Novas ‘canetas do emagrecimento’ podem ajudar uma farmacêutica a se tornar a próxima empresa trilionária dos EUA
Para o investidor bilionário Ken Langone, o sucesso de medicamentos como o Mounjaro pode fazer a Eli Lilly atingir US$ 1 trilhão em valor de mercado

O sucesso do mercado de “canetas do emagrecimento” pode fazer a farmacêutica Eli Lilly se tornar a próxima empresa trilionária de Wall Street — e quem diz isso é o investidor bilionário Ken Langone.
“Acho que a Eli Lilly será a primeira empresa farmacêutica de um trilhão de dólares da história”, disse o investidor à CNBC. Atualmente, a farmacêutica é avaliada em US$ 555,12 bilhões (R$ 2,73 trilhões, nas cotações atuais).
A aposta de Langone tem base no forte desempenho de seus medicamentos para diabetes e obesidade Mounjaro e Zepbound. Para o bilionário, a ação da Eli Lilly sofreu os “efeitos colaterais positivos” dos remédios e já disparou mais de 62% em 2023.
Na visão de Langone, o futuro positivo da Lilly também está relacionado a sua liderança anterior, com o antigo CEO John Lechleiter.
"Nos anos sombrios, quando tudo estava desabando, ele foi firme em seu compromisso de gastar o dinheiro em P&D [pesquisa e desenvolvimento, em português] e proteger os dividendos."
“Ele simplesmente disse ‘não estamos reduzindo a pesquisa e o desenvolvimento, mas vamos nos concentrar e garantir que obteremos o melhor retorno possível do investimento’. E eles fizeram isso.”
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Vale destacar que o empresário norte-americano é acionista de longa data da Eli Lilly e afirmou que a empresa era sua principal escolha desde 2015.
As “canetas do emagrecimento” da Eli Lilly
A Eli Lilly possui duas “canetas do emagrecimento”: o Mounjaro e o Zepbound.
O Mounjaro foi aprovado pela FDA (agência regulamentadora de alimentos e medicamentos nos EUA) em maio de 2022 para o tratamento da diabetes tipo 2.
Acontece que a medicação também vinha sendo usada de forma “off label” — isto é, fora das recomendações da bula — para o tratamento do sobrepeso e obesidade.
Isso porque a caneta ajudava na regulação do apetite e aumenta a saciedade, fazendo com que parte dos pacientes registrassem uma considerável perda de peso como efeito secundário da medicação.
Apesar do efeito secundário de perda de peso, a FDA não havia aprovado o uso do medicamento para tratamento de obesidade.
Por isso, a Lilly lançou o Zepbound, o mesmo medicamento, mas com nome diferente para o uso em pacientes obesos.
A nova caneta recebeu o aval da reguladora no mês passado para tratamento de obesidade crônica.
*Com informações da Business Insider.
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