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Ana Carolina Neira

Ana Carolina Neira

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero com especialização em Macroeconomia e Finanças (FGV) e pós-graduação em Mercado Financeiro e de Capitais (PUC-Minas). Com passagens pelo portal R7, revista IstoÉ e os jornais DCI, Agora SP (Grupo Folha), Estadão e Valor Econômico, também trabalhou na comunicação estratégica de gestoras do mercado financeiro.

HORA DA VIRADA?

CEO da BRF (BRFS3) está otimista após reabertura chinesa

Na avaliação de Miguel Gularte, CEO da BRF (BRFS3), a recuperação da companhia vai acontecer mais cedo do que o previsto pelo mercado

Ana Carolina Neira
Ana Carolina Neira
31 de janeiro de 2023
17:57
Miguel Gularte
Miguel Gularte - Imagem: Divulgação

Miguel Gularte, CEO da BRF (BRFS3), fala com otimismo sobre o futuro da empresa. Ainda que as projeções dos analistas sobre o setor frigorífico venha com uma série de ressalvas nos últimos tempos, o executivo garante que os tempos são melhores, especialmente após a reabertura do mercado chinês.

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Durante evento promovido pelo Credit Suisse em São Paulo nesta terça-feira (31), Gularte afirmou que os dados mais recentes que recebeu sobre as comemorações do Ano Novo chinês apontam que o país asiático — um dos principais mercados da BRF — já chegou aos mesmos níveis de consumo do período pré-pandemia.

Segundo ele, após o relaxamento de medidas contra o Covid-19 e uma alta nos casos nos últimos meses, a situação já foi normalizada e as pessoas voltaram a viajar e frequentar bares restaurantes, o que ajuda bastante empresas de alimentos como a BRF.

"São números extremamente animadores e um negócio que vai continuar crescendo conforme a normalização da oferta. Durante a pandemia conseguimos expandir nossa capacidade orgânica de produção e tivemos novas habilitações de plantas", disse, ressaltando que a melhora dos números da empresa virão antes do que o mercado espera.

O executivo aproveitou a presença no evento para dizer que o atual conselho de administração da BRF trabalha em harmonia, uma sinalização que pode ser importante para o mercado se considerado o histórico de embates da companhia em gestões anteriores.

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Por que o mercado desconfia da BRF (BRFS3)

No último um ano, as ações da BRF (BRFS3) já enfrentam uma queda de 64,53%. O número reflete as desconfianças do mercado com a empresa, que incluem os riscos de execução da estratégia da nova gestão e um mercado mais desafiador.

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"Acreditamos que ganhos sustentáveis e mais visibilidade dos planos da nova gestão podem levar a companhia a passar por uma nova reavaliação, levando os papéis para patamares mais próximos do topo histórico”, escreveram os analistas do Goldman Sachs em relatório recente.

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A nova gestão da companhia tomou posse em setembro e deve seguir buscando melhorias operacionais nos próximos meses em diversas áreas, já que os prejuízos e a alta alavancagem da BRF afastaram os investidores.

No pregão de hoje, as ações da dona da Sadia subiam 5,44% às 17h33, cotadas a R$ 7,94.

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Segundo dados compilados pela plataforma TradeMap, das 14 recomendações existentes para BRFS3, quatro são de compra, nove são de manutenção e apenas uma é de venda.

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