A pedido do Itaú: TJ-SP dá cinco dias para Americanas (AMER3) apresentar documentos sobre situação financeira
A varejista deve apresentar demonstrações financeiras das empresas do grupo, balanços, balancetes, livros fiscais e relatórios de auditoria dos últimos cinco anos

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou prazo de cinco dias para que a Americanas (AMER3) apresente uma série de documentos sobre sua situação financeira nos últimos cinco anos.
A decisão veio em ação protocolada pelo Itaú Unibanco, que havia pedido um prazo menor, de 48 horas, para que a companhia fornecesse os documentos e informações. O pedido de urgência do banco foi negado, e determinou-se que a Americanas tenha direito a defesa.
No entanto, a Justiça paulista acatou o pedido do Itaú para que a varejista forneça demonstrações financeiras das empresas do grupo — Submarino, Shoptime, Americanas express, Americanas Empresas, Ame, Let's, +AQUI —, balanços, balancetes, livros fiscais e relatórios de auditoria dos últimos cinco anos.
A Americanas também terá de enviar à Justiça cópias de todos os e-mails trocados por Miguel Gutierrez, ex-CEO da Americanas, e Fábio Abrate, ex-CFO, nos últimos cinco anos, e que tratem do endividamento da companhia ou de suas demonstrações contábeis.
O TJ-SP negou o pedido do Itaú para que "controladores e outros executivos ligados à gestão da Americanas" fossem ouvidos.
Por outro lado, considerou correto o ajuizamento do processo em São Paulo, e não no Rio de Janeiro, onde tramita a recuperação judicial da varejista, porque os contratos entre banco e companhia têm São Paulo como foro de eventuais ações.
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Itaú versus Americanas
A Americanas (AMER3) tem uma dívida de, aproximadamente, R$ 2,9 bilhões com o Itaú Unibanco, segundo a lista divulgada pela varejista nesta quarta-feira (25).
Ontem (24), o banco afirmou que os argumentos apresentados pelo trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcell Teles e Carlos Alberto Sicupira foram "levianos".
"O Itaú Unibanco esclarece que a elaboração e aprovação das demonstrações financeiras que espelhem a realidade da companhia são responsabilidade única e exclusiva da administração da empresa, incluindo sua diretoria e seu conselho, e sem nenhuma influência dos bancos ou outros credores.
Dessa forma, é leviana a tentativa de atribuir aos bancos qualquer responsabilidade sobre as práticas contábeis irregulares da empresa", finalizou o Itaú.", disse o Itaú em nota enviada à imprensa.
Vale lembrar que no último domingo (22), os empresários divulgaram uma nota conjunta sobre a atual situação da Americanas. No documento, Lemann, Telles e Sicupira afirmaram que "jamais tiveram conhecimento" das inconsistências financeiras e que, assim como investidores e credores, foram "alcançados por prejuízos".
*Com informações de Estadão Conteúdo
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