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Acordo da CVC com os credores de debêntures prevê a realização de um aumento de capital até novembro deste ano; ações caem forte na B3
Na saga das empresas endividadas da B3, a CVC (CVCB3) anunciou hoje que conseguiu um fôlego adicional para pagar uma dívida de R$ 900 milhões.
Pelo acordo com os investidores, a operadora e rede de agências de turismo terá mais três anos e meio para quitar o compromisso — ou seja, em novembro de 2026. Originalmente, o vencimento de duas das três debêntures da companhia ocorreria ainda neste semestre.
Mas para convencer os investidores a dar mais prazo, a CVC terá de abrir a carteira. Isso porque a empresa se comprometeu a pagar entre 10% e 20% da dívida quando houver o aditamento do contrato.
Além disso, a companhia provavelmente terá de pedir mais dinheiro aos acionistas. Isso porque o acordo prevê a realização de um aumento de capital de pelo menos R$ 125 milhões até novembro deste ano.
A operação não é obrigatória, mas se não acontecer no prazo estipulado os credores das debêntures terão o direito de converter até R$ 200 milhões da dívida em ações com desconto em relação às cotações na B3.
O acordo prevê ainda que a CVC vai pagar um prêmio de 3,6% sobre o preço das debêntures que restarem. A taxa de juros da dívida renegociada continua bem salgada é será equivalente ao CDI mais 5,5% ao ano — algo próximo de 20% ao ano.
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As ações da CVC reagiam em forte queda de quase 18% na tarde desta sexta-feira na B3 ao acordo com os credores. Assim, os papéis devolvem boa parte da valorização recente.
No início da semana, as ações da operadora de turismo dispararam com a notícia publicada na coluna do jornalista Lauro Jardim de que a empresa deveria anunciar a renegociação "nos próximos dias".
Questionada pela B3, a CVC informou na ocasião que ainda não havia nenhum acordo formalizado com os investidores das debêntures.
O acordo precisa agora passar pela assembleia de debenturistas. Mas a CVC já conseguiu o aval da maioria dos investidores na negociação, que contou com a assessoria do banco BR Partners. Veja aqui a íntegra do comunicado da companhia sobre a dívida.
A a empresa quer que ao menos 45% da dívida seja revertida em ações, deixando os credores com até 70% das ações ordinárias, a R$ 0,40 por papel
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