🔴 [EVENTO GRATUITO] COMPRAR OU VENDER VALE3? INSCREVA-SE AQUI

Ana Carolina Neira
Ana Carolina Neira
Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero com especialização em Macroeconomia e Finanças (FGV) e pós-graduação em Mercado Financeiro e de Capitais (PUC-Minas). Com passagens pelo portal R7, revista IstoÉ e os jornais DCI, Agora SP (Grupo Folha), Estadão e Valor Econômico, também trabalhou na comunicação estratégica de gestoras do mercado financeiro.
DESVENDANDO OS NÚMEROS

Vale (VALE3) tem balanço sólido, mas o mercado ainda prefere esperar para embarcar outra vez na mineradora — entenda os motivos

A Vale (VALE3) ainda depende de mais previsibilidade sobre o preço do minério e solução para a divisão de metais básicos para decolar outra vez

Ana Carolina Neira
Ana Carolina Neira
17 de fevereiro de 2023
15:25 - atualizado às 15:59
Imagem mostrando o logo da Vale (VALE3) numa parede branca; estágio
Vale (VALE3) - Imagem: Divulgação

O balanço da Vale (VALE3) divulgado na noite de quinta-feira (16) até veio um pouco melhor do que os números estimados pelos analistas, mas isso não quer dizer que o mercado vai correr em busca dos papéis da mineradora ou embarcar de vez em sua tese.

Isso porque, mais do que olhar esse retrato da reta final de 2022, os investidores querem mesmo é obter mais respostas sobre o futuro da empresa. E aí, sim, apostar em sua valorização. De maneira geral, esse foi o recado dos principais analistas após análise do balanço trimestral.

Parte desse reflexo já pode ser observado no pregão de hoje: por volta das 15h00, VALE3 recuava 0,37%, cotada a R$ 88,86. Longe de ser um tombo, mas mostrando que ninguém se animou demais com os dados revelados na véspera.

As primeiras impressões sobre o balanço da Vale (VALE3)

Em relatório, o JP Morgan — que rebaixou a recomendação da Vale há poucos dias — aponta que não espera revisões para os números da companhia após o balanço. Destacam, ainda, que os investidores permanecem receosos com as perspectivas para o preço do minério de ferro nos próximos meses, o que pode afastá-los do ativo.

"Ainda que a maioria acredite que os preços provavelmente cairão no médio prazo, as discussões são sobre se poderemos ver outro rali no curto prazo, antes que os preços comecem a se normalizar. Acreditamos que o sentimento e as perspectivas serão os principais impulsionadores das estimativas de lucros para 2023”, dizem os analistas.

Na semana passada, a equipe já havia comentado em relatório que a mudança de recomendação foi feita de olho no que pode ser classificado como um excesso de otimismo com o setor de mineração e siderurgia após a reabertura da China.

Para o JP Morgan, a Vale ainda vai se beneficiar deste evento, não há dúvidas, mas a leitura é de que o rali recente visto nos papéis já foi longe demais e não justifica compra neste momento.

O UBS BB também traz uma visão mais cautelosa e que demonstra o que o mercado gosta de chamar de "operar em compasso de espera".

Para os analistas do banco, o rali recente visto na precificação do minério de ferro é baseado em especulações sobre a reabertura da China e menos em fundamentos. Hoje, a equipe do banco tem projeções mais modestas para o preço da commodity — US$ 95 por tonelada até o fim de 2023, enquanto a própria Vale projeta um preço de US$ 109/tonelada para o fim deste ano.

Já a equipe da Genial Investimentos fala da reabertura da China como um “grande driver” para a empresa, de olho na maior demanda do principal cliente da Vale, mas reforça que ela deve ser mais fraca do que o mercado está imaginando.

Para eles, há especulação tanto nas projeções para o preço do minério quanto na alta recente das ações VALE3, impulsionadas por esse contexto.

Com isso, os analistas também rebaixaram a recomendação das ações de compra para manutenção há poucas semanas, com preço-alvo de R$ 105 — potencial de alta de 17,7% se considerado o fechamento anterior.

Por fim, a XP Investimentos avalia que a tese de longo prazo da Vale é atraente, o que justifica a recomendação de compra, mas que no curto prazo ainda há receios "com a discrepância da alta do preço do minério de ferro em relação a outras commodities (principalmente petróleo)."

A mineradora quer vender parte da divisão de metais básicos — mas a precificação não agrada

No mesmo relatório, a XP aponta que, além do monitoramento dos preços do minério, outro ponto essencial para observar em relação à Vale nos próximos meses é a monetização das operações de metais básicos.

Esse assunto já está no radar do mercado há meses — por enquanto, ninguém sabe o que a empresa pretende fazer com essa divisão, já que faz tempo que são discutidas uma possível abertura de capital ou também uma venda parcial dela.

Agentes do mercado apontam, inclusive, que somente uma solução definitiva para esta área da empresa seria capaz de destravar valor de fato para a mineradora, com a consequente valorização de suas ações na bolsa.

Durante teleconferência com analistas realizada na manhã desta sexta-feira (17), o CEO da Vale, Eduardo Bartolomeo, afirmou que a companhia teve "progresso na venda minoritária nos metais básicos" — mas parece que o preço dado não está agradando.

Ele acrescentou, ainda, que pretende ter mais novidades sobre o tema ainda no primeiro semestre deste ano.

Durante o bate-papo, o vice-presidente executivo de finanças e relações com investidores da Vale, Gustavo Pimenta, foi perguntado sobre o destino dos recursos levantados com essa operação, mas se limitou a dizer que buscará crescimento em novas plataformas relevantes para o negócio.

O executivo ainda disse que a geração de caixa da divisão de metais básicos está "subdimensionada", ao mesmo tempo em que a demanda por esses produtos e a indústria como um todo também não estariam precificadas adequadamente.

As últimas notícias sobre o tema relatam que a GM pode pagar até US$ 2 bilhões por parte da divisão de metais básicos da Vale. A montadora já estaria na segunda fase de um processo de licitação; seu interesse, claro, é na obtenção de uma fonte de cobre e níquel que sirva para sua produção de veículos elétricos.

Hoje, a Vale já fornece esses materiais para a Tesla; a japonesa Mitsui & Co e um fundo de investimentos da Arábia Saudita, entre outros, também estão interessados nessa divisão.

A necessidade de separar os negócios de minério de ferro e de metais básicos surgiu a partir das projeções de que a demanda por cobre e níquel aumentarão consideravelmente nos próximos anos.

Compartilhe

RESULTADO DO LEILÃO

Teste para a Sabesp? Em primeira privatização de Tarcísio, fundo arremata Emae por R$ 1 bilhão

19 de abril de 2024 - 19:51

Com ágio de 33,68%, o fundo arrematou a estatal e passará a gerir um ativo com 906 megawatts (MW) em geração hidrelétrica

RECUOU?

A explicação do ex-conselheiro da Vale (VALE3) após a acusação de interferência do governo na mineradora

19 de abril de 2024 - 19:41

O assunto voltou à tona na resposta a um ofício da CVM, que solicitou esclarecimentos sobre as recentes declarações de José Luciano Eduardo Penido

POR DENTRO DA OPERAÇÃO

Tchau, Vale (VALE3)? Por que a Cosan (CSAN3) vendeu 33,5 milhões de ações da mineradora

19 de abril de 2024 - 19:28

A Cosan também quitou R$ 2 bilhões do saldo remanescente do endividamento e liquidação dos derivativos atrelados às ações da Vale

Cura até coração partido

E agora, Ozempic? Caneta emagrecedora Zepbound se mostra promissora no tratamento da apneia do sono

19 de abril de 2024 - 18:45

De acordo com dados preliminares de ensaios clínicos, a Zepbound foi mais eficaz que um placebo na redução da gravidade da apneia obstrutiva do sono

REPORTAGEM ESPECIAL

Petz (PETZ3) mira fórmula “Raia Drogasil” em fusão com a Cobasi, mas mercado ainda é cético com modelo de negócios

19 de abril de 2024 - 15:35

Fundador da Petz, Sergio Zimerman falou sobre a fusão em teleconferência com analistas, que não contou com a presença de ninguém da Cobasi

RECICLAGEM DE ATIVOS

Log (LOGG3) garante mais de R$ 500 milhões para o caixa com nova venda de galpões para fundo do BTG

19 de abril de 2024 - 10:57

Vale relembrar que o FII foi criado justamente para investir nos imóveis da companhia e já havia comprado cinco outros galpões da Log no ano passado

NEGÓCIO ANIMAL

Petz (PETZ3) e Cobasi selam acordo para fusão que cria gigante do mercado pet; ações disparam mais de 40% na abertura na B3

19 de abril de 2024 - 8:19

Juntas, Petz e Cobasi formarão rede de 483 lojas e faturamento de aproximadamente R$ 6,9 bilhões. Cada rede terá 50% do negócio combinado

NA QUINTA TENTATIVA

Credores aprovam plano de recuperação judicial da Oi (OIBR3) após assembleia se estender até madrugada; veja detalhes

19 de abril de 2024 - 7:17

O documento obteve o aval de 79,87% dos credores presentes no encontro desta quinta-feira (18)

DINHEIRO NO BOLSO

CCR (CCRO3) e Vibra (VBBR3) anunciam mais de R$ 1,2 bilhão em dividendos; confira o cronograma de pagamento de cada uma das companhias

18 de abril de 2024 - 18:32

O maior valor será distribuído pela Vibra, que pagará R$ 676 milhões em duas parcelas; já a CCR depositará R$ 536 milhões na conta dos acionistas

O 'X' DA QUESTÃO

Dividendos da Petrobras (PETR4): governo pode surpreender e levar proposta de pagamento direto à assembleia, admite presidente da estatal

18 de abril de 2024 - 18:03

Jean Paul Prates admitiu a possibilidade de que o governo leve uma proposta de pagamento diretamente à assembleia de acionistas

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar