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BALANÇO

Tem dividendo? Tem, sim senhor. Itaúsa (ITSA4) fará pagamento milionário de proventos mesmo após trimestre mais difícil

A holding que controla o Itaú Unibanco teve um lucro 18,7% menor entre outubro e dezembro do ano passado, mas no ano de 2022 como um todo, o resultado é o maior da série histórica

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20 de março de 2023
20:17 - atualizado às 20:24
Itaúsa (ITSA4), holding dos controladores do Itaú
Itaúsa (ITSA4) holding dos controladores do Itaú - Imagem: Shutterstock

A Itaúsa (ITSA4) registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,360 bilhões no quarto trimestre de 2022. O resultado representa uma queda de 18,7% em relação ao mesmo período de 2021. 

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No ano como um todo, a holding que controla o Itaú Unibanco e empresas como a Alpargatas viu o lucro líquido subir 13,7% em relação a 2021, para R$ 13,674 bilhões - o maior resultado da série histórica.

Além do banco, que anunciou um lucro de R$ 7,7  bilhões no mês passado, a Itaúsa se beneficiou dos ganhos da empresa de materiais de construção Dexco no trimestre.

Por outro lado, a queda no resultado da recém adquirida CCR e da empresa de gasodutos NTS pesaram contra o resultado nos três meses encerrados em dezembro de 2022.

Desta forma, a holding entregou uma rentabilidade sobre o patrimônio (ROE) de 18,5%, queda de 7,1 pontos percentuais na comparação com o quarto trimestre do ano passado. No ano, o ROE foi de 20%, estável com relação a 2021.

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CCR e XP marcam o ano de 2022

O ano de 2022 da Itaúsa foi marcado pela conclusão da aquisição de 10,33% da CCR pelo valor de R$ 2,9 bilhões. O negócio, finalizado em setembro do ano passado, foi financiado em grande parte por meio da 5ª emissão de debêntures.

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Com a aquisição, a Itaúsa passou a indicar dois membros ao conselho de administração e compor o bloco de controle da CCR com iguais direitos aos demais signatários do Acordo de Acionistas, além de indicar um membro para cada um dos seus seguintes Comitês de Assessoramento:

  • Estratégia
  • Gente e ESG
  • Auditoria, Compliance e Riscos

Enquanto a CCR chegava ao portfólio de empresas da Itaúsa, a holding se desfazia de ações XP. No ano passado, a empresa vendeu de 41 milhões de ações da corretora, ou 7,1% do capital, pelo preço médio de R$ 114 por ação — um total de R$ 4,7 bilhões.

As vendas geraram impacto positivo de R$ 2,6 bilhões no resultado do ano da Itaúsa, líquidos de impostos. Dessa forma, a holding passou a deter diretamente 6,55% (desconsiderando as ações em tesouraria) do capital total da XP e 2,30% de seu capital votante.

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Apesar das alienações, a Itaúsa manteve seus direitos definidos no Acordo de Acionistas da XP, incluindo a indicação de membros ao Conselho de Administração e Comitê de Auditoria da XP.

Dividendos: a Itaúsa vai pagar JCP 

Junto com os resultados, a Itaúsa anunciou o pagamento de proventos no valor total de R$ 750 milhões bruto ou R$ 637 milhões líquidos.

A holding disse que seu conselho de administração aprovou juros sobre o capital próprio (JPC) no valor de R$ 0,0773 por ação, que serão imputados ao dividendo do exercício de 2023.

Como no caso de JCP há a incidência de 15% de imposto de renda retido na fonte, o valor líquido do provento é de R$ 0,065705 por ação. 

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O pagamento acontecerá até 31 de agosto de 2023, com base na posição acionária final do dia 23 de março de 2023.

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