, ao mesmo tempo que fez coro aos apelos para que a ajuda humanitária fosse autorizada a entrar em Gaza.

“Apoiamos absolutamente o direito de Israel de se defender de acordo com o direito internacional, de ir atrás do Hamas, de recuperar reféns, de dissuadir novas incursões e de fortalecer a segurança [de Israel] a longo prazo”, disse Sunak, dirigindo-se a Netanyahu.

Ele acrescentou: “Reconhecemos que o povo palestino também é vítima do Hamas e é por isso que saúdo a decisão de ontem de garantir que as rotas para Gaza serão abertas para a entrada de ajuda humanitária”.

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Biden e o presidente do Egito, Abdel Fatah el-Sissi, chegaram a um acordo para permitir a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, dando esperança aos civis sitiados. 

*Com informações da CNN e da CNBC

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