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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

MULTIVERSO DA QUEBRADEIRA

O que aconteceria se o UBS não comprasse o Credit Suisse? Corrida bancária poderia gerar caos, diz regulador

Além disso, o presidente do UBS, Colm Kelleher, deu mais detalhes sobre as expectativas para o futuro do conglomerado

Renan Sousa
Renan Sousa
5 de abril de 2023
15:23 - atualizado às 13:54
Fachada do Credit Suisse, que gere fortunas e fundos imobiliários, como o HGLG11, no Brasil
Fachada do Credit Suisse - Imagem: Shutterstock

Menos de um mês depois que o Credit Suisse foi salvo pelo principal concorrente, o UBS, uma investigação sobre a aquisição foi lançada pela Procuradoria Geral da Suíça. Agora, o órgão fiscalizador do país deu uma dura declaração ao mercado: a quebra de fato do banco alpino teria gerado uma crise muito pior.

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A autoridade responsável pela vigilância do mercado financeiro chama-se FINMA e a compra do Credit Suisse por US$ 3,3 bilhões evitou o efeito dominó nas empresas abaixo do guarda-chuvas do banco.

“Não é difícil de imaginar o impacto desastroso que a falência de um banco e gestora grande como o Credit Suisse AG [um dos segmentos do Credit Suisse] teria no sistema financeiro da Suíça. Muitas outras instituições teriam quebrado junto com a corrida bancária, assim como aconteceu com o próprio CS no último trimestre de 2022”, escreveu Urban Angehrn, CEO da FINMA, em relatório.

Antes do Credit Suisse, o cenário já era ruim

Os abalos no sistema suíço não começaram com o Credit Suisse, mas vieram de terras mais distantes — mais precisamente, nos Estados Unidos.

Uma semana antes do banco suíço precisar de um “PIX de liquidez” do BC do país, o Silicon Valley Bank (SVB) fechou as portas após reportar prejuízo com venda de títulos do Tesouro americano — os chamados Treasuries — e desencadear uma corrida bancária internacional.

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O retorno do antigo CEO, Sergio Ermotti, como coordenador de sinergias entre os bancos foi um dos motivos que sustentaram o otimismo dos investidores.

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O futuro da ‘baleia bancária’

Em um encontro com mais de mil investidores, o presidente do UBS, Colm Kelleher, deu mais detalhes sobre as expectativas para o futuro do conglomerado.

O executivo enfatizou que o foco do UBS segue na gestão de patrimônio e outros negócios na Suíça. Também foi confirmada a redução de capital alocado em investimentos para menos de 25%.

A integração com o Credit Suisse deve durar cerca de três anos e a expectativa é de que, unidos, os bancos tenham capital investido de US$ 5 trilhões — tornando-se não apenas um gigante do setor financeiro mas também uma potencial “bomba” no caso de novos problemas aparecerem.

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Cortes profundos no Credit Suisse

O “segmento” CS não deve passar ileso da integração com o UBS. Há uma expectativa de cortes de até 30% dos cargos já existentes. O vice-presidente do banco, entretanto, afirmou que é cedo para fazer esse tipo de estimativa.

Vale destacar que tanto UBS quanto o Credit Suisse atuam em segmentos muito próximos , como o oferecimento de serviços tanto para o varejo quanto para investidores institucionais, além do serviço de corretagem. Ou seja, os cortes devem vir.

*Com informações da CNBC

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