Elon Musk volta a demitir no Twitter — e nem os funcionários mais leais ao bilionário escaparam do corte
A nova leva de demissões deixou em torno de 50 funcionários da empresa de mídia social desempregados, em uma estratégia de corte de custos até o osso, segundo o Information

As demissões em massa voltaram a ocupar os holofotes no último domingo (26) — e mais uma vez, Elon Musk protagonizou a cena. Depois de demitir cerca de 40 funcionários no início de janeiro, o Twitter deu início à 4ª rodada de cortes desde a aquisição da empresa pelo CEO da Tesla, segundo o jornal The Information.
A nova leva de demissões teria deixado em torno de 50 funcionários da empresa de mídia social desempregados, em uma estratégia de corte de custos até o osso. Zoë Schiffer, editora-chefe do site Platformer, afirmou que os cortes estavam "bem acima" de 50 pessoas.
De acordo com o Information, os cortes atingiram diferentes departamentos, incluindo equipes de tecnologia de anúncios e publicidade, além da área de infraestrutura técnica que mantém a plataforma em funcionamento.
Com o lay-off, o Twitter encontra-se com uma força de trabalho de cerca de 75% menor do que iniciou o ano. A rede social do passarinho azul, que contava com cerca de 7,5 mil trabalhadores ao começo de 2022, hoje possui algo abaixo de 2 mil funcionários.
- Leia também: Elon Musk jogou a toalha: Bilionário quer abdicar da coroa de CEO do Twitter e define prazo para achar sucessor
Os cortes no Twitter
A jornalista Kate Conger, do New York Times destacou no tweet que o corte teria sido surpreendente, uma vez que incluiu “pessoas leais a Musk”.
O Information revelou que Esther Crawford, diretora de produtos do Twitter, estava na lista de pessoas afetadas pelos cortes do último fim de semana.
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Desde que Elon Musk assumiu o controle do Twitter, os funcionários da rede social passaram a vivenciar cargas horárias excessivas. O bilionário estaria exigindo que os funcionários trabalhassem "literalmente 24 horas por dia, 7 dias por semana" para atender às demandas em curtos prazos.
Para acompanhar as novas demandas de Elon Musk, algumas pessoas passaram a dormir no escritório — incluindo Esther Crawford, que dedicou-se ao trabalho sem questionar a rígida chefia.
"Quando sua equipe está se esforçando o tempo todo para cumprir prazos, às vezes você #DormeOndeVocêTrabalha", disse Esther Crawford, em um tuíte.
A diretora de produtos do Twitter estava responsável por dirigir a equipe de análise para incorporar ao Twitter as funções de fintech, segundo o Financial Times — tudo para atingir o objetivo de Musk de criar um “aplicativo de tudo”.
Crawford ainda foi recentemente nomeada diretora executiva do Twitter Payments, a subsidiária da empresa do passarinho azul focada no serviço de pagamentos.
Após a demissão, Crawford voltou a se pronunciar no Twitter: “A pior conclusão que você poderia ter ao me ver ir ‘com tudo’ no Twitter 2.0 é que meu otimismo ou trabalho duro foi um erro”, escreveu a executiva
Elon Musk e as demissões
A repórter do New York Times, Kate Conger, tuitou que "alguns engenheiros do Twitter estão bloqueados em seus e-mails e laptops de trabalho", o que indicaria suas demissões.
Isso porque o modo escolhido por Elon Musk para deixar milhares de pessoas desempregadas desde que adquiriu o Twitter foi marcante e impessoal — e repetiu-se ao longo dos meses.
O primeiro indício aos funcionários de que foram demitidos é ter seus acessos aos sistemas da empresa, como ao e-mail ou Slack, a plataforma corporativa usada pela equipe do Twitter, subitamente bloqueados.
Para não dizer que a sinalização da demissão não foi clara, os tweeps afetados também costumam receber um aviso de rescisão em suas contas de e-mail pessoais. E é isso.
*Com informações de New York Times e The Information
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