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A companhia aérea ainda tem um plano de emissão de 90 milhões de novas ações, mas tudo dependerá do preço entre 2024 e 2027
Entre as maiores altas do pregão desta segunda-feira (22), as ações da companhia aérea Azul (AZUL4) são destaque no Ibovespa. Após mais de dois anos de pandemia, momento em que os papéis do setor sofreram forte pressão, os resultados do primeiro trimestre de 2023, em conjunto com a melhora na dinâmica de endividamento, fizeram os analistas assumirem uma postura mais otimista em relação à empresa.
Por volta das 16h10 de hoje, as ações avançavam 7,10%, negociadas a R$ 15,07. No mesmo horário, o Ibovespa cedia 0,08%, aos 110.661 pontos.
Ainda que os resultados da empresa tenham vindo levemente abaixo do esperado, o plano de reestruturação do passivo da Azul anima os analistas do Itaú — que estimam que as ações da companhia possam subir até o patamar de R$ 32,50.
O preço-alvo estimado pelo banco representa um potencial de valorização (upside) de 152%. Por mais que haja espaço para as ações mais que dobrarem de valor, a recomendação para a Azul, na visão do Itaú, permanece neutra.
Quem engrossa o coro de recomendações da companhia aérea são os analistas do Bank of America (BofA), que melhoraram a visão sobre os papéis de “venda” para “neutro”.
“Nós vemos um risco/retorno mais balanceado após valorização do real e queda no preço do combustível de aviação”, destaca o relatório do banco. O plano de reestruturação da empresa também é visto com bons olhos pelos analistas do BofA.
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Mas os analistas foram mais modestos na avaliação do preço-alvo. A expectativa é de que os papéis se aproximem dos R$ 18, o que ainda representa um potencial de valorização de 20% em relação às cotações atuais.
O novo plano da empresa inclui uma redução de R$ 5,4 bilhões em pagamentos futuros nos contratos de arrendamento.
A estratégia propõe que cerca de 40% desse valor seja pago por meio de títulos com vencimento em 2030. O restante — ou seja, 60% — será dividido em 14 parcelas trimestrais de capital, que devem ser pagas entre o segundo trimestre de 2024 e o mesmo período de 2027.
Tanto o BofA quanto o Itaú ressaltam que esse montante deve auxiliar no fluxo de caixa da empresa e injetar de R$ 3 bilhões a R$ 5 bilhões no valor presente líquido da Azul.
Por fim, vale ressaltar que existe um plano de emissão de 90 milhões de novas ações AZUL4 a um preço de R$ 36 por papel.
No entanto, caso as ações não cheguem a esse patamar de preços entre o segundo trimestre de 2024 e o mesmo período de 2027, a companhia pode precisar desembolsar algum dinheiro para compensar a diferença — o que pode acontecer por meio de um aumento da dívida.
Se o contrário ocorrer — ou seja, se os preços subirem além dos R$ 36 —, a companhia também pode optar por reduzir a emissão de ações.
De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes
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