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Conforme o anunciado em novembro, a companhia finalizou o processo com a Aurelis; o valor da operação não foi confirmado
Anunciou e cumpriu! A Natura (NTCO3) informou na noite desta sexta-feira (29), último dia útil do ano, que concluiu a venda da divisão de cuidados com o corpo The Body Shop.
Em 14 de novembro, a companhia havia anunciado a assinatura de um acordo vinculante com o Aurelius Investment Advisory Limited, com a previsão de conclusão da transação até 31 de dezembro.
Em comunicado, a Natura reiterou que a operação fortalece os esforços da empresa em otimizar e simplificar seus negócios, “além de enfatizar seu foco em prioridades estratégicas, especialmente a integração da Natura e da Avon na América Latina”.
A companhia, por sua vez, não confirmou o valor movimentado na operação. Mas, a expectativa é de que a Natura tenha embolsado cerca de 207 milhões libras (R$ 1,25 bilhão) com a venda da The Body Shop, conforme anunciado no mês passado.
Desde o fim de agosto, a Natura (NTCO3) manifestou a intenção de “explorar alternativas estratégicas” para a The Body Shop, o que poderia incluir uma potencial venda da marca.
Na época, segundo a imprensa estrangeira, existiam três interessados na compra: a Elliot Advisors, a Alteri Investors e a Epiris.
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O Aurelius é um grupo de investimento focado na criação de valor “através da melhoria operacional de empresas com potencial de desenvolvimento”, segundo a companhia.
O grupo possui escritórios na Alemanha e no Reino Unido e conta com recursos de caixa líquidos para investimentos de mais de 200 milhões de euros.
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A história da Natura com a The Body Shop começou há seis anos, quando a companhia adquiriu a rede de cuidados com o corpo da L’Oréal por cerca de 1 bilhão de euros.
Na época, a aquisição foi considerada “um passo decisivo para a fundação de um grupo de cosméticos”, que reuniria a Aesop, a Natura e a The Body Shop.
Porém, a Natura decidiu mudar de estratégia para fazer caixa e reequilibrar as contas — e a possibilidade de venda da The Body Shop ganhou força após a troca no comando da unidade de negócios.
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Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4