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O caso está sendo considerado um espetáculo sem precedentes na história norte-americana; entenda os motivos

Hunter Biden, filho do presidente dos EUA, Joe Biden, enfrenta acusações criminais enquanto seu pai faz campanha pela reeleição, e pode encarar o que está sendo considerado um julgamento com potencial para ser um espetáculo sem precedentes na história dos EUA.
Tudo porque o promotor que está investigando Hunter Biden recebeu nesta sexta-feira (11) o status de conselheiro especial. David Weiss pediu ao procurador-geral Merrick Garland a nova autoridade depois que as negociações para resolver as acusações de impostos e armas fracassaram. Com isso, é bem mais provável que o filho de Biden encare um julgamento.
A decisão de Garland dá a Weiss mais poderes do que um promotor comum e coloca os EUA em território desconhecido, com três promotores especiais do Departamento de Justiça investigando atualmente o presidente em exercício, seu filho e o presidente anterior, Donald Trump.
Em junho, um acordo chegou a ser anunciado. Hunter Biden iria se declarar culpado de duas contravenções fiscais e os promotores retirariam uma acusação separada de crime de porte de arma em dois anos se ele passasse longe de problemas legais e fosse aprovado em um teste de drogas.
Os promotores federais também concordaram em recomendar liberdade condicional, e não prisão, para o filho do presidente norte-americano — na época, o acordo gerou críticas do Partido Republicano, que acusou Weiss de dar tratamento preferencial a Hunter.
Só que em uma reviravolta, a juíza distrital Maryellen Noreika disse que os acertos para resolver as acusações sobre os impostos e as armas eram "confusos", "não diretos", "atípicos" e "sem precedentes".
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Ao final de uma audiência que durou mais de três horas, a juíza ordenou que o Departamento de Justiça e os advogados de Hunter Biden apresentassem peças processuais adicionais defendendo a constitucionalidade do acordo.
Hoje, Weiss disse que as negociações fracassaram. “Após a audiência, as partes continuaram negociando, mas chegaram a um impasse”, disseram os promotores. “Um julgamento está, portanto, sobre a mesa.”
Uma pesquisa Reuters/Ipsos de junho descobriu que metade dos americanos, incluindo 75% dos republicanos e 33% dos democratas, acreditava que o jovem Biden recebia tratamento preferencial de Weiss. Mas a maioria disse que isso não afetaria seu voto no próximo ano.
O possível julgamento de Hunter Biden pode acontecer quando a campanha para as eleições presidenciais de 2024 pega fogo nos EUA e pode incendiar ainda mais a corrida à Casa Branca.
O cenário para o pleito terá como pano de fundo os problemas judiciais do filho do presidente norte-americano candidato à reeleição, que deve enfrentar Trump, que também encara a Justiça.
O ex-presidente é acusado de pagar propina para uma estrela de filmes de conteúdo adulto para que ela não revelasse um caso extraconjugal e Trump também está envolvido na transferência de documentos sigilosos da Casa Branca para sua residência na Flórida.
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