Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

DESENCANTO

Hapvida (HAPV3) apresenta balanço anêmico e ações despencam mais de 30%; confira as razões para a queda

O caminho parece complicado no curto e médio prazo na maior operadora de saúde verticalizada do país, e a Hapvida apanha na bolsa

Jasmine Olga
Jasmine Olga
1 de março de 2023
13:30 - atualizado às 18:40
foto de prédio da Hapvida (HAPV3)
Prédio da Hapvida - Imagem: Divulgação

Boa parte do mercado financeiro já tinha expectativas baixas para os números do quarto trimestre da Hapvida (HAPV3), diante das dificuldades macroeconômicas recentes e o processo ainda em andamento da consolidação da aquisição de diversas operadoras de saúde dos últimos anos. Ainda assim, o balanço divulgado na noite de ontem (28) conseguiu frustrar até os mais conservadores. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar da adição significativa de vidas ao portfólio, a empresa segue tendo dificuldades em normalizar o seu nível de sinistralidade e despesas administrativas, o que pressiona as margens e coloca em risco as projeções de crescimento para o ano. 

A reação das ações nesta manhã (01) refletem exatamente o tamanho da decepção — por volta das 11h40, os papéis de HAPV3 recuavam cerca de 35,39%, a R$ 3,88, puxando a queda do Ibovespa e entrando em leilão por oscilação máxima permitida diversas vezes ao longo do dia. Nos últimos 12 meses, o papel recua mais de 70%.

No início da manhã, um leilão chegou a movimentar um bloco de mais de 1 milhão de ações, a um preço de R$ 4,10. No fluxo do dia, o banco americano Goldman Sachs aparece liderando as operações de venda.

Os corredores mostram uma plateia desencantada, e o diagnóstico é unânime — o caminho parece complicado no curto e médio prazo na maior operadora de saúde verticalizada do país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por isso, os números fizeram com que diversas casas de análise colocassem a tese sob revisão. O Credit Suisse e a Genial Investimentos, no entanto, já foram rápidos. Enquanto o banco suíço rebaixou os papéis para o patamar neutro e cortou o preço-alvo de R$ 6,50 para R$ 4,40, a Genial manteve sua recomendação neutra, mas também cortou sua expectativa para os papéis — de R$ 8,50 para R$ 5,00. 

Leia Também

Os números da Hapvida (HAPV3)

No quarto trimestre de 2022, a Hapvida registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 316,7 milhões. Um ano antes, quando a companhia ainda não havia consolidado os resultados com a NotreDame Intermédica, o lucro havia sido de  R$ 200,2 milhões. 

O lucro líquido ajustado no último trimestre de 2022 foi de R$ 161,14 milhões. Já o Ebitda consolidado foi de R$ 528,9 milhões. A receita líquida atingiu a casa de R$ 6,502 bilhões entre outubro e dezembro de 2022, 150,2% acima do quarto trimestre de 2021.

O avanço do tíquete médio foi visto como um dos poucos pontos positivos pelos investidores. Os preços tiveram alta de 3,8% no segmento de saúde, mas recuaram 5,3% nos planos odontológicos. A base de beneficiários também subiu — 0,6% na Hapvida e 1,8% na NDI. No consolidado, o crescimento anual foi de 113,6% no segmento saúde e 112,9% no odonto. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro ponto positivo e que agradou os analistas no meio dos resultados insatisfatórios foi o crescimento orgânico da base de clientes. Nos últimos três meses, foram adicionadas 503 mil vidas. Os cancelamentos totalizaram 403 mil pessoas — com um saldo de 103 mil vidas. 

O que o mercado não gostou

Os números que agradaram o mercado — como o aumento na base de beneficiários e o crescimento do tíquete médio — foram insuficientes para blindar as ações do tombo. Isso porque na ponta contrária, houve uma piora no índice de sinistralidade e um continuado aumento das despesas administrativas, que custam a baixar em meio ao processo de consolidação de diversas aquisições feitas nos últimos anos, incluindo a da Intermédica. 

Um dos índices que mais preocupam os investidores no momento é o de sinistralidade — o percentual de uso dos serviços prestados pela operadora de saúde versus a receita total recebida. Nos últimos trimestres, a Hapvida tem mostrado dificuldade em retornar aos patamares históricos.

Com a Copa do Mundo no quarto trimestre, a expectativa era de que a empresa apresentasse a mesma tendência que outras operadoras no período — uma queda na utilização —, mas não foi isso que aconteceu. Muito pelo contrário. No período, a média per capita de utilização passou da casa dos R$ 170. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para analistas do Credit Suisse, essa tendência, com a sinistralidade de caixa alta, traz ainda mais incertezas sobre o futuro, o que tende a pressionar ainda mais os números, e não deve mudar já nos próximos trimestres. 

A Genial Investimentos aponta que o cenário preocupa por indicar uma possível mudança de hábitos dos brasileiros com a saúde, "o que pode significar um patamar de sinistralidade em equilíbrio mais alto que o anteriormente observado”. 

Apesar do crescimento do ticket médio do período, nem todo mundo está convencido. O Credit Suisse aponta que o ritmo atual ainda é insuficiente para compensar a pausa de dois anos no reajuste dos planos e a inflação do período — e não há uma previsão positiva para que isso mude ainda em 2023, o que também pesa sobre o nível da sinistralidade. 

Para o Itaú BBA, a empresa precisa demonstrar um pulso mais firme no ajuste de preços e na estabilização dos custos por vida para que o banco de investimentos volte a ganhar confiança no horizonte de curto e médio prazo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A pressão dos custos no lucro líquido da empresa é outra grande preocupação. O índice de despesas administrativas foi de 8,3% no 4T22, mas excluindo o efeito de ajuste de sinergias com a Promed, o índice seria de 9,6%. 

A expectativa do mercado é que, conforme as sinergias com a NotreDame Intermédica e outras operadoras menores sigam ocorrendo, a diluição dos custos e despesas administrativas aumente. A gestão da empresa apontou que fez avanços no primeiro trimestre de 2023, eliminando duplicidades e revisando a estrutura corporativa para eliminar custos que podem chegar a R$ 6 milhões por mês. 

Atualmente, o endividamento da Hapvida segue crescendo, tendo alcançado a casa de 2,45x Dívida Líquida/EBITDA Ajustado no 4T22, com a dívida líquida indo a R$ 7 bilhões.

"Como a opção mais acessível, a Hapvida tem bons pontos como escala, alcance, liderança de mercado e um modelo verticalmente integrado. Mas os investidores não fecharão os olhos para recentes resultados decepcionantes. A falta de confiança na tese de investimento provavelmente persistirá nos próximos meses", aponta o BTG Pactual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
REAÇÃO AO BALANÇO

O ‘efeito Itaú’: o que fez um bom balanço virar gatilho de queda para as ações ITUB4 no 1T26

6 de maio de 2026 - 12:07

Lucro vem em linha, ROE segue elevado, mas ações caem após balanço; entenda se “fazer o básico” já não basta para o mercado

A FÓRMULA DO ITAÚ

Itaú (ITUB4) dribla inadimplência outra vez — e CEO revela o ‘segredo’ para crescer sem perder a mão no crédito em 2026

6 de maio de 2026 - 11:08

Milton Maluhy Filho afirma que aposta em ajuste fino no crédito e foco em clientes “certos”; veja a estratégia do CEO do banco

RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

GPA (PCAR3) pode respirar aliviado: varejista aprova renegociação de dívidas, mas há um risco para os acionistas no futuro

6 de maio de 2026 - 9:46

Com o acordo, a maior parte da dívida renegociada será paga apenas a partir de 2031, o que ajuda o caixa da empresa, mas há risco de diluição da participação no futuro

TERMÔMETRO DO RESULTADO

Bradesco (BBDC4) vira o jogo? Banco entra no 1T26 como a aposta da vez — e analistas revelam se vale a pena comprar as ações

6 de maio de 2026 - 7:22

Mercado prevê que banco deve se destacar na temporada, com avanço de lucro e melhora operacional. Veja o que esperar do balanço dos três primeiros meses de 2026

REORGANIZANDO O CAIXA

Allos (ALOS3) recicla portfólio e mira shoppings que vendem mais

5 de maio de 2026 - 19:37

Companhia vende participação no Shopping Curitiba, aumenta fatia em ativos estratégicos e faz permuta para turbinar desempenho operacional

TEMPORADA DE RESULTADOS

Tenda (TEND3) mais do que dobra lucro no primeiro trimestre, enquanto Alea dá ‘sinais de vida’; veja os destaques do balanço

5 de maio de 2026 - 18:23

O balanço mostrou crescimento operacional, melhora de rentabilidade e reversão da queima de caixa, em meio à continuidade dos ajustes na divisão de casas pré-fabricadas

RESULTADO

Itaú Unibanco (ITUB4) entrega o esperado — e um pouco mais — na largada de 2026, com rentabilidade de quase 25% no 1T26

5 de maio de 2026 - 18:21

Lucro cresce, ROE segue elevado, mas banco reforça disciplina em meio a sinais de pressão no crédito; confira os destaques do balanço

VAI PINGAR NA CONTA

Dividendos da Petrobras (PETR4) podem somar até US$ 2,3 bilhões no 1T26, diz Citi; estatal não é a única aposta do banco no setor

5 de maio de 2026 - 17:36

O Citi vê resultados mais fortes puxados por produção e petróleo, mas mantém cautela com a estatal e enxerga mais potencial de valorização em petroleiras independentes

VOTO DE CONFIANÇA

IRB (IRBR3) respira: dividendo de volta e sinistralidade domada fazem ação ignorar lucro menor e subir mais de 3%

5 de maio de 2026 - 13:00

Qualidade da subscrição surpreende e garante avanço das ações nesta terça-feira (5), mas incerteza sobre crescimento de prêmios ainda divide os grandes bancos sobre o que fazer com os papéis

PODE ABRIR A LATINHA

Ambev (ABEV3) faz golaço nos resultados às vésperas da Copa do Mundo, e ações disparam; entenda os motivos da comemoração

5 de maio de 2026 - 12:20

A empresa entregou aumento no volume de cerveja, principalmente no Brasil, melhora de margens e ganhos estimados de participação em vários mercados

NOVA PROMESSA DA BOLSA

BradSaúde (SAUD3) desembarca na B3: nova gigante da saúde estreia forte — e CEO já mira o que pode destravar valor daqui para frente

5 de maio de 2026 - 12:12

Nova empresa do grupo Bradesco nasce com números robustos, mas CEO Carlos Marinelli revela qual será o grande motor de crescimento futuro

PRÉVIA DO BALANÇO

Nem o melhor da turma escapa: Itaú (ITUB4) deve ter resultado mais fraco no 1T26. Isso muda tese para as ações?

5 de maio de 2026 - 9:11

Pressão de dividendos e crédito mais desacelerado devem aparecer no desempenho dos três primeiros meses do ano; analistas revelam se isso compromete a visão de longo prazo para o banco

QUEM GANHA E QUEM PERDE

Direcional (DIRR3), MRV (MRVE3), Cury (CURY3): o que esperar das construtoras no 1T26, segundo o Santander

5 de maio de 2026 - 9:07

O banco avalia que, apesar da pressão, algumas construtoras e incorporadoras ainda contam com receitas sustentadas por vendas fortes registradas nos últimos meses, o que deve ajudar nos balanços

FOCO NO ALICERCE

A estratégia por trás da venda da Telhanorte: dona da Quartzolit sai do balcão de vendas, mas segue no canteiro de obras

4 de maio de 2026 - 19:54

Após anos de tentativa e uma reestruturação profunda, a Saint-Gobain finalmente assinou a venda da Telhanorte. Saiba o que motivou a saída da gigante francesa do varejo brasileiro.

DO CASHBACK AO BITCOIN

Méliuz (CASH3) acelera recompra e aposta em Bitcoin para destravar valor — mercado ainda não comprou a tese?

4 de maio de 2026 - 19:39

Empresa já destinou R$ 30 milhões à recompra e destaca indicador atrelado ao Bitcoin para medir retorno ao acionista

FÔLEGO RENOVADO

O balão de oxigênio que a Kora Saúde (KRSA3) precisava acaba de ser entregue pela Justiça

4 de maio de 2026 - 19:25

Com o aval da Justiça, a empresa agora tem o caminho livre para reorganizar um passivo de R$ 1,3 bilhão

BALANÇO

O teste de fogo da BradSaúde: nova gigante que substitui a Odontoprev (ODPV3) estreia com lucro de R$ 1,3 bilhão e ROE de 24% no 1T26

4 de maio de 2026 - 19:18

Enquanto a BradSaúde divulga seus primeiros números oficiais consolidados, a Odontoprev entrega um lucro de R$ 151 milhões; confira outras linhas do balanço

BALANÇO

O pior ficou para trás? Lucro da BB Seguridade (BBSE3) sobe 11,2% e chega a R$ 2,2 bilhões; confira os números do 1T26

4 de maio de 2026 - 18:45

No ano, a seguradora do Banco do Brasil vive questionamentos por parte do mercado em meio à queda dos prêmios da BrasilSeg, também agravada pela piora do agronegócio

PROVENTOS TURBINADOS

Petrobras (PETR4) deve entregar trimestre forte e dividendos robustos, diz BTG; preço-alvo do ADR sobe para US$ 25

4 de maio de 2026 - 15:51

Produção recorde, petróleo mais caro e geração de caixa elevada sustentam expectativa de proventos no 1T26

MAIS UM RECORDE

Embraer (EMBJ3) assina o maior contrato militar até hoje, com os Emirados Árabes Unidos, e ações sobem na bolsa

4 de maio de 2026 - 14:33

O Citi estima o pedido em torno de US$ 700 milhões, cerca de 16% de toda a carteira de pedidos firmes da divisão de defesa da fabricante brasileira de aeronaves, segundo o Broadcast

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia