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VENDE TUDO?

São Carlos (SCAR3), empresa de imóveis de Lemann, vende edifícios para fundo imobiliário por R$ 865 milhões; saiba mais

São Carlos pertence aos mesmos empresários donos da Americanas e já vinha vendendo uma série de ativos

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19 de setembro de 2023
20:33
O bilionário brasileiro Jorge Paulo Lemann
O bilionário brasileiro Jorge Paulo Lemann - Imagem: Valéria Gonçalves/Estadão Conteúdo

Já faz algum tempo que a São Carlos (SCAR3) - empresa de investimento e administração de imóveis que nasceu no bojo das Americanas e pertence aos empresários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, - vem fazendo venda de ativos para sair do vermelho.

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Desta vez, a companhia anunciou a venda de quatro empreendimentos comerciais para um fundo de investimentos por R$ 856 milhões.

Os imóveis são em São Paulo e no Rio de Janeiro:

  • Edifícios Centro Empresarial Botafogo  
  • Morumbi Office Tower
  • Corporate Plaza - Corporate 
  • Alameda Santos 2477

Segundo a São Carlos, eles somam 58.875 m² de área bruta locável (ABL).

Como será o recebimento do montante pela São Carlos

A companhia informou que 42,5% do valor total será recebido em uma primeira parcela na assinatura da escritura de compra e venda dos imóveis.

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Já 9% será na segunda parcela em até 12 meses, contados da escritura e corrigido pelo índice de inflação IPCA. 

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Outros 48,5% do valor serão pagos na parcela final em até 24 meses a partir da assinatura da escritura, também corrigido pelo IPCA. 

A estrutura da operação ainda considera a retenção de 5,5% do valor da primeira parcela para “fins de renda mínima garantida” para o fundo. 

A parcela final, por sua vez, poderá contar com o pagamento de até 18,7% do valor da transação por meio de cotas do fundo. 

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A companhia não revelou o nome do fundo comprador no fato relevante arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no qual anunciou a venda.

Como fica a São Carlos após a venda?

A companhia ainda informou que o cap rate da venda (a taxa de retorno que uma propriedade vai gerar com base no seu valor de mercado atual) é de 7,4%, considerando a receita de locação dos contratos vigentes. 

Com a venda, a Taxa Interna de Retorno (TIR) real após impostos do portfólio da companhia será de 27,3% ao ano. O valor da transação também é 14,6% abaixo do NAV (valor líquido do ativo).

Com a conclusão da venda, que ainda precisa ser efetivada, o portfólio da São Carlos passará a ter 95 imóveis, com ABL própria de 398,2 mil m² e valor de mercado avaliado em R$ 4 bilhões.

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PODCAST TOUROS E URSOS - O que vai ser, Campos Neto? As apostas do mercado para a decisão do Banco Central sobre a Selic

Reciclagem de portfólio

Pelo menos desde o ano passado, quando registrou prejuízo, a São Carlos vem vendendo uma série de imóveis.

Em 2022, foram oito imóveis, todos eles locados para a Lojas Pernambucanas — os pontos comerciais estavam localizados em Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. As operações renderam à companhia R$ 91,4 milhões.

"A reciclagem de ativos é parte importante do modelo de negócios da Companhia e fonte de recursos para o crescimento", foi dito na época.

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