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Ao se prevenir totalmente de calote da Americanas no balanço do 4T22, Itaú evita que efeito contamine resultados de 2023
A decisão do Itaú Unibanco (ITUB4) de provisionar 100% da sua exposição à Americanas (AMER3) no balanço do quarto trimestre de 2022 foi acertada, na avaliação de analistas que cobrem o banco.
Por mais que a provisão adicional tenha impactado negativamente o resultado do Itaú no período e reduzido o lucro do banco, há um lado positivo: os resultados de 2023 virão “limpos” desse impacto.
Segundo a analista da Empiricus Larissa Quaresma, a provisão “zera a perda” e permite que os investidores olhem adiante.
A postura do Itaú foi diferente da do Santander Brasil, que fez uma provisão de apenas 30% da varejista no balanço do quarto trimestre de 2022, indicando que o impacto deve se estender ao longo deste ano.
Ontem à noite, o Itaú informou que teve lucro líquido gerencial de R$ 7,7 bilhões no quarto trimestre, mas teria atingido R$ 8,4 bilhões se não fossem as provisões adicionais contra o calote da Americanas. A provisão complementar gerou impacto de R$ 719 milhões no resultado recorrente gerencial.
Ainda assim, o banco quebrou o próprio recorde anual, somando lucro de R$ 30,8 bilhões, um aumento de 14,5% em relação a 2021, que, até então, havia sido o melhor resultado do banco na história.
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As ações do Itaú fecharam esta quarta-feira (8) em alta de 8,27%, a R$ 26,58.
De maneira geral, os analistas consideraram os resultados do Itaú sólidos, o que reforçou a visão positiva sobre o banco também para este ano. Todos os relatórios aos quais o Seu Dinheiro teve acesso reiteraram recomendação de compra para a ação.
As projeções do banco para 2023 foram bem recebidas, considerando as dificuldades que se prenunciam.
“O Itaú parece ser o banco incumbente que está se preparando melhor para competir num ambiente mais duro”, escreveram os analistas do BTG Pactual.
Nas estimativas do banco, nota-se uma projeção de crescimento mais modesta da carteira de crédito, bem como da margem financeira com clientes em comparação com as metas de 2022.
Veja as recomendações para os papéis do Itaú das casas às quais tivemos acesso:
| BANCO | RATING | PREÇO-ALVO | POTENCIAL* |
| UBS BB | COMPRA | R$ 35 | 42,5% |
| JP MORGAN | COMPRA | R$ 32 | 30,3% |
| BTG PACTUAL | COMPRA | R$ 35 | 42,5% |
| GOLDMAN SACHS | COMPRA | R$ 30 | 22,2% |
| EMPIRICUS | COMPRA | - | - |
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A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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