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Os ajustes não podem ultrapassar os 5% para produtos de consumo amplo e popular pelos próximos 90 dias e, em troca, as empresas receberão incentivos fiscais
O Ministério da Economia da Argentina anunciou na última sexta-feira (18) que firmou um acordo com supermercados e atacadistas para congelar os preços nas gôndolas. O país vive uma das piores crises de sua história em virtude da falta de dólares para pagamentos internacionais.
Como consequência, os preços por lá dispararam, trazendo a inflação dos últimos 12 meses para mais de 115%. O ministro da economia e candidato à presidência da Argentina, Sergio Massa, afirmou que a medida busca trazer “certezas para as incertezas.”
Dessa forma, os ajustes não podem ultrapassar os 5% para produtos de consumo amplo e popular pelos próximos 90 dias. Em troca, essas empresas receberão incentivos fiscais.
As regras também valem para as farmacêuticas, com quem o governo também fez alguns acordos para controlar o repasse à população.
Serão colocados mais de 500 agentes em diversas províncias da Argentina para fiscalizar se as regras estão sendo cumpridas. Segundo o governo, 31 cadeias de supermercado e atacadistas, com nomes populares no país como Día, Carrefour, Makro entre outros, aderiram ao programa.
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O governo também anunciou uma desvalorização da moeda e o congelamento das cotações em 350 pesos por dólar. A medida foi uma das exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o pagamento da dívida da Argentina com o órgão.
O congelamento de preços é um mecanismo que já foi muito utilizado ao longo da história da economia argentina para tentar frear os movimentos de alta. Entretanto, o efeito mais comum é empurrar as negociações para o mercado paralelo, como é o caso do dólar blue.
Na última semana, o dólar paralelo mais conhecido como dólar blue atingiu as máximas históricas a 790 pesos por dólar.
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