🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

‘BIG THREE’ EM XEQUE

Como a transição do motor a gasolina para veículos elétricos culminou na primeira greve dos funcionários das três maiores montadoras dos EUA em 88 anos

Os trabalhadores pedem por um aumento de 36% dos salários em quatro anos, mas as empresas não estão tão dispostas assim a abrir os bolsos

Renan Sousa
Renan Sousa
17 de setembro de 2023
12:30 - atualizado às 12:53
Trabalhadores de montadores dos Estados Unidos em greve
Trabalhadores de montadores dos Estados Unidos em greve - Imagem: Divulgação / UAW

O pregão da última sexta-feira (15) poderia ter sido só mais um dia de ajuste nas bolsas em Nova York. Mas a perspectiva de que os juros por lá voltem a subir fez os índices de Wall Street caírem mais de 1% durante a sessão regular. No começo daquele mesmo dia, porém, outro fator começou a preocupar os investidores: a greve dos funcionários das três maiores montadoras dos Estados Unidos

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As chamadas Big Three — a saber: Ford, General Motors (GM) e Stellantis (antiga Fiat Chrysler) — amanheceram com paralisações estimuladas pelo sindicato dos trabalhadores do setor automotivo (UAW, na sigla em inglês). 

Os grevistas pedem pelo aumento do pagamento aos funcionários, alegando que as montadoras estão na “época dos grandes lucros”. Mas o gatilho para esse descontentamento dos trabalhadores começou com a transição dos motores movidos à gasolina para aqueles tracionados por energia elétrica.

Assim, os trabalhadores pedem por um aumento de 36% dos salários, acréscimo que deve ser diluído entre os próximos quatro anos, mas as montadoras não parecem tão dispostas assim a abrir os bolsos. 

O que os carros elétricos tem a ver com isso

Recapitulando uma rápida história dos EUA, tudo começou oficialmente com o anúncio de fevereiro deste ano da Stellantis. A montadora afirmou que estava prestes a fechar a planta de Belvidere, em Illinois, no Centro-Oeste do país. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

À época, a empresa afirmou que estava se preparando para fazer uma “transição custosa” dos motores à combustão para aqueles movidos a eletricidade. Na prática, isso significava deixar a planta “ociosa” — ou seja, fechar postos de trabalho diretos e indiretos na região. 

Leia Também

Carlos Tavares, CEO da montadora anteriormente conhecida por Fiat Chrysler, afirmou que a produção de veículos elétricos é 40% mais cara do que a atual. “A Stellantis”, disse ele, “não pode repassar esses custos aos consumidores porque muitos não conseguiriam comprar carros novos.”

Desde então, montadoras e trabalhadores vivem em constante atrito — e foi na última sexta-feira que a greve explodiu. 

A DINHEIRISTA - Ajudei minha namorada a abrir um negócio e ela me deixou! Quero a grana de volta, o que fazer?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Trabalhadores X Montadoras

Essa foi a primeira vez em mais de 80 anos de histórias das montadoras que a UAW faz greves contra as Big Three ao mesmo tempo.

Enquanto a Ford ofereceu um aumento de 20% por um período diluído em quatro anos e meio, a GM propôs um acréscimo de 18% por quatro anos; já a Stellantis pretende incrementar os salários em 17,5% no mesmo período. 

Dessa forma, analistas internacionais acreditam que a greve pode durar semanas — o que deve afetar os estoques nos EUA e, em última instância, outras partes do globo. 

Alguns modelos de picapes mais parrudas — e populares nos EUA —, que costumam estar presentes em menor número nos estoques, já começam a faltar nas concessionárias. Com isso, a lei da oferta e demanda deve imperar — em outras palavras, os preços podem subir ainda mais. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mercado automotivo norte-americano

E o que o Federal Reserve, o Banco Central dos EUA, tem a ver com a greve?

Para começar, os norte-americanos têm um estilo de vida baseado no consumo, o que explica uma longa história de taxas de juros comumente muito baixas. 

Entretanto, o BC por lá precisou iniciar um aperto monetário para conter a inflação galopante. Atualmente, os juros norte-americanos estão na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano — considerados altos para uma economia daquele porte. 

Inflação, juros altos e o aumento do preço do petróleo — consequentemente, da gasolina — nos EUA fizeram os preços de tudo disparar, inclusive dos carros. Assim como no Brasil, o chamado “carro popular” desapareceu das lojas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em números: o preço nas montadoras

Estima-se que o preço médio de um carro novo em 2020 nos Estados Unidos era de aproximadamente US$ 40 mil. Em 2023, um mesmo modelo poderia custar até quase US$ 49 mil. 

Por aqui, um carro popular de entrada saía por volta de R$ 38 mil em 2020; três anos depois, o mesmo modelo está custando quase R$ 60 mil, o que gerou a necessidade de uma intervenção do governo federal.

O presidente do sindicato dos trabalhadores das montadoras, Shawn Fain, reforça que os preços já estavam subindo antes da greve e diz que o trabalho representa uma fração dos custos totais das Big Three.

“Eles poderiam duplicar os nossos salários e não aumentar os preços dos automóveis e ainda assim lucrar milhares de milhões de dólares”, disse ele durante uma apresentação online aos sindicalistas esta semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com informações da Associated Press e Yahoo Finance

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
QUEM SOFRE É A CERVEJA

Sinal de ressaca? Ambev (ABEV3) anuncia possível pressão em despesas e custos diante da volatilidade do dólar; entenda

4 de março de 2026 - 16:00

Alumínio, que é uma das matérias-primas da Ambev, também pode ficar mais caro em decorrência do conflito no Oriente Médio; empresa já vinha lidando com ambiente adverso

FEBRE DAS CANETAS

RD Saúde (RADL3) tem lucro abaixo do esperado no 4T25, mas ‘efeito Ozempic’ impulsiona ações

4 de março de 2026 - 14:58

Com 10% da receita vindo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, RD Saúde mostra que o peso das canetas emagrecedoras já impacta o balanço

ESTREIA NA BOLSA

Divisão de metais básicos da Vale (VALE3) quer estar pronta IPO até o meio do ano, diz CEO

4 de março de 2026 - 13:41

Após promessa de reorganização e corte de custos, a Vale Base Metals trabalha para deixar a operação pronta para uma eventual oferta pública antes do prazo inicialmente previsto para 2027

EFEITO DOMINÓ

A teia da Fictor só aumenta: Justiça inclui dezenas de empresas na recuperação judicial — e lista pode escalar ainda mais

4 de março de 2026 - 12:03

Perícia aponta fluxo financeiro pulverizado entre subsidiárias; juiz fala em confusão patrimonial e não descarta novas inclusões no processo.

SAÍRAM DA MESA

Shell e Cosan, controladores da Raízen (RAIZ4), abandonam negociações sobre injeção de capital na fabricante de etanol, diz agência

4 de março de 2026 - 11:20

Segundo a agência de notícias, a Shell ainda pretende prosseguir com a injeção de capital e apoiar a Raízen nas discussões contínuas com bancos e credores

MAIS DÍVIDA QUE CAIXA

Depois de perder quase um terço do valor, Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) diz que negociações com credores são construtivas

4 de março de 2026 - 11:02

Segundo o GPA, a reestruturação das dívidas não tem relação com as operações do dia a dia de sua rede de supermercados, ou ainda suas relações com fornecedores, clientes ou parceiros.

DEPOIS DA DILUIÇÃO MASSIVA

Adeus, lotes de 1 milhão de ações? Azul (AZUL53) quer que papel volte a valer R$ 1 e propõe grupamento de 150 mil para 1

4 de março de 2026 - 10:27

Proposta busca elevar o valor individual das ações para acima de R$ 1 e encerrar negociações em lotes de 1 milhão de papéis após a reestruturação financeira da companhia

DEMANDA MORNA?

Banco Pine (PINE4) testa apetite do mercado e capta R$ 245 milhões em follow-on que mirava até R$ 400 milhões; ações caem mais de 11%

4 de março de 2026 - 9:48

Captação ficou abaixo do potencial estimado pelo Pine; controlador absorveu fatia relevante da oferta

CHEGA VOANDO

Como funciona o serviço de delivery que une iFood e Embraer e promete entregar com drones em São Paulo

4 de março de 2026 - 7:31

Com apoio do iFood e da Embraer, a startup Speedbird Aero se prepara para expandir as operações e chegar na maior metrópole do país

AÇÃO DO MÊS

Dividendos na veia: ação de energia é a nova favorita dos analistas para investir em março; descubra qual é

4 de março de 2026 - 6:16

Após reestruturação e mudança de fase, empresa lidera ranking de recomendações de 10 corretoras; veja quem aposta no papel e por quê

DEMANDA ATENDIDA

BC libera compulsório para bancos socorrerem o FGC após rombo bilionário do Banco Master

3 de março de 2026 - 20:02

Com a nova resolução, o BC atende a um pleito do setor e permite que os bancos utilizem esse capital para financiar o FGC sem sacrificar o próprio caixa operacional

SALDO INSUFICIENTE

Justiça tenta bloquear R$ 7,32 milhões da Fictor, mas encontra contas praticamente zeradas

3 de março de 2026 - 18:01

Holding, assets e principais fundos do grupo retornaram com bloqueio zerado; recursos identificados somam R$ 360 mil e foram classificados como insuficientes

SINAL AMARELO

Crise na Oncoclínicas (ONCO3) começa a respingar no crédito: Fitch rebaixa CRIs expostos à empresa

3 de março de 2026 - 17:15

Agência corta notas de papéis emitidos por securitizadora que tem a rede de oncologia como devedora; entenda o rebaixamento

O MELHOR DOS DOIS MUNDOS

Dividendos gordos e crescimento no horizonte: a Copel (CPLE3) entrega os dois, diz Safra

3 de março de 2026 - 16:31

Com 25% da energia descontratada até 2028, elétrica pode capturar preços mais altos e ampliar crescimento

GATILHO IMPORTANTE

Prio (PRIO3) recebe sinal verde final para produzir em Wahoo — e isso pode destravar o pagamento de dividendos já em 2026

3 de março de 2026 - 15:50

Com licença do Ibama em mãos, petroleira conclui última etapa regulatória para iniciar produção no campo da Bacia de Campos; mercado agora volta os olhos para o impacto na geração de caixa e no potencial pagamento de dividendos

BOIA SALVA-VIDAS

O aguardado aporte vem aí: Shell está disposta a injetar R$ 3,5 bilhões na Raízen, diz jornal

3 de março de 2026 - 15:04

A Raízen, maior produtora global de açúcar e etanol de cana, está em dificuldades financeiras e precisa de uma injeção de capital de seus sócios para se manter de pé, avaliam especialistas

MAIS ENERGIA

Com todo o gás: J&F, dos irmãos Batista, recebe autorização para compra da Logás, de logística e distribuição do combustível

3 de março de 2026 - 12:43

A operação envolve a aquisição pela holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista de 90% das ações do capital social da Logás, que leva combustível a locais sem acesso a gasodutos

VEJA O RACIONAL DA OPERAÇÃO

Por que a RD Saúde (RADL3) decidiu dar ‘adeus’ à 4Bio Medicamentos? Veja os detalhes do negócio que deve movimentar R$ 600 milhões

3 de março de 2026 - 11:30

Venda da subsidiária marca reavaliação estratégica: empresa abre mão de negócio bilionário em receita para fortalecer caixa, reduzir despesas financeiras e elevar o retorno sobre o capital

ESTAVA DE SAÍDA DA B3

Kepler Weber (KEPL3), centenária do agro, diz que venda para a norte-americana GPT foi cancelada; ações derretem na bolsa

3 de março de 2026 - 11:01

Em fato relevante divulgado hoje (3), a companhia disse que os requisitos para a transação não foram cumpridos, em especial a assinatura do compromisso de voto entre a GPT e a gestora Trígono Capital, que tem 15,3% do capital da empresa.

TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Disparada do petróleo: Petrobras (PETR4) vai ficar para trás? “Lula vai segurar os preços o quanto puder”, diz economista

3 de março de 2026 - 10:21

O economista Adriano Pires, sócio fundador do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), explica o que esperar da Petrobras em meio à alta dos preços do petróleo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar