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Embora os papéis estejam caindo na B3 e em Nova York, tem um banco que está otimista com o setor e recomenda a compra da empresa de meio de pagamentos; entenda as razões dessa indicação
A Stone (STOC31) viu o lucro líquido ajustado subir 477% no segundo trimestre em base anual. Além disso, superou as previsões para lucro por ação pela quinta vez seguida e, mesmo assim, as ações da empresa de meio de pagamentos chegaram a cair 8% nesta quinta-feira (17) em Nova York.
O que explica o comportamento dos papéis da fintech brasileira é a nova avaliação do Goldman Sachs. O banco aponta tendências fracas para o volume total de pagamentos (TPV) da Stone e receitas líquidas ligeiramente abaixo do esperado — um entendimento que leva o banco a manter cautela no setor como um todo.
Diante desse cenário, o Goldman reafirmou a recomendação neutra para os papéis da Stone, mas elevou o preço-alvo de US$ 12 para US$ 13,70 — o que representa um potencial de valorização de apenas 2,32% em relação ao fechamento de quarta-feira (16).
Por volta de 13h20, os papéis da Stone caíam 7,20% em Nova York, cotados a US$ 12,38. Na B3, os BRDs STOC31 baixavam 7,13%, cotados a R$ 61,90. Confira a nossa cobertura de mercados ao vivo.
O Citi tem uma visão completamente diferente sobre a Stone. Segundo o banco, o crescimento do lucro por ação superou as projeções pela quinta vez consecutiva, e isso pode reduzir a cautela dos investidores com relação ao nome e ao setor.
Com isso em vista, o Citi reiterou recomendação de compra/alto risco para Stone, com preço-alvo de US$ 17 — o que representa um potencial de valorização de 27,4% sobre o fechamento do dia anterior.
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"Já somos compradores de Stone há algum tempo, e achamos que a postura excessivamente cautelosa dos investidores prejudicou o desempenho das ações, o que agora pode começar a mudar", diz o Citi em relatório.
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A Stone encerrou o segundo trimestre com um lucro líquido ajustado de R$ 322 milhões, uma alta de 477% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 36% na comparação com o primeiro trimestre deste ano.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 1,4989 bilhão, um aumento de 46% em base anual. Um desempenho que a Stone atribuiu à alta das receitas e também ao aumento da eficiência das operações.
A receita líquida da companhia, que inclui tanto as atividades de adquirência quanto as de software, alcançou R$ 2,954 bilhões, um crescimento de 28,2% em um ano. A Stone atribuiu o desempenho ao aumento da participação de mercado no segmento de micro, pequenas e médias empresas.
Segundo o Citi, o resultado foi impulsionado por menores custos de serviços e despesas com vendas, embora a receita também tenha ficado um pouco acima da expectativa.
O Itaú BBA, por sua vez, disse que o balanço correspondeu às expectativas e ressaltou a tendência positiva de ganho de participação de mercado e melhora da rentabilidade.
“As despesas financeiras aumentaram neste trimestre, principalmente porque a empresa manteve uma posição de caixa maior”, diz o Itaú BBA.
Os resultados foram bons no geral, segundo o banco, mas neutros para ações negociadas a cerca de 16x P/L (preço sobre o lucro) ajustado para 2024. O Itaú BBA reafirmou a recomendação neutra para as ações da Stone, com preço-alvo de US$ 11 — o que representa uma desvalorização de 18% em relação ao último fechamento.
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