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Além de questionar a decisão que veta a emissão de novas ações, a Gafisa (GFSA3) também fala em exigir indenização por seus prejuízos
O início deste ano não está sendo fácil para a Gafisa (GFSA3), que briga para conseguir seu aumento de capital de R$ 78 milhões. Nesta sexta-feira (6) a companhia informou que vai recorrer da decisão que suspendeu a operação, determinada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
A ação é uma vitória da Esh Capital na batalha contra a construtora de Nelson Tanure.
Em documento arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Gafisa reitera a regularidade do aumento de capital afirma que "pleiteará, nas vias cabíveis, a indenização pelos prejuízos incorridos."
O mercado já esperava que a Gafisa fosse decorrer da decisão de suspensão, que não é definitiva.
Essa não é a única ação movida pela Esh Capital contra a Gafisa (GFSA3). A gestora já havia obtido um parecer favorável da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para que uma assembleia de acionistas convocada para 2 de janeiro fosse realizada. Ainda assim, a Gafisa manteve a convocação para o dia 9 deste mês.
Apesar de pouco distantes, as datas eram muito relevantes nesse caso justamente por conta do aumento de capital. Um dos itens na pauta da AGE era discutir a decisão de aprovar a operação — que, segundo nota enviada pela Esh ao Seu Dinheiro, “se deu de forma ilegal”.
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Já a Gafisa garante "que está atuando dentro da legalidade".
O encontro dos acionistas deliberará sobre uma possível ação de responsabilidade contra Nelson Tanure e outros administradores e membros do conselho fiscal da Gafisa, assim como a destituição desses integrantes e eleição de substitutos por quebra de deveres fiduciários.
Um dos temores da gestora era que o grupo ligado a Tanure poderia aumentar a sua participação no capital social da Gafisa após a operação e, com isso, chegar mais forte à assembleia.
Vale lembrar que a gestora, por meio do fundo Esh Theta, elevou recentemente sua fatia na incorporadora para pouco mais de 15,1%. Mas a participação deve ser diluída pois a gestora não subscreveu ações no aumento de capital.
Apesar de toda essa briga, as ações da Gafisa (GFSA3) seguem no radar dos investidores.
No pregão de hoje, as negociações de GFSA3 estavam suspensas por volta das 10h39, após o papel subir 7,46%, cotado a R$ 32,99. Mas acabaram fechando forte queda, de 25,08%, a R$ 23.
No entanto, no mês, os ganhos já superam os 260%.
Para 2026, a expectativa é de 15 novas unidades Riachuelo, em postos que já estão praticamente fechados, disse Miguel Cafruni, diretor financeiro, em entrevista ao Seu Dinheiro.
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