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GENTE NOVA

Vale (VALE3) traz o ex-braço direito de Elon Musk na Tesla para se desfazer de parte do negócio de metais básicos

Jerome Guillen comandou a linha de caminhões da Tesla até 2021 e ocupará uma cadeira no conselho da subsidiária da Vale

Fachada da Tesla, montadora de carros elétricos de Elon Musk
Imagem: Shutterstock

Numa grande batalha, a regra é contar com bons aliados. E foi assim que a Vale (VALE3) chamou Jerome Guillen, ex-braço direito de Elon Musk dentro da Tesla, para ajudar na venda de parte de sua divisão de metais básicos.

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O anúncio foi feito nesta sexta-feira (17) durante teleconferência com analistas para comentar o resultado do último trimestre de 2022 da mineradora.

Esse é o primeiro anúncio de um executivo para o conselho da Vale Base Metals, subsidiária que inclui as operações das minas de níquel e cobre da companhia, em atuação separada do segmento de minério de ferro.

Na Tesla, Guillen cuidava da unidade de caminhões da empresa, onde permaneceu durante 10 anos. Antes disso, foi presidente da área automotiva da companhia de Elon Musk, além de ter trabalhado na Daimler.

O executivo saiu da Tesla em 2021 e um dos boatos que circulam no mercado dão conta de que a saída foi motivada por divergências com o antigo parceiro de negócios, que começou a investir em coisas que faziam pouco sentido para o alto escalão da Tesla. O Twitter é o melhor exemplo.

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Mas por que a Vale (VALE3) precisa de um ex-Tesla?

A missão de Guillen e dos demais executivos da subsidiária da Vale (VALE3) não é simples — a venda da área de metais básicos é apontada como essencial para destravar valor da própria mineradora.

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Aparentemente, o mercado só voltará a apostar na Vale mediante essa negociação.

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Durante a teleconferência com analistas, o CEO da Vale, Eduardo Bartolomeo, afirmou que a companhia teve "progresso na venda minoritária nos metais básicos" — mas parece que o preço dado não está agradando.

Ele acrescentou, ainda, que pretende ter mais novidades sobre o tema ainda no primeiro semestre deste ano.

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Durante o bate-papo, o vice-presidente executivo de finanças e relações com investidores da Vale, Gustavo Pimenta, foi perguntado sobre o destino dos recursos levantados com essa operação, mas se limitou a dizer que buscará crescimento em novas plataformas relevantes para o negócio.

O executivo ainda disse que a geração de caixa da divisão de metais básicos está "subdimensionada", ao mesmo tempo em que a demanda por esses produtos e a indústria como um todo também não estariam precificadas adequadamente.

As últimas notícias sobre o tema relatam que a GM pode pagar até US$ 2 bilhões por parte da divisão de metais básicos da Vale. A montadora já estaria na segunda fase de um processo de licitação; seu interesse, claro, é na obtenção de uma fonte de cobre e níquel que sirva para sua produção de veículos elétricos.

Hoje, a Vale já fornece esses materiais para a própria Tesla; a japonesa Mitsui & Co e um fundo de investimentos da Arábia Saudita, entre outros, também estão interessados nessa divisão.

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A necessidade de separar os negócios de minério de ferro e de metais básicos surgiu a partir das projeções de que a demanda por cobre e níquel aumentarão consideravelmente nos próximos anos.

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