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No sábado (07), os combatentes do Hamas realizaram um ataque sem precedentes vindo da Faixa Gaza e abriram uma “oportunidade” para outros grupos extremistas agirem na região
A resposta contundente de Israel ao ataque surpresa do Hamas tinha endereço certo. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não só precisava dar uma demonstração de força ao que parece ser uma falha da inteligência israelense como também tinha que mandar um recado a um inimigo à espreita: o Hezbollah.
No sábado (07), os combatentes do Hamas realizaram um ataque sem precedentes vindo da Faixa Gaza. Apoiados por uma investida com milhares de foguetes, eles romperam a barreira de segurança de Israel e atacaram comunidades próximas.
Além de não se mostrar um líder fraco e sufocar o Hamas, a preocupação de Netanyahu também era impedir que o Hezbollah aproveitasse a brecha da ofensiva surpresa e também resolvesse atacar Israel pelo norte.
E foi o que aconteceu neste domingo (8). Os israelenses passaram a madrugada no fogo cruzado entre as forças comandadas por Netanyahu e os homens do Hezbollah.
Diferente do Hamas, que é um grupo palestino que controla a Faixa de Gaza, o Hezbollah é um grupo libanês.
O Líbano e Israel são considerados Estados inimigos, mas uma trégua entre eles vinha, de alguma maneira, sendo mantida desde o conflito de 2006.
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A entrada do Hezbollah no conflito entre Hamas e Israel significa a escalada da guerra. Isso porque diferente do Hamas, que não tem condições de enfrentar as forças israelenses por muito tempo, o grupo libanês tem um poderio militar muito maior.
Além disso, o fogo cruzado com o Hezbollah abre uma nova frente de ataque a Israel, agora pelo norte, uma ofensiva com potencial para desgastar as forças israelenses e o poder do próprio Netanyahu.

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No sábado (07), o grupo libanês havia parabenizado o Hamas pelo que chamaram de "operação heroica em grande escala".
O movimento sustentou ainda que o ataque do Hamas é "uma mensagem ao mundo árabe e muçulmano (...), em particular àqueles que tentam normalizar as suas relações" com Israel.
Neste domingo (8), o Hezbollah reivindicou a responsabilidade por atacar três regiões israelenses em uma área conhecida como Fazendas Shebaa, usando mísseis e artilharia. As três regiões incluem Radar, Zabdin e Ruwaisat Al-Alam — todas elas reivindicadas pelo Líbano.
Israel respondeu aos ataques disparando artilharia contra a área do Líbano onde o ataque se originou.
O grupo é um inimigo jurado de Israel e um ator importante na política libanesa. Hezbollah costuma manter boas relações com o Hamas e agora dá sinais de ter se aliado ao grupo islâmico.
Não à toa, neste domingo, o movimento informou, por meio de um membro do alto-escalão, que suas armas e foguetes estavam à disposição do Hamas.
*Com informações da CNN e do G1
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