Petrobras (PETR4) não irá recomprar Refinaria de Mataripe do fundo árabe Mubadala, diz Prates
Ele disse que a Petrobras mantém conversas com o grupo privado para um "projeto maior", que envolve um projeto ligado à produção de biocombustíveis no futuro

O presidente da Petrobras (PETR3/PETR4), Jean Paul Prates, disse nesta quarta-feira (13) que a empresa não vai recomprar a Refinaria de Mataripe do grupo Mubadala, do Fundo Soberano de Abu Dhabi. Aquele mesmo que investe no Burguer King no Brasil e na rede BlueFit de academias.
Ele disse que a Petrobras mantém conversas com o grupo privado para um "projeto maior", que envolve um memorando de entendimentos para um projeto ligado à produção de biocombustíveis no futuro.
Prates fez os comentários durante o leilão de áreas exploratórias para o regime de concessão.
No mês passado, no fim da apresentação do plano estratégico da Petrobras para o quinquênio 2024-2028, Prates havia indicado que a recompra era sim uma possibilidade.
Renegociações da Petrobras
Nesta quarta, ao mesmo tempo em que negou tratativas do tipo com relação à Mataripe, Prates negou qualquer tentativa relacionada à Refinaria da Amazônia, comprada da Petrobras pelo Grupo Atem.
"Não há nada com a Refinaria da Amazônia. A Reman é da Atem. Assim como Mataripe é do Mubadala", disse Prates em tom definitivo.
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Além disso, no final de novembro, a estatal rescindiu o contrato de venda da refinaria Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor).
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Desinvestimento
O programa de desinvestimento da estatal faz parte do acordo com o Cade, firmado em 2019, que inclui oito refinarias. A primeira que foi vendida foi a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), localizada na Bahia.
A Petrobras também chegou a fechar acordo para a venda da Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará, mas rescindiu o contrato neste ano.
Ainda há outras cinco refinarias previstas no programa, mas a estatal já indicou que não pretende mais se desfazer delas:
- Refinaria Abreu e Lima (Rnest), Pernambuco;
- Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná;
- Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná;
- Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais;
- Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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