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Os motivos que fazem as empresas subirem nesta quarta-feira (28) não são os mesmos, mas todas elas avançam mais de 3% e figuram entre as principais altas do Ibovespa
A esquadrilha da fumaça está diferente nesta quarta-feira (28). Liderando as demonstrações aéreas da B3, a Embraer (EMBR3) sobe mais de 3%, enquanto Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) dão verdadeiros rasantes no pelotão de maiores altas do Ibovespa.
No caso da Embraer, o que impulsiona o avanço das ações por aqui é um relatório do BTG Pactual reafirmando a recomendação de compra para os ADRs da fabricante de aviões, com preço-alvo de US$ 19 — o que representa um potencial de valorização de 30,5% em relação ao fechamento de terça-feira (27) em Nova York.
Após a apresentação da Embraer no Paris Air Show, quando alguns investidores reagiram mal ao fato de a companhia ter anunciado menos pedidos que concorrentes, o BTG se reuniu com líderes da empresa e avaliou a exposição no evento como positiva.
“Gostamos de seus motivos para anunciar menos pedidos do que seus pares, impulsionados por uma abordagem de preços mais rígida”, disseram os analistas do BTG.
Segundo o relatório, ainda que o primeiro trimestre tenha sido fraco, a Embraer continua otimista com as previsões para 2023.
"As perspectivas para os próximos trimestres ainda são brilhantes, com aumento gradual esperado ao longo do ano em meio à melhor sazonalidade e à amenização dos problemas da cadeia de suprimentos."
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Embora estejam otimistas com a Embraer, os analistas do BTG fazem algumas ponderações com relação ao Paris Air Show.
Eles citam, por exemplo, que enquanto Boeing e Airbus anunciaram grandes encomendas da Índia, a Embraer permaneceu fora da discussão — embora não esteja garantido que os pedidos dos pares serão convertidos em entregas.
"A Embraer não descarta entrar no mercado indiano, mas parece ser uma análise de mais longo prazo", diz o BTG em relatório.
O banco destaca ainda o fato de a Airbus ter anunciado um pedido para nove A220s, que competem diretamente com a família E2 da Embraer.
"A Airbus fez uma estratégia de mudança em sua abordagem competitiva para a família A220, e espera-se que mude seu foco para o novo A220-500, uma aeronave de fuselagem estreita com capacidade para 170 passageiros. Essa mudança de direção é positiva para a Embraer, pois o novo A220-500 compete diretamente com o Boeing 737, reduzindo assim a concorrência para a família E2", afirmam os analistas.
No segmento Defesa e Segurança, o relatório aponta que, apesar de não anunciar novos pedidos para o KC-390, a Embraer disse que a maioria dos visitantes do evento perguntou sobre o produto, com previsão de quatro a cinco entregas para 2023 e 2024.
Já serviços e suporte não recebeu a mesma atenção que outros segmentos, mas está superando as expectativas, segundo o BTG, que destaca o fato de a demanda por aeronaves executivas continuar forte.
O voo da Embrar na B3 não é solo. Azul e Gol acompanham a fabricante de aeronaves lá de cima. Os papéis AZUL4 e GOLL4 sobem mais de 4% nesta quarta-feira (28) na bolsa brasileira.
No caso da Azul, a empresa e a emissora Azul Investments LLP anunciaram mais cedo a participação antecipada de 86% nas ofertas já anunciadas para a troca de títulos de dívida com vencimento em 2024 e 2026.
De acordo com a companhia aérea, os valores de US$ 291,17 milhões representam 72,8% do valor total do principal da dívida com vencimento em 2024 e remuneração de 5,875%, e os US$ 567,6 milhões são 94,6% do valor total do principal da dívida com vencimento em 2026, com remuneração de 7,250%.
Já a Gol segue embalada pelo segundo dia seguido. Ontem a companhia aérea também esteve entre as altas do Ibovespa em reflexo de resultados positivos, barateamento do combustível de aviação e isenções fiscais.
Além disso, a Gol esteve na lista das empresas de toda a bolsa com volume de mais de R$ 1 milhão que mais valorizaram na terça-feira (27).
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