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A prévia operacional havia mostrado que o segmento de incorporação deu um salto de 54% nas vendas líquidas, para R$ 2,2 bilhões no período
As vendas da MRV (MRVE3) dispararam 54% no terceiro trimestre com o novo Minha Casa Minha Vida, mas o desempenho não foi o suficiente para garantir que o conglomerado encerrasse o período no azul.
Nesta quarta-feira (8), a MRV&Co — que reúne MRV, Sensia, Luggo, Urba e Resia — reportou prejuízo líquido consolidado de R$ 136,5 milhões entre julho e setembro deste ano. O resultado é uma reversão do lucro de R$ 2 milhões registrado no mesmo período de 2022.
Todas as operações da MRV&Co tiveram prejuízo no terceiro trimestre do ano:
O grande vilão das perdas do grupo no período foi o resultado financeiro — saldo entre receitas e despesas financeiras —, que gerou uma despesa de R$ 128,8 milhões na comparação com uma receita de R$ 113,8 milhões no mesmo período do ano anterior.
Nessa conta estão a operação de recompra de ações da MRV via derivativos de R$ 34,6 milhões e a marcação a mercado de dívidas, uma operação de R$ 55 milhões. As perdas na venda de terreno em Curitiba também pesaram no resultado financeiro da MRV.
Mas nem todo o desempenho do grupo MRV foi negativo no terceiro trimestre. Graças ao volume recorde de venda de imóveis, a receita operacional líquida consolidada totalizou R$ 1,973 bilhão — o que representa uma alta de 16,4% em base anual.
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Além disso, desconsiderando itens não recorrentes do resultado financeiro, a companhia passa a um lucro líquido ajustado de R$ 22 milhões no período, revertendo um prejuízo de R$ 51 milhões entre julho e setembro do ano anterior.
A margem bruta da MRV também melhorou: chegou a 23,4%, uma alta de 4,5 pontos porcentuais. A receita operacional líquida atingiu R$ 1,926 bilhão, alta de 17,7% em base anual.
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