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Em painel no World Government Summit em Dubai, o chefe da Tesla disse que pretende nomear um sucessor ao cargo de CEO do Twitter, que ele ocupa desde outubro
Alcançar o segundo lugar na lista de homens mais ricos do planeta exige certas qualidades (sejam elas positivas ou negativas), inclusive a habilidade de saber quando é hora de jogar a toalha — e é isso que Elon Musk pretende fazer.
O bilionário revelou, durante painel no World Government Summit em Dubai nesta quarta-feira (15), que pode pretende abdicar da coroa de CEO do Twitter e nomear seu sucessor até o final deste ano.
“Acredito que provavelmente no final deste ano deve ser um bom momento para encontrar outra pessoa para administrar a empresa. Acho que [o negócio] deve estar em uma posição estável no fim de 2023", disse o executivo, em chamada por vídeo no evento.
Logo após comprar a empresa, Musk assumiu o cargo de presidente do Twitter em outubro do ano passado, após demitir o anterior CEO, Parag Agrawal, na primeira rodada de cortes na companhia.
Segundo o Chief Twit, antes de escolher o novo presidente da empresa de mídia social, é preciso “estabilizar” a companhia. “Preciso estabilizar a organização e apenas garantir que ela esteja financeiramente saudável e que a trajetória esteja claramente definida.”
No final do ano passado, após inúmeras críticas à gestão do Twitter, Elon Musk promoveu uma enquete na plataforma questionando se deveria, enfim, deixar a posição de Chief Twit.
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Após mais de 17,5 milhões de votos, 57,5% dos eleitores votaram a favor da saída do executivo do posto mais alto da empresa.
O bilionário anunciou, em tweet, que iria cumprir a promessa de respeitar a decisão popular e renunciar ao cargo de CEO da rede do passarinho azul, permanecendo apenas na chefia das equipes de software e servidores.
Na publicação, ele ainda determinou a principal qualidade que buscava em seu próximo sucessor: deveria ser “alguém tolo o suficiente para aceitar o cargo!”.
Horas depois de lançar a enquete, Musk chegou a dizer na plataforma no domingo que “ninguém queria o trabalho que poderia realmente manter o Twitter vivo”. “Não há sucessor.”
De acordo com informações da Associated Press, durante o World Government Summit, o executivo chamou o Twitter de “uma espécie de start-up ao contrário”.
"Há trabalho necessário aqui para colocar o Twitter em uma posição estável e para realmente construir o mecanismo de engenharia de software", contou durante o evento.
Algumas semanas atrás, o bilionário contou que possui planos para transformar a rede social do passarinho azul em uma espécie de “aplicativo de tudo”, nos moldes da plataforma chinesa WeChat.
Entre as novidades, o empresário pretende incluir as funções de fintech, como transações diretamente entre os usuários, conta poupança e cartão de débito.
De acordo com a imprensa internacional, a empresa já está desenvolvendo os softwares necessários para suportar as novas funcionalidades.
A diretora de produtos do Twitter, Esther Crawford, ainda teria reunido uma pequena equipe para analisar o que é preciso para integrar o sistema de pagamentos na plataforma, segundo informações do Financial Times.
*Com informações de Bloomberg e CNBC
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