BRB confirma que governo do DF irá capitalizar o banco com 12 imóveis públicos, levantar até R$ 2,6 bilhões e garantir liquidez financeira
Segundo o governo, os imóveis poderão servir como garantia para a captação de recursos, principalmente num possível empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)

O Banco de Brasília (BRB) emitiu comunicado nesse sábado (21) sobre a proposta de capitalização da instituição financeira encaminhada pelo governo do Distrito Federal à Câmara Legislativa do DF. O governo do DF é o acionista controlador do BRB.
O projeto de lei autoriza o uso de 12 imóveis públicos para reforçar o caixa do Banco de Brasília (BRB), para levantar ao menos R$ 2,6 bilhões para recompor as perdas com a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master.
Segundo a nota, o plano é parte de um esforço mais amplo para garantir a liquidez e fortalecer o capital do banco, que enfrenta crise de confiança pelo envolvimento no caso Master.
“O objetivo prioritário é assegurar robustez dos indicadores financeiros do Banco e garantir a continuidade dos serviços prestados à sociedade”, diz o BRB, e proteger "serviços que impactam diariamente na vida de milhões de brasilienses”.
De acordo com a nota, a proposta estará em consonância com as normas do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central e deve observar a legislação aplicável, além dos princípios de “legalidade, eficiência, economicidade, transparência e governança”.
A necessidade de aporte ganhou força após o Banco Central sinalizar que pode impor restrições ao BRB caso não haja recomposição de capital até a divulgação do próximo balanço, em 31 de março. Entre as possíveis medidas estão limitações operacionais e impedimento de expansão de negócios.
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Como os imóveis públicos podem ser usados
Segundo o governo, os bens poderão servir como garantia para a captação de recursos, principalmente num possível empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A medida não implica necessariamente a venda imediata do patrimônio. Os imóveis, que podem ser transferidos ao banco estatal, seriam usados para reduzir os riscos aos credores com eventuais inadimplências e diminuir os juros dos empréstimos ao BRB.
Entre os imóveis citados estão o Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad), em Taguatinga, e terrenos no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), no Parque do Guará, no Lago Sul, na Asa Norte e no Setor Habitacional Tororó (área próxima à Papuda).
As áreas pertencem a estatais locais como Terracap e Novacap.
O que diz o BRB
“O banco segue operando normalmente, com solidez, transparência e governança reforçada, mantendo diálogo constante com o Banco Central e demais órgãos de controle”, destaca o BRB, que conclui prometendo manter comunicação transparente com o mercado e a sociedade.
Como mostrou o Estadão, o projeto de lei prevê que o aumento de capital do BRB pode ocorrer via aporte patrimonial, venda de bens públicos com destinação do dinheiro arrecadado para o BRB e “outras medidas juridicamente admitidas que atendam às normas do sistema financeiro nacional.”.
Plano do BRB
No início e fevereiro, o BTB apresentou seu próprio plano de capitalização. Como resposta, as ações chegaram a cair 20%.
Em comunicado, o Banco de Brasília afirmou que eventuais aportes de capital só serão definidos após a conclusão das investigações em andamento. Além de não divulgar valores, a instituição não detalhou quais medidas do plano serão efetivamente executadas.
O BRB declarou que se trata de um conjunto de ações preventivas, com horizonte de implementação de até 180 dias, voltadas à preservação da sustentabilidade da instituição e à proteção de clientes, investidores e parceiros.
Com Money Times e Agência Brasil.
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