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A varejista afirmou que segue focada “no processo de ajuste e aprimoramento efetivo do seu modelo de negócios”
A varejista Marisa (AMER3) informou, no último sábado (29), que o plano de capitalização de R$ 90 milhões da MPagamentos foi aprovado e homologado pelo Banco Central em 25 de abril.
O plano de capitalização do braço de serviços financeiros da Marisa prevê a emissão de debêntures subscritas pelos acionistas controladores, que viabiliza o reenquadramento da MPagamentos nos índices regulatórios e prudenciais.
Em fevereiro, em meio ao esforço para renegociar cerca de R$ 600 milhões em dívidas com bancos, a empresa nomeou o economista João Pinheiro Nogueira Batista como presidente e diretor de relações com investidores.
Neste domingo (30), uma assembleia geral ordinária aprovou a nova composição do Conselho de Administração.
São cinco membros efetivos com mandato de dois anos: Marcio Luiz Goldfarb, Ricardo Goldfarb, Nogueira Batista, Luis Paulo Rosenberg e Paulo Sérgio da Silva. Os dois últimos foram aprovados como membros independentes do colegiado.
A apreciação do relatório da administração, as contas dos administradores e cópias das demonstrações financeiras 2022, além da proposta de destinação do resultado relativo ao mesmo exercício, ficaram para uma próxima assembleia a ser convocada pela empresa.
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"A Companhia continua focada no processo de ajuste e aprimoramento efetivo do seu modelo de negócios, assim como de sua estrutura de capital. Respaldada nos seus pilares econômicos, no fortalecimento da sua governança e de seus controles internos, a Companhia está focada na preparação para sua entrada em um ciclo sustentável de geração de valor para seus acionistas e stakeholders em geral", diz o comunicado da companhia.
No fato relevante, a companhia também informou que divulgou os resultados financeiros de 2022 sob a auditoria da Ernst & Young (E&Y).
A Marisa registrou com prejuízo de R$ 519 milhões em 2022.
Segundo a empresa, as demonstrações financeiras confirmaram os ajustes para aprimoramento contábil já incorporados no balanço divulgado em 31 de março e incluem novos ajustes, como o provisionamento de crédito tributário na MCartões no valor de R$ 80,3 milhões e a revisão de IFRS 9, resultando em baixa de carteira de R$27,7 milhões.
Ainda de acordo com a varejista, a Marisa "passou neste período por um profundo e completo processo de auditoria" pela E&Y, em conjunto com um processo de investigação independente coordenado pelo Lefosse Advogados e integrado pela Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes.
Vale lembrar que a Marisa segue em processo de reestruturação da companhia, com um montante de dívidas aproximado de R$ 600 milhões.
*Com informações de Broadcast/Estadão
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