O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Fatia da varejista brasileira equivale a pouco mais de R$ 50 milhões; mas, para o JP Morgan, valor é baixo e pouco reduz o endividamento da empresa
O Grupo Pão de Açúcar (GPA - PCAR3) deu mais um passo importante na sua estratégia de venda de ativos para reequilibrar o balanço e aceitou vender sua fatia na Cnova para seu acionista controlador, o Casino, concluindo uma negociação iniciada em setembro.
Trata-se de uma participação societária indireta, que corresponde a 34% do capital social total da companhia.
Em fato relevante arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Pão de Açúcar informa que seu Conselho de Administração aprovou, no último dia 25 de novembro, a venda da totalidade da sua participação na Cnova para o Casino por 10 milhões de euros, o equivalente a R$ 53,5 milhões, na cotação de 24 de novembro.
A transação, assim, avalia 100% da Cnova em 29,4 milhões de euros, ou R$ 157,4 milhões na cotação de 24 de novembro.
"O Comitê Especial Independente trabalhou com assessores financeiros e jurídicos independentes, tendo embasado a sua recomendação de aprovação da Transação ao Conselho de Administração em Fairness Opinion emitida pelo Banco BTG Pactual S.A., que atestou sobre a razoabilidade dos termos econômicos da Transação, tendo concluído que seus termos são justos e equitativos para todos os acionistas da Companhia", diz o fato relevante.
O valor será pago em duas parcelas, sendo a primeira à vista, representando 80% do total devido, o equivalente a 8 milhões de euros, ou R$ 42,8 milhões na cotação de 24 de novembro. Já os 2 milhões de euros restantes (R$ 10,7 milhões, na cotação da mesma data) serão pagos até 30 de junho de 2024.
Leia Também
Com a conclusão da transação, o Casino passará a deter uma participação societária de 98,8% do capital social total da Cnova. A liquidação ocorrerá em 30 de novembro de 2023.
As ações do Pão de Açúcar (PCAR3) amanheceram em leve alta, registrando ganho de 0,84% próximo das 11h, cotadas a R$ 3,59. Acompanhe nossa cobertura completa de mercados.
Além dos valores das duas parcelas, foi acordado ainda o pagamento de uma parcela variável (equalization payment, no jargão de mercado) no caso de uma transação subsequente envolvendo a venda da participação detida pelo Casino na Cnova ou mesmo uma reorganização societária da Cnova no prazo de 18 meses a partir da data de liquidação.
O objetivo dessa parcela variável é possibilitar ao Pão de Açúcar ser beneficiado por uma possível valorização da Cnova numa venda posterior efetuada pelo Casino. Tal transação é provável, pois os franceses têm interesse em se desfazer da sua fatia na empresa.
O cálculo do equalization payment considera, entre outros fatores, a diferença entre o valor pelo qual a Cnova está sendo avaliada na atual venda da participação do Pão de Açúcar para o Casino (29,4 milhões de euros) e seu valor de avaliação numa possível venda futura.
Assim, caso o Casino consiga vender a Cnova futuramente por um valor maior que os 29,4 milhões de euros da avaliação atual, o Pão de Açúcar terá direito a receber a quantia correspondente a essa valorização referente à sua participação atual de 34% na companhia.
O Pão de Açúcar terá direito a 100% da diferença entre o valor atual da sua fatia e o valor dela em uma possível venda futura caso a transação seja realizada dentro de 12 meses a partir da liquidação da venda da sua participação para o Casino.
Caso a transação subsequente seja feita entre o 13º e o 15º mês, a varejista brasileira terá direito apenas a 75% da valorização da sua antiga fatia. O percentual cai para 50% caso tal venda futura seja feita apenas entre o 16º e o 18º mês.
"A conclusão dessa Transação marca mais uma etapa na redefinição do perímetro de atuação da Companhia, focado exclusivamente em suas operações brasileiras", conclui o fato relevante.
Na avaliação do JP Morgan, a venda da participação do Pão de Açúcar na Cnova para o Casino é positiva para o processo de desalavancagem da companhia brasileira, mas o valor veio abaixo do esperado pelos analistas do banco, que estimavam uma cifra de cerca de R$ 140 milhões, considerando que o GPA teria algum poder de barganha na negociação.
Os analistas do JP Morgan também não acreditam que a cifra de 10 milhões de euros seja capaz de fazer muito pelo endividamento do Pão de Açúcar. Eles lembram que o valor representa apenas 2% da dívida consolidada da companhia no terceiro trimestre de 2023.
Para o banco, a situação da varejista ainda é preocupante, pois os lucros e fluxo de caixa devem permanecer fracos dada a alta alavancagem, que ainda se manteria em níveis desconfortáveis mesmo que o Pão de Açúcar consiga vender todos os ativos dos quais planeja se desfazer. Os analistas não descartam nem mesmo que um aumento de capital possa se fazer necessário.
A venda da fatia na Cnova se segue a outras medidas de reestruturação tomadas recentemente pelo Pão de Açúcar, como a cisão e posterior venda da sua participação na rede varejista colombiana Éxito.
O JP Morgan mantém recomendação Neutra para PCAR3.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
Na nova fase anunciada na noite de quarta-feira (12), o Magalu coloca a inteligência artificial no centro da estratégia — e Fred Trajano diz ter resolvido, via WhatsApp da Lu, um problema que nem a OpenAI, dona do ChatGPT, conseguiu
Negócio envolve fundo que detém mais de 23% das ações ordinárias da geradora de energia; veja os detalhes da transação
Agência vê risco de inadimplência restrita após empresa iniciar negociações com credores para prorrogar pagamentos de dívida
O presidente-executivo da companhia aérea Gol (GOLL54), Celso Ferrer, afirmou que alta do petróleo deve ser repassado aos preços das passagens
Companhia distribuirá R$ 177,6 milhões em proventos referentes ao primeiro trimestre de 2026. Saiba quando a remuneração vai pingar na conta
Empresa inicia ciclo focado em inteligência artificial. Intenção é acelerar no e-commerce, mas sem comprar briga por preços
O Magazine Luiza reportou lucro líquido de R$ 131,6 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 55% na comparação anual, pressionado pelo avanço das despesas financeiras em meio aos juros elevados
As maiores reestruturações da história recente ajudam a explicar como o ambiente financeiro mais duro tem afetado até grandes companhias brasileiras
A CSN reiterou seus esforços de melhorar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem financeira daqui para a frente, mas esse caminho não será fácil
“A recuperação de sua divisão de mercadorias continua sendo sustentada por melhorias nas estratégias de precificação, maior assertividade nas coleções e gestão de estoques mais eficiente”, destacaram os analistas do Safra
O banco defende que o Mercado Livre ainda é considerado uma boa tese de longo prazo, mas não deve refletir suas qualidades nos preços da ação em 2026
A Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página de sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em 2024? A resposta não é tão simples.
Resultado negativo chega a R$ 721 milhões no quarto trimestre, enquanto empresa tenta reorganizar dívidas
O plano da Raízen poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária
Receita cresce, margens avançam e varejista ganha participação de mercado em meio a avanços no plano de reestruturação
O banco tinha recomendação de venda para o papel, enquanto a agência de classificação de risco rebaixou a nota de crédito da varejista em moeda local de CCC para C
Itaú BBA e Santander mantêm visão positiva para a empresa, citando o ciclo global de investimentos em redes elétricas, mas apontam riscos e pressões no horizonte mais próximo
Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fabio Itikawa diz que empresa entra em 2026 mais eficiente, menos alavancada e pronta para atrair investidores
A companhia é afetada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com custos do combustível e de frete na linha de frente dos impactos