Domo de ferro: escudo antimísseis de Israel vai ganhar reforço dos EUA após ataque do Hamas; veja como vai funcionar
Enquanto a proteção é forçada, os confrontos continuam; o FMI calcula os efeitos do conflito na economia do Oriente Médio e do mundo

O iron dome — ou domo de ferro — de Israel era famoso por ser considerado uma barreira praticamente intransponível — só que o ataque do Hamas no dia 7 de outubro expôs não só falhas do escudo como de toda a inteligência israelense.
Agora, o domo de ferro vai receber reforços de um antigo aliado de Israel, os EUA. O governo norte-americano vai enviar duas baterias para o domo de ferro de Tel Aviv. Essas baterias funcionam como interceptadores adicionais do domo de ferro de Israel.
O Exército norte-americano e Israel assinaram um acordo para os EUA fornecerem duas baterias em 2019, de acordo com o Exército, e elas foram entregues em 2020. O envio de agora seria adicional.
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Como o domo de ferro de Israel funciona
O domo de ferro foi projetado para abater projéteis que se aproximam. É equipado com um radar que detecta foguetes e, em seguida, usa um sistema de comando e controle que calcula rapidamente se um projétil que se aproxima representa uma ameaça ou tem probabilidade de atingir uma área despovoada.
Se o foguete representar uma ameaça, o domo de ferro dispara mísseis do solo para destruir os dispositivos no ar.
O sistema móvel é composto por dez baterias, cada uma carregando de três a quatro lançadores de mísseis manobráveis.
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A localização estratégica proporciona uma barreira de defesa contra foguetes, morteiros e drones em até 60 milhas quadradas (155 km quadrados) de áreas povoadas e Israel já se vangloriou no passado de uma taxa de sucesso superior a 90%.
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O custo do conflito
A falta de uma luz no fim do túnel para o fim do conflito, além de significar milhares de vidas perdidas, também afeta as economias do Médio Oriente e pode levar a danos econômicos em longo prazo.
A conclusão é do Fundo Monetário Internacional (FMI). “O que vemos é mais nervosismo num mundo que já é ansioso. E num horizonte que já teve muitas nuvens, mais uma e pode ficar mais profundo”, disse a chefe do FMI, Kristalina Georgieva.
Segundo ela, o Fundo está preocupado em primeiro lugar com “a trágica perda de vidas”, acrescentando que teme pela “destruição e redução da atividade econômica”, como o fato de as crianças não irem à escola e o impacto nos países vizinhos que dependem do turismo.
Georgieva também alertou os investidores para esperarem que as taxas de juro permaneçam elevadas.
“Passamos os últimos 20 anos vivendo, em termos de taxas de juros, em uma terra de fantasia. Como é possível ter taxas de juros em zero ou mesmo em território negativo, e ainda assim criar poupanças e capacidade de funcionamento? Na verdade, será normal que as taxas de juros estejam em território positivo – o problema é que aconteceu demasiado rápido e o salto foi demasiado elevado.”
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