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Após a ordem do exércio israelense, o ministro da Defesa reforçou que quem quiser salvar sua vida deve ir para o sul de Gaza
O sétimo dia de confrontos entre Israel e o Hamas começou com uma possibilidade de invasão terrestre ao norte da Faixa de Gaza. As Forças Armadas de Israel ordenaram que 1,1 milhão de palestinos deixem a região e sigam para o sul do território nas próximas 24 horas.
A mensagem foi transmitida ao Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU pouco antes do início desta sexta-feira (13).
O exército israelense não confirmou planos de ataque, mas, vale destacar, tem reunido tropas na fronteira de Gaza ao longo de toda a semana. Mas a chance de um ataque foi reforçada por declarações do ministro da Defesa de Israel, Yoav Galant.
"Aqueles que querem salvar suas vidas, por favor, vão para o sul. Vamos destruir as infraestruturas do Hamas, os quartéis-generais do Hamas, os estabelecimentos militares do Hamas e tirá-los de Gaza e da Terra”, disse ele durante uma declaração à imprensa em Tel Aviv.
Após receber o alerta, a ONU divulgou nas redes sociais um comunicado no qual afirma considerar "impossível" o deslocamento exigido sem "consequências humanitárias devastadoras".
“Isto levará a níveis de miséria sem precedentes e empurrará ainda mais a população de Gaza para o abismo", diz o comunicado.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) também se posicionou contra a evacuação. O posicionamento da OMS é baseado na avaliação de autoridades de saúde locais de que seria impossível mover pacientes em estado grave internados nos hospitais no norte de Gaza.
Já o embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, declarou que a resposta do órgão é "vergonhosa": "Durante muitos anos, a ONU fez vista grossa ao armamento do Hamas e à sua utilização de populações civis e infraestruturas na Faixa de Gaza para assassinar e para armazenar as suas armas."
A ordem de evacuação também foi repercutida pelo Hamas. Segundo informações da imprensa internacional, um líder do grupo extremista negou que os palestinos deixarão o norte da Faixa de Gaza.
O chefe do escritório político e de relações internacionais do Hamas, Basem Naim, afirmou, em entrevista à Al Jazeera, que os palestinos ficarão no território: "Temos duas opções: derrotar essa ocupação ou morrer em nossas casas."
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, também rejeitou a evacuação. Abbas declarou que, se fosse efetivado, o movimento seria uma "segunda Nakba", palavra árabe utilizada para se referir ao início do êxodo palestino na guerra Árabe-Israelense de 1948.
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