Eletrobras (ELET3) tem prejuízo no 4T22 e lucra menos no ano. E parte da “culpa” é da privatização
Eletrobras reverteu o lucro do mesmo período do ano anterior e registrou prejuízo de R$ 479 milhões no quarto trimestre de 2022; entenda o que aconteceu

Privatização é sinônimo de empresa mais lucrativa, certo? Pelo menos no caso da Eletrobras (ELET3), isso ainda não aconteceu. A ex-estatal do setor elétrico registrou prejuízo de R$ 479 milhões no quarto trimestre de 2022 e reverteu o lucro do mesmo período do ano anterior.
No ano marcado pela oferta de ações que marcou a privatização da companhia, o lucro da gigante do setor elétrico recuou 36%, para R$ 3,6 bilhões.
De certo modo, uma parcela da "culpa" pelo resultado mais fraco pode ser atribuída ao processo de mudança para a gestão privada. Isso porque um dos impactos no resultado veio do plano de demissão voluntária que a Eletrobras colocou em marcha no fim do ano passado.
O programa deve ajudar a enxugar a estrutura e melhorar os resultados futuros da companhia, mas em um primeiro momento tem um custo. No caso da Eletrobras, o plano contou com a adesão de 2.494 empregados e gerou uma despesa não-recorrente foi de R$ 1,260 bilhão.
- Você investe em ações, renda fixa, criptomoedas ou FIIs? Então precisa saber como declarar essas aplicações no seu Imposto de Renda 2023. Clique aqui e acesse um tutorial gratuito, elaborado pelo Seu Dinheiro, com todas as orientações sobre o tema.
Veja a seguir os principais números do balanço do 4T22 da Eletrobras e a comparação com o mesmo período de 2021:
- Prejuízo liquido: R$ 479 milhões (ante lucro de R$ 610 milhões)
- Receita operacional líquida: R$ 9 bilhões (-14%)
- Ebitda ajustado: R$ 4,4 bilhões (-10%)
- Dívida Líquida ajustada: R$ 34,8 bilhões (+59%)
Compromissos da privatização
Entre as despesas que também pesaram no balanço estão os compromissos que a Eletrobras assumiu para levar adiante o processo de privatização.
É o caso, por exemplo, do repasse à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) de 50% do valor adicionado às concessões da empresa.
Leia Também
Além da CDE, a Eletrobras se comprometeu com projetos de revitalização das bacias hidrográficas e Amazonia Legal dentro das contrapartidas para a privatização. No total, esses encargos custaram R$ 888 milhões no quarto trimestre, de acordo com a companhia.
Como se não bastasse, a Eletrobras sofreu ainda com a deflação do período, que afetou as receitas com transmissão de energia, cujos contratos são atrelados ao IPCA e ao IGPM.
Outro fator que ajudou a derrubar o resultado do quarto trimestre foi uma provisão de recebíveis da Amazonas Energia de R$ 2,5 bilhões.
Por outro lado, a Eletrobras vem conseguindo limpar os "esqueletos" herdados da gestão estatal. Um dos destaques foi a redução de R$ 1,5 bilhão das provisões referentes ao empréstimo compulsório, principalmente com a realização de acordos judiciais.
BALANÇO
Lucro do Bradesco (BBDC4) sobe 14% no 3T26, a R$ 7,1 bilhões; calotes podem frear a virada?
22 de outubro de 2026 - 18:07NEGÓCIO EM ANDAMENTO
CSN (CSNA3): Agora vai? Venda da CSN Cimentos deve sair nas próximas 2 semanas, mas sem exclusividade, diz jornal
22 de outubro de 2026 - 17:58O QUE PESOU NO 3T26?
A conta chegou para a WEG (WEGE3): custos e tarifas dos EUA pressionam margens; veja o que diz a empresa
22 de outubro de 2026 - 17:18ALTA DE 22% EM DÓLAR
Petrobras (PETR4) supera gigantes globais e emplaca a maior valorização do setor em outubro. Além do petróleo, o que está por trás?
22 de outubro de 2026 - 16:42O QUE DIZEM OS ANALISTAS?
JBS (JBSS32): balanço do 3T26 deve ser fraco, mas bancos veem espaço para alta de até 41% nas ações
22 de outubro de 2026 - 14:22PÉ NO FREIO
Viagem tranquila da Motiva (MOTV3) ficou para trás: Citi corta recomendação para neutra e sobe preço-alvo; ação cai 2%
22 de outubro de 2026 - 13:31BEM RECEBIDO
Sinistralidade sobe, mas lucro fala mais alto: por que o balanço da Bradsaúde (SAUD3) agradou o mercado
22 de outubro de 2026 - 13:03NOVO CAPÍTULO
Outra reestruturação no radar? Credores pedem Chapter 11 involuntário de subsidiária da Braskem (BRKM5) nos EUA
22 de outubro de 2026 - 12:29IA CHINESA
IPO vem aí? DeepSeek capta US$ 15 bilhões em nova rodada de financiamento antes de abrir capital em Xangai
22 de outubro de 2026 - 12:00REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) tenta ganhar fôlego com aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões; veja o que muda para acionistas
21 de outubro de 2026 - 20:42BALANÇO DO 3T26
Bradsaúde (SAUD3): lucro sobe 14,4% e dividendos chegam a R$ 1 bilhão, mas ‘dor de cabeça’ volta a atacar
21 de outubro de 2026 - 18:34TEM MAIS POR VIR
A festa ainda não acabou: B3 (B3SA3) pode subir mais 27% e pagar bons dividendos, diz Santander
21 de outubro de 2026 - 16:23VISÃO DE GESTORES
“Parece que não pode ver um real sobrando”: por que acordo com o Einstein reacende dúvidas sobre uso do caixa da Ânima (ANIM3)
21 de outubro de 2026 - 14:45BALANÇO DECEPCIONOU?
WEG (WEGE3) cai mais de 7% com balanço pressionado por dólar e tarifas; exagero ou sinal de alerta?
21 de outubro de 2026 - 14:19FORA DO AR
Bons resultados da Netflix (NFLX) vêm de ‘ajuste de última hora’, e futuro preocupa, diz analista; veja os números
21 de outubro de 2026 - 14:07OPORTUNIDADE OU ARMADILHA
O pior já passou? Bradsaúde (SAUD3) encara custos maiores e lucro pressionado no 3T26. É hora de fugir ou comprar?
21 de outubro de 2026 - 11:13PRÉVIA DO BALANÇO
Bradesco (BBDC4) chega ao balanço com quase R$ 10 bilhões a mais no caixa, mas ainda precisa convencer que a virada veio para ficar
21 de outubro de 2026 - 6:13DE OLHO NA SELIC
Vamos (VAMO3) já subiu 106% no ano com a ajuda do trade eleitoral. Ainda há espaço para ganhar mais?
20 de outubro de 2026 - 18:45PÁGINA VIRADA
Americanas (AMER3) vira a página da recuperação judicial, mira nova fase e dispara 25% na B3; o que esperar da varejista?
20 de outubro de 2026 - 17:23NEGÓCIO DA CHINA?